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AIR PRODUCTS ANUNCIA INVESTIMENTO DE
US$ 50 MILHÕES NA CONSTRUÇÃO DE FÁBRICA DE EMULSÕES PARA A INDÚSTRIA
DE ADESIVOS NO BRASILl
Empresa que atua desde 73 no Brasil – na área de gases industriais – e que
ano passado fez seu primeiro investimento no setor químico do País, comprando a fábrica da
Química da Bahia no Pólo Petroquímico de Camaçari, anunciou que vai investir US$ 50
milhões em fábrica para produção, em escala global, de novas emulsões utilizadas
principalmente pela indústria de adesivos
Ampliar sua atuação no Mercosul, bem como expandir seus negócios,
em especial, com a indústria de adesivos da América do Sul. Este é objetivo da Air
Products, grupo norte-americano líder mundial na produção e abastecimento
de gases industriais, equipamentos e produtos químicos.
Tanto interesse pelo Brasil tem uma razão de ser. Nos últimos anos, a Air Products, com sede no estado
da Pennsylvania (Estados Unidos), tem feito acordos comerciais e aquisições em diversas partes do
mundo. Sua meta é voltar 50% de sua receita para fora dos Estados Unidos. E tem conseguido. De 1980 para
cá, a empresa expandiu sua atuação em mercados de países como o Japão, Coréia,
Malásia, Hong Kong, Tailândia, China, Taiwan, além da Espanha e Itália, dentre outros
países na Europa.
O Brasil tem um papel estratégico nos planos da empresa. Além de ser peça fundamental no Mercosul,
o País, em conjunto com o México, passou a ser responsável por mais de 60% do consumo de produtos
químicos da empresa na América Latina. Da Química da Bahia saem aminas necessárias
para a produção de defensivos agrícolas não só no Brasil, mas em toda a América
do Sul. Além disso, esta fábrica da suporte à matriz no fornecimento global.
A diversificação de atuação neste mercado, com a implantação de uma fábrica
que produzirá novas emulsões para a indústria de adesivos, só vem para aumentar a atuação
da empresa na região. A Air Products Polymers – empresa do grupo Air Products - possui ao todo 11 instalações
produtivas localizadas na Alemanha, México, Coréia e Estados Unidos. Conhecido pela indústria
química como um produto de alto poder de adesão, que apresenta excelente resistência à
umidade e ao calor, o VAE – cujo nome comercial é Airflex – será produzido no Brasil inicialmente
em duas versões: Airflex 300 e 400.
O primeiro é usado na fabricação de adesivos em geral, revestimentos e fitas adesivas para
caixas de papelão, além de outras embalagens. Já o Airflex 400 é utilizado em aplicações
finais que requerem um alto poder de adesão, tais como etiquetas e materiais de PVC, como etiquetas, PVC
e filmes. Estima-se que as 11 instalações produtivas da Air Products Polymers fabriquem cerca de
680 mil toneladas de Airflex/ ano.
A planta brasileira será a 12ª fábrica da Air Products Polymers. “Hoje o Brasil, e os demais
países da América do Sul, somente importam esta emulsão. Acreditamos que a capacidade atual
de consumo do Airflex no País seja de 3 mil toneladas/ ano.”, afirma Pedro Mauro Pita, diretor de Vendas
e Marketing da Air Products Polymers na América Latina.
A nova emulsão virá para substituir gradativamente a já existente, conhecida como homopolímero
aditivado. Esta substância é mais cara e não possui a qualidade do VAE. A capacidade de produção
da planta brasileira deverá ser de 25 mil à 75 mil toneladas de Air Flex/ano. “Este volume deverá
abastecer não só o Brasil, como também todo o Cone Sul (Argentina, Uruguai e Chile). Para
construir esta nova instalação produtiva, a Air Products deverá investir cerca de US$ 50 milhões
nos próximos quatro anos.
A fabricação destes produtos no Brasil significa uma diminuição de custos para a indústria
de adesivos no País. Estima-se que com isso a indústria brasileira passe a gastar menos com importação
e, o mais importante, fabrique produtos de qualidade a preços competitivos. “Estes investimentos estratégicos
demonstram nosso comprometimento em fornecer a melhor tecnologia produtiva para nossos clientes na América
do Sul. Isto porque, com os produtos importados a um preço mais competitivo, a indústria regional
de adesivos poderá começar a utilizar esta nova tecnologia, até agora presente só nos
Estados Unidos, Europa e Ásia”, afirma Frederick W. Fisher, vice-presidente e gerente geral da divisão
química na América Latina.
Apesar de ainda não saber o local específico onde será erguida a fábrica, a planta
brasileira deverá estar operando em 2003. “ Bahia e São Paulo são os locais mais prováveis
para erguemos a planta que será a primeira fábrica a produzir este tipo de emulsão na América
do Sul”, afirma Bertil V. Mukkulainen, diretor internacional da área de emulsões da Air Products
Polymers.
O grupo Air Products tem faturamento anual de US$ 5 bilhões e atuação em 30 países,
empregando cerca de 17 mil pessoas ao redor do mundo.
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Na foto, a Diretoria da Air Products
expondo
os planos de investimento da empresa
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