JORNAL DE PLÁSTICOS - DEZEMBRO DE 1999

POLITENO COMEMORA
CONQUISTA DO PRÊMIO GESTÃO QUALIDADE BAHIA 1999

Aumento de produção e da qualidade dos produtos, crescimento das vendas e lucro operacional são algumas das conquistas alcançadas pela Politeno, produtora de resinas termoplásticas, desde a implantação de sua política de qualidade, em 1994. O resultado desse trabalho rendeu também à empresa o Prêmio Gestão Qualidade Bahia - PGQB 1999, na categoria manufatura média empresa. O relato de suas experiências pôde ser conferido durante o II Seminário de Benchmarking, que antecedeu a entrega do troféu pela conquista do PGQB, no dia 29 de novembro, no Fiesta Convention Center, em Salvador, Bahia. A cerimônia contou com as presenças do governador baiano César Borges, do senador da república Paulo Souto, além de outras autoridades.
A Politeno se prepara, agora, para o Prêmio Nacional da Qualidade - PNQ, maior referência de excelência empresarial do país. Dentre as próximas metas está também a conquista da ISO 14.001, que atesta a preocupação da empresa com o meio ambiente, e o aumento de 14% na produção de polietilenos. “O estudo do projeto de ampliação da planta já está pronto. Até o segundo semestre de 2001 estaremos finalizando os detalhes, assim como efetuando a compra de equipamentos e sua instalação”, afirmou Jaime Sartori, diretor superintendente da Politeno.
Localizada no Pólo Petroquímico de Camaçari, a empresa tem um faturamento líquido anual de R$ 468 milhões previsto para 1999 e produção de suas duas plantas prevista para 340 mil toneladas anuais de polietileno. Dentre as vantagens obtidas durante esses cinco anos da implantação do programa de qualidade na Politeno está o crescimento de 37% na produção e nas vendas, assim como uma redução de 80% no endividamento global da empresa e 26% de diminuição do seu custo de armazenamento. A Politeno também saltou de um prejuízo de R$ 1,6 milhão, em 1994, para um lucro operacional de R$ 51,8 milhões até outubro deste ano.
Outro diferencial dessa indústria baiana é o investimento na criação de novos produtos. Em setembro deste ano, por exemplo, constatou-se que 72,7% das resinas produzidas em sua planta de polietileno de baixa densidade e 45,4% das produzidas na planta de alta densidade e baixa densidade linear foram desenvolvidas ao longo dos últimos três anos, o que coloca a empresa numa posição de liderança junto aos principais produtores de resinas termoplásticas do país. A Politeno vem trabalhando também de forma a aliviar o capital de giro de seus clientes, através de prazos flexíveis e financiamentos da compra de seus produtos. Aliada a esses fatores, soma-se uma queda de 76% no número de reclamações por parte dos clientes. “Cerca de 80% do mercado dos produtos da Politeno encontram-se nas regiões sudeste, centroeste e sul do país. Isto vem nos obrigando a desenvolver também uma logística de distribuição bastante eficiente para o cumprimento dos prazos de entrega”. Além disso, a empresa mantém um estoque médio de 10 dias de produção como forma de atender rapidamente aos pedidos.
Pioneirismo
A premiação vem ao encontro de outras iniciativas que a Politeno, com 25 anos de fundação, vem participando no intuito de fortalecer a economia do estado, a exemplo do BahiaPlast (Programa de Desenvolvimento da Indústria Plástica) e do resgate do transporte de cabotagem. O BahiaPlast prevê a instalação de 100 novas empresas no Pólo Petroquímico de Camaçari, cujos investimentos iniciais estão estimados em R$ 33,3 milhões. “A nossa distância dos grandes centros consumidores nos obriga a sermos mais competitivos, sob pena de ficarmos fora deste mercado”, declara Sartori. A Bahia é responsável pela produção de cerca de 50% das resinas termoplásticas do país, embora apenas 5% desse total sejam transformados no estado. Com a chegada de novas indústrias de terceira geração, a expectativa é que esse índice alcance 20%.
Outra alternativa encontrada pela Politeno foi a redução dos custos portuários. Em abril, a empresa realizou o primeiro embarque do transporte marítimo de cabotagem, no Porto de Salvador, dando um passo importante para a reativação da modalidade “porta a porta”. Só o Pólo Petroquímico gasta cerca de R$ 50 milhões por ano para transportar pelas rodovias um milhão de toneladas de produtos diversos para o sudeste e sul do país. “Nossa meta é diminuir o custo do transporte de cabotagem para torná-lo competitivo”, declara.
Entre suas ações voltadas para a qualidade destacam-se ainda o programa CCQ (Círculos de Controle de Qualidade), que conta com a participação dos empregados na busca pela melhoria no ambiente de trabalho, na soluções de problemas diários e eliminação de desperdício. Outra iniciativa é o Pró-Vida que proporciona a integração e o bem-estar dos empregados, através de eventos como ginástica na empresa, feiras de serviços e apresentações teatrais e musicais. A Politeno ainda participa de campanhas voltadas para a comunidade, com vistas à melhoria da saúde, higiene, limpeza e desenvolvimento do turismo no estado.

Jaime Sartori
Diretor Superintendente da Politeno

 

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