RECICLAR, ANTES
DE MAIS NADA,
UM ATO PATRIÓTICO
ATALIBA
BELLEZA CHAGAS
Não é compreensível
que um país, com essa grandeza, seja relativamente pobre
e que, ainda assim, esteja se dando ao luxo de não recuperar,
devidamente, embalagens e produtos.
Diante dessa lamentável constatação, segundo
se informa, o governo vai lançar, finalmente, um programa
com o sentido de estimular a reciclagem de seus, por vezes, tão
valiosos resíduos.
Já não era sem tempo: como todos observam, estamos
vivendo a era das embalagens, em que a industrialização
dos chamados termoplásticos assume a liderança.
Dessa forma, também sua recuperação torna-se
assunto de extrema seriedade, necessitando especial atenção
por parte dos dirigentes do país.
Ao que tudo indica, entrementes, até o presente momento,
a atuação do governo no sentido de incentivar a
reciclagem vinha sendo bastante restrita e, segundo informações
que vimos coletando, não chega a 30 o número de
nossas cidades que já implantaram o programa de coleta
seletiva de lixo. Esse desinteresse encontraria justificativa,
como dito anteriormente, na própria postura do governo
que, com sua insaciável fome de impostos, não só
deixa de oferecer apoio aos recicladores, mas também torna
a taxá-los com a cobrança do imposto de Produtos
Industrializados (IPI) pela reutilização de peças
na fabricação de novos produtos.
É, portanto, bastante louvável a persistência
desses excepcionais industriais que, malgrado a incompreensão
do governo - principal interessado nas conquistas dos Plásticos...
- em 1998, conseguiram reaproveitar, aproximadamente, 40 mil
toneladas de PET.
Ao alertar nossos dirigentes para os absurdos que vêm sendo
cometidos contra esses industriais que representam um dos principais
segmentos de produção de plásticos no mundo
moderno, esperamos contribuir para que providências urgentes
sejam tomadas no intuito de, antes de mais nada, reduzir os impostos
para produtos reciclados que, hoje, antagonicamente, têm
carga tributária superior ao dos similares novos.
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