JORNAL DE PLÁSTICOS - NOVEMBRO DE 1999

AIR PRODUCTS ANUNCIA INVESTIMENTO DE US$ 50 MILHÕES NA CONSTRUÇÃO DE FÁBRICA DE EMULSÕES PARA A INDÚSTRIA DE ADESIVOS NO BRASILl

Empresa que atua desde 73 no Brasil – na área de gases industriais – e que ano passado fez seu primeiro investimento no setor químico do País, comprando a fábrica da Química da Bahia no Pólo Petroquímico de Camaçari, anunciou que vai investir US$ 50 milhões em fábrica para produção, em escala global, de novas emulsões utilizadas principalmente pela indústria de adesivos

Ampliar sua atuação no Mercosul, bem como expandir seus negócios, em especial, com a indústria de adesivos da América do Sul. Este é objetivo da Air Products, grupo norte-americano líder mundial na produção e abastecimento de gases industriais, equipamentos e produtos químicos.
Tanto interesse pelo Brasil tem uma razão de ser. Nos últimos anos, a Air Products, com sede no estado da Pennsylvania (Estados Unidos), tem feito acordos comerciais e aquisições em diversas partes do mundo. Sua meta é voltar 50% de sua receita para fora dos Estados Unidos. E tem conseguido. De 1980 para cá, a empresa expandiu sua atuação em mercados de países como o Japão, Coréia, Malásia, Hong Kong, Tailândia, China, Taiwan, além da Espanha e Itália, dentre outros países na Europa.
O Brasil tem um papel estratégico nos planos da empresa. Além de ser peça fundamental no Mercosul, o País, em conjunto com o México, passou a ser responsável por mais de 60% do consumo de produtos químicos da empresa na América Latina. Da Química da Bahia saem aminas necessárias para a produção de defensivos agrícolas não só no Brasil, mas em toda a América do Sul. Além disso, esta fábrica da suporte à matriz no fornecimento global.
A diversificação de atuação neste mercado, com a implantação de uma fábrica que produzirá novas emulsões para a indústria de adesivos, só vem para aumentar a atuação da empresa na região. A Air Products Polymers – empresa do grupo Air Products - possui ao todo 11 instalações produtivas localizadas na Alemanha, México, Coréia e Estados Unidos. Conhecido pela indústria química como um produto de alto poder de adesão, que apresenta excelente resistência à umidade e ao calor, o VAE – cujo nome comercial é Airflex – será produzido no Brasil inicialmente em duas versões: Airflex 300 e 400.

O primeiro é usado na fabricação de adesivos em geral, revestimentos e fitas adesivas para caixas de papelão, além de outras embalagens. Já o Airflex 400 é utilizado em aplicações finais que requerem um alto poder de adesão, tais como etiquetas e materiais de PVC, como etiquetas, PVC e filmes. Estima-se que as 11 instalações produtivas da Air Products Polymers fabriquem cerca de 680 mil toneladas de Airflex/ ano.
A planta brasileira será a 12ª fábrica da Air Products Polymers. “Hoje o Brasil, e os demais países da América do Sul, somente importam esta emulsão. Acreditamos que a capacidade atual de consumo do Airflex no País seja de 3 mil toneladas/ ano.”, afirma Pedro Mauro Pita, diretor de Vendas e Marketing da Air Products Polymers na América Latina.
A nova emulsão virá para substituir gradativamente a já existente, conhecida como homopolímero aditivado. Esta substância é mais cara e não possui a qualidade do VAE. A capacidade de produção da planta brasileira deverá ser de 25 mil à 75 mil toneladas de Air Flex/ano. “Este volume deverá abastecer não só o Brasil, como também todo o Cone Sul (Argentina, Uruguai e Chile). Para construir esta nova instalação produtiva, a Air Products deverá investir cerca de US$ 50 milhões nos próximos quatro anos.
A fabricação destes produtos no Brasil significa uma diminuição de custos para a indústria de adesivos no País. Estima-se que com isso a indústria brasileira passe a gastar menos com importação e, o mais importante, fabrique produtos de qualidade a preços competitivos. “Estes investimentos estratégicos demonstram nosso comprometimento em fornecer a melhor tecnologia produtiva para nossos clientes na América do Sul. Isto porque, com os produtos importados a um preço mais competitivo, a indústria regional de adesivos poderá começar a utilizar esta nova tecnologia, até agora presente só nos Estados Unidos, Europa e Ásia”, afirma Frederick W. Fisher, vice-presidente e gerente geral da divisão química na América Latina.
Apesar de ainda não saber o local específico onde será erguida a fábrica, a planta brasileira deverá estar operando em 2003. “ Bahia e São Paulo são os locais mais prováveis para erguemos a planta que será a primeira fábrica a produzir este tipo de emulsão na América do Sul”, afirma Bertil V. Mukkulainen, diretor internacional da área de emulsões da Air Products Polymers.
O grupo Air Products tem faturamento anual de US$ 5 bilhões e atuação em 30 países, empregando cerca de 17 mil pessoas ao redor do mundo.

Na foto, a Diretoria da Air Products expondo
os planos de investimento da empresa

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