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UM SHOPPING VIRTUAL DE RESINAS TERMOPLÁSTICAS:
O JORNAL DE PLÁSTICOS ENTREVISTA WILSON CATALDI
A distribuição de resinas termoplásticas
no Brasil vem atingindo uma maturidade comparável à de países mais industrializados, como
os da União Européia e Estados Unidos, constituindo fator de equilíbrio e regulador do mercado,
para um suprimento mais justo em toda a cadeia produtiva. Além disso, facilita a logística empresarial
que também é um elemento de competitividade para a prestação de melhores serviços
em todo o setor.
Nesta era digital em que o JORNAL DE PLÁSTICOS lança a Febraplast Net - Feira Brasileira do Plástico,
pela Internet, a Piramidal, uma das mais destacadas empresas distribuidoras de resinas termoplásticas,
inaugura sua Loja Virtual, também pela rede mundial de computadores. Para melhor difusão desta modernidade
de que o Brasil precisa para tornar-se competitivo a nível de empresa, setor e país, entrevistamos
o jovem empresário Wilson Cataldi, Diretor da Piramidal.
JP: A Piramidal, assim como outros Distribuidores,
implantou seus Sistemas de Gestão para a Qualidade (ISO 9000). Quais foram as vantagens que esta implantação,
seguida de certificação, trouxe para a distribuição de plásticos a seus clientes?
Wilson: A Piramidal, para que se tenha idéia, foi certificada em outubro de 1995. Inicialmente, ao ganhar-se
o certificado, criam-se procedimentos, mas a certificação, de fato, traz os benefícios com
a maturidade do sistema. Hoje, dispomos de um controle absoluto do que a empresa tem que fazer para transferir,
aos nossos clientes, menor custo e maior satisfação. Portanto, temos, sob controle, desde o tempo
de espera de um cliente que chega à Piramidal, até a hora de sua saída; o nível de
satisfação do cliente através de um sistema de pós-venda que mensuramos, continuamente;
o tratamento de cada reclamação para que não se reincida no erro. Isso é um trabalho
que sentimos não ter fim porque, a cada dia, surgem novos mecanismos, para nos atualizarmos à dinâmica
de mercado.
Portanto, as vantagens que a implantação da ISO trouxe foram: uma empresa com um grande controle
na parte da operação e um trabalho contínuo na busca de excelência de serviços
prestados a nossos clientes.
Outro aspecto importante a ressaltar é que a certificação, não apenas da Piramidal
(que foi a primeira!), mas de todos os demais distribuidores, trouxe um nivelamento pelo alto no mercado de distribuição
de resinas, tornando, o Brasil, País referencial nesse setor. Para que se tenha uma idéia, a Piramidal
recebe, constantemente, por parte de grandes empresas petroquímicas, solicitação para apreenderem
nosso know-how operacional e implantá-lo no exterior.
JP : Como a distribuição vem colaborando
para a competitividade das empresas transformadoras de Plástico de micro e de pequeno portes ?
Wilson: Existe uma série de benefícios que transmitimos ao micro e pequeno usuário da matéria
prima plástica: estoque permanente no “chão”, isto é, que não está nos pólos
petroquímicos, está ao lado da indústria dele; entregas a partir de 25kg, que permite que
se imprima velocidade ao trabalho dele; garantia de entraga de pedidos, no máximo, em 24 horas, sendo que,
em caso de urgência, atá em duas ou três horas da efetivação do pedido; rapidez
e facilidade de se obterem linhas de créditos; cada cliente conta com um efetivo tratamento personalizado;
total apoio técnico, inclusive de emergência; velocidade na informação da criação
de novos grades, similar à oferecida pelas empresas petroquímicas aos transformadores de grande porte.
Uma outra grande vantagem, para uma empresa de micro e pequeno porte em ser cliente de um distribuidor, é
que temos uma grande rapidez para tomadas de decisão.
JP: Como surgiu a idéia da Loja Virtual
e quais as características, vantagens e benefícios que este sistema trará para sua clientela?
Wilson: Gostaria, antes de mais nada, de apresentar alguns dados que me parecem bastante relevantes: há
dois anos atrás, a Piramidal recebia 1 e-mail por mês, provenientes, em sua grande maioria, de nossos
fornecedores da indústria petroquímica; há um ano atrás, passamos a receber 1 e-mail
por semana, em parte, ainda, oriundos de nossos fornecedores e, em parte, de nossos clientes transformadores; há
4 meses atrás recebíamos 3 a 4 e-mail/dia, agora, correspondendo, em sua quase totalidade, aos nossos
clientes micro e pequeno transformadores. Esse crescimento de usuários-clientes fez-nos perceber que tínhamos
que colocar “no ar” nossa Loja Virtual. Hoje, com ela em funcionamento, recebemos de 7 a 8 e-mail/dia de micro
e pequenos transformadores, o que demonstra o acerto de nossa medida em criar mais esse elo de ligação
com a clientela.
É bom frisar, entretanto, que o número de pedidos fechados via Internet continua sendo muito pequeno;
de fato, nossa intenção, por enquanto, não é a do “fechamento de pedidos” mas, sim,
a da criação, no cliente, do hábito de acessar a Loja Virtual para tomar conhecimento, por
exemplo, dos preços do mercado de distribuição, fazendo com que ele comece a se comunicar
com a gente on-line.
Mesmo no futuro, coexistirão três modalidades: venda pela Internet (através da Loja Virtual);
venda pelo call center, para cliente que quer conversar e tirar dúvidas sobre o pedido; finalmente, a venda
que precisa da figura do vendedor presente. Entretanto, volto a ressaltar, no futuro, a figura do vendedor “físico”
não será necessária para informar ao cliente sobre preços e prazos de pagamento, pois
essas informações, ele as terá disponibilizadas através dos meios eletrônicos;
o vendedor passará a exercer o papel de “consultor” para colaborar com conselhos e informções
que possibilitarão o desenvolvimento do cliente.
Outro aspecto a destacar, também em relação a um futuro não muito distante, é
que o cliente que quiser efetivar uma compra com a presença de um vendedor, pagará “x”; o que comprar
pelo call center pagará “x menos y” e o que comprar pela Internet, pagará “x menos y menos z”, isto
é, todos os benefícios que obtivermos pela redução de custos, via negociação
eletrônica, serão tranferidos ao cliente.
JP: Como o senhor vê a implantação
da Febraplast Net - Feira Brasileira de Plásticos, “365 dias e 365 noites no ar”, na Internet?
Wilson: Acho a idéia excelente! Passa a ser mais do que uma simples Feira; será o “portal” de referência
do setor plástico na Internet, não só a nível nacional, como mundial. A Febraplast
Net será, realmente, a grande entrada para o nosso segmento na rede mundial de computadores. Acho, portanto,
a idéia fabulosa, veio para nunca mais “sair do ar”; vocês se anteciparam até às futuras
necessidades do mercado, ou seja, sempre que houver necessidade de se pesquisar algo relacionado com o setor plástico,
consultar-se-á a Febraplast Net. Será, como afirmei anteriormente, o “portal dos plásticos
do Brasil”.
JP: O que o senhor recomendaria para o transformador,
pricipalmente os de micro e pequeno portes, para manter-se ou tornar-se competitivo a partir do ano 2000?
Wilson: Em nossa visão, o que decide o futuro de sobrevivência de uma empresa não é
o poder econômico de que ela dispõe, nem o produto que ela produz, mas, sim, a velocidade de que ela
dispôe para tomada de decisões e são, exatamente, a nível mundial inclusive, as empresas
de micro e pequeno porte que apresentam essa característica fundamental.
Portanto, a micro e a pequena empresa entram no 2000 muito fortalecidas. É lógico que continuarão
a existir produtos em que a utilização de alta tecnologia faz com que permaneçam na mão
de grandes grupos mundiais, em função da globalização; mas, há os produtos que,
por outro lado, não exigem alta tecnologia, principalmente, os de setores como o das embalagens que continuarão
sendo provenientes da indústria local e, nesse caso, como afirmei acima, a micro e pequena empresa levam
bastante vantagem, pois têm grande velocidade em adaptações e mudanças.
Acho, assim, que a micro e pequena empresa devem se pautar nos seguintes princípios: buscar a informação,
continuamente; buscar a profissionalização de seus colaboradores dentro da organização
e nunca perder sua principal característica, que é a capacidade de decidir e se modificar rapidamente,
de acordo com as necessidades de mercado.
Esses são os fatores que recomendaria para que uma micro ou pequena empresa entrasse de maneira competitiva
no ano 2000.
JP: Qual a sua mensagem final aos micros e pequenos
transformadores ?
Wilson: A economia mundial está baseada na micro e pequena empresa. Esses tipos de empresa são responsáveis
por uma parcela expressiva da geração de empregos, do consumo de resinas e da geração
de produtos de altíssima qualidade que seguem para o mercado.
Aqui no Brasil, seguimos uma trajetória muito similar; vão continuar a existir muitos micro e pequeno
tranformadores. Seus empresários têm que acreditar na viabilidade do seu empreendimento, procurando
seguir as recomendações citadas na questão anterior (busca de informações e
profissionalização), com isso, certamente, vão atingir seus objetivos.
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