BALANÇO
ANUAL DO PLÁSTICO CONFIRMA QUEDA DE RENTABILIDADE DO SETOR
EM 98
A indústria brasileira
de transformação de plástico enfrentou,
em 1998, uma fase de incertezas, decorrente das fortes turbulências
no cenário econômico nacional e internacional. O
Perfil 98, balanço setorial elaborado todos os anos pela
ABIPLAST-Associação Brasileira da Indústria
do Plástico, mostra que o faturamento do setor caiu 3%
em dólar, recuando de US$ 9,66 bilhões em 97 para
US$ 9,34 bilhões em 98, embora a produção,
medida pelo consumo aparente de resinas, tenha evoluído
de 2,67 milhões de toneladas para 3,32 milhões,
com expansão de 9%.
O descompasso entre o comportamento da produção
e do faturamento revela uma sensível queda de rentabilidade
do setor, mesmo considerando-se que as indústrias aumentaram
seus índices de produtividade e racionalizaram ainda mais
seus custos. O número de estabelecimentos que atuam no
setor caiu de 5.286 em 97 para 5.160 em dezembro de 98. A retração
se exprimiu também no número de empregados, que
baixou de 199.194 pessoas em 97 para 192.259 em dezembro do ano
passado.
A forte concorrência de produtos importados, a perda de
competitividade provocada pela excessiva carga tributária
e pelas elevadas taxas de juros, além da retração
do mercado, foram os fatores internos que mais afetaram as indústrias
em 98. Os obstáculos externos resultaram da indefinição
decorrente da crise asiática ocorrida no final de 97,
das apreensões que se agravaram no segundo semestre com
os problemas enfrentados pela Rússia e, finalmente, das
pressões de liquidez pela fuga de recursos externos ocorrida
no final do ano e que desencadearam as alterações
da política cambial nas primeiras semanas de janeiro.
(Leia, na pág. 9, a abertura do Perfil98
feita pelo Presidente da Abiplast, Merheg Cachum).
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