JORNAL DE PLÁSTICOS - ABRIL DE 1999

BALANÇO ANUAL DO PLÁSTICO CONFIRMA QUEDA DE RENTABILIDADE DO SETOR EM 98
A indústria brasileira de transformação de plástico enfrentou, em 1998, uma fase de incertezas, decorrente das fortes turbulências no cenário econômico nacional e internacional. O Perfil 98, balanço setorial elaborado todos os anos pela ABIPLAST-Associação Brasileira da Indústria do Plástico, mostra que o faturamento do setor caiu 3% em dólar, recuando de US$ 9,66 bilhões em 97 para US$ 9,34 bilhões em 98, embora a produção, medida pelo consumo aparente de resinas, tenha evoluído de 2,67 milhões de toneladas para 3,32 milhões, com expansão de 9%.
O descompasso entre o comportamento da produção e do faturamento revela uma sensível queda de rentabilidade do setor, mesmo considerando-se que as indústrias aumentaram seus índices de produtividade e racionalizaram ainda mais seus custos. O número de estabelecimentos que atuam no setor caiu de 5.286 em 97 para 5.160 em dezembro de 98. A retração se exprimiu também no número de empregados, que baixou de 199.194 pessoas em 97 para 192.259 em dezembro do ano passado.
A forte concorrência de produtos importados, a perda de competitividade provocada pela excessiva carga tributária e pelas elevadas taxas de juros, além da retração do mercado, foram os fatores internos que mais afetaram as indústrias em 98. Os obstáculos externos resultaram da indefinição decorrente da crise asiática ocorrida no final de 97, das apreensões que se agravaram no segundo semestre com os problemas enfrentados pela Rússia e, finalmente, das pressões de liquidez pela fuga de recursos externos ocorrida no final do ano e que desencadearam as alterações da política cambial nas primeiras semanas de janeiro. (Leia, na pág. 9, a abertura do “Perfil’98” feita pelo Presidente da Abiplast, Merheg Cachum).

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