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COPENE RECEBE PRÊMIO INTERNACIONAL
DE GESTÃO
A Copene Petroquímica
do Nordeste S.A. - a central de matérias primas do Pólo
Petroquímico de Camaçarí, na Bahia - recebeu no dia 18 de novembro, em Tóquio, no Japão,
o Prêmio Excelência em TPM, certificação internacional concedida pelo Japan Institute
of Plain Maintenance (JIPM). A Copene é a primeira empresa petroquímica fora do Japão a conquistar
a premiação. Responsável pela criação e desenvolvimento do Total Productivity
Manegement (TPM), um dos modelos de gestão conceituados da atualidade, a JIPM, mantida pelo governo Japonês,
premiou este ano 151 empresas de todo o mundo por sua performance na adoção da metodologia de gestão.
Desde que a premiação foi iniciada, no início da década de 70, 950 empresas no mundo
já receberam o destaque. No Brasil - onde o TPM é adotado por cerca de 40 grandes empresas que atuam
em setores tão diversos quanto metalurgia, papel, celulose, química, energia elétrica e higiene
pessoal - esta é a terceira vez que uma indústria é agraciada com a certificação.
As outras duas premiadas até o momento tinham sido a Gessy Lever (1998) e a Pirelli (1996). O fato de a
Copene atuar no setor petroquímico, no entanto, confere à conquista um caráter especial.
“A adoção do TPM em indústria de processo contínuo, como petroquímicas e siderúrgicas,
apresenta grandes desafios, pois atuamos em locais abertos, 24 horas por dia, processo produtivo complexo e muitos
equipamentos”, explica o engenheiro da gerência de qualidade e meio ambiente da empresa, Joaquim Almada,
um dos responsáveis pela coordenação da implantação do modelo na empresa.
Criado em 1971, o TPM (sigla traduzida para o português como Gestão de Produtividade Total) é
um modelo de gestão concebido para capacitar e motivar profissionais na identificação, eliminação
e prevenção de desperdícios, aumentando e otimizando a produtividade industrial. Desde que
a Copene iniciou a implantação da metodologia, em julho de 1994, a empresa já conseguiu obter
resultados significativos como reduzir em 90% o índice de reclamação de clientes, em 70% o
número de falhas nos equipamentos, em 80% o número de modificações ambientais e em
60% a taxa de frequência de acidentes de trabalho com afastamento.
O engenheiro Almada - que esteve no Japão para se capacitar como instrutor de TPM e conhecer a aplicação
da metodologia em empresas japonesas - explica que um dos grandes diferenciais do TPM é a criação
de “grupos de melhorias”, com operadores, e engenheiros e técnicos preparados para assumir a responsabilidade
sobre determinados equipamentos e rotinas de trabalho, com noções de manutenção para
pequenos reparaos, uso de ferramentas de qualidade como técnicas para identificação, análise
e solução de problemas.
“Desde o início da implantação do TPM, acumulamos mais de 45 mil homens/horas em treinamento”,
diz Almada, lembrando que o programa atinge toda a empresa, com ações em oito pilares: educação
e treinamento, manutenção autônoma, melhoria de processos, manutenção planejada,
qualidade, gerenciamento antecipado, saúde, segurança e meio ambiente e melhoria administrativa.
Para provar que havia dominado a metodologia e estava obtendo resultados com o TPM, a Copene teve que passar por
uma rigorosa auditoria, que incluiu não só a análise de um relatório sobre o processo
de implantação do modelo elaborado pela própria empresa (o “Book TPM”) como uma visita realizada
por especialistas japoneses da JIPM à Copene no último mês de setembro. “Foi uma auditoria
muito mais rigorosa do que nós estamos acostumados, desde a avaliação dos trabalhos realizados
por gerentes, técnicos e opradores até o tempo gasto em cada etapa deste proceso de avaliação”,
conta Almada.
A conquista do Prêmio Excelência em TPM, no entanto, é apenas uma etapa do processo. Além
deste certificado a JIPM confere, a empresas do mundo todo também o Prêmio Especial - direcionado
a indústrias que, não só dominaram a metodologia, como já apresentaram uma auto-gestão
consolidada - e o Prêmio Classe Mundial, destinado àquelas que apresentaram inovações
nos produtos e processos de trabalho.
A meta da Copene é chegar em cinco anos ao certificado de “Classe Mundial”. “Só alcançam este
patamar empresas consideradas top mundialmente, em termos de rapidez nos serviços, qualidade de produtos
e preço competitivo”, explica Joaquim Almada. Este ano, a única indústria considerada como
“Classe Mundial em TPM” foi a Volvo Cars, da Europa, que atua dentro do modelo há 10 anos.
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