JORNAL DE PLÁSTICOS - ABRIL DE 1999

A VARIÁVEL AMBIENTAL
por FRANCISCO ASSIS ESMERALDO
Pres. do Instituto do PVC
A indústria tem diante de si um desafio: mostrar à sociedade que ela está de fato preocupada em melhorar os seus processos de produção, tornando-os cada vez melhores e mais limpos. Para isso, é fundamental que a variável ambiental esteja incorporada ao cotidiano das empresas. Dessa forma, estaremos sempre preparados para eventuais investidas contra nossas unidades industriais. Devemos ser parceiros da luta contra a poluição, até porque esse tema valoriza a qualidade e ajuda a desestimular a concorrência desleal, via utilização de matérias-primas e processos não adequados às normas técnicas e à legislação ambiental vigentes.
O Instituto do PVC é uma entidade criada há pouco mais de um ano para representar toda a cadeia produtiva do PVC. E sua atuação tem sido sempre pró-ativa, preocupada com a melhoria dos processos industriais, com a segurança dos produtos finais e com o respeito à legislação brasileira. Nessa linha, o Instituto criou, entre outras ações, o Comitê do Brinquedo de PVC Seguro, para acompanhar o cumprimento das normas técnicas brasileiras que conferem qualidade e segurança aos brinquedos manuseados pelas crianças do País. Esse novo modo de agir nos dá tranqüilidade para alertar, por exemplo, sobre a necessidade da observância dos rígidos critérios técnicos, quando são feitas denúncias sobre a qualidade de um determinado produto ou sobre possível contaminação do solo, do ar ou da água.
Ao adotarmos esta postura, estaremos contribuindo para que a legislação cumpra de fato o seu papel. Estaremos também fortalecendo os instrumentos de controle, não permitindo que se dêem ouvidos a julgamentos que não venham dos poderes constituídos. E, mais do que isso, nos dá credibilidade, argumentos e condição privilegiada para refutarmos eventuais acusações.

 

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