JORNAL DE PLÁSTICOS - FEVEREIRO DE 2000

DIRETOR DA POLIBRASIL FALA COM EXCLUSIVIDADE AO JP



José Ricardo Roriz Coelho
Diretor Comercial da
Polibrasil Resinas e Compostos


Nada melhor para se iniciar um novo ano do que ouvir a palavra de líderes de nosso setor petroquímico/plástico. Pensando assim entrevistamos, com exclusividade, José Ricardo Roriz Coelho, Diretor Comercial da Polibrasil Resinas e Compostos, dinâmico e competente executivo que empresta, também, o brilhantismo de seu talento, como diretor de entidades ligadas ao setor.

Veja, a seguir, alguns tópicos que destacamos de seu pronunciamento:
-“Reestruturação que o setor petroquímico brasileiro está passando não é um acontecimento restrito ao Brasil” - “Polibrasil foi uma das primeiras empresas petroquímicas a iniciar, há alguns anos, este processo de reestruturação” - “Nova planta da Polibrasil será a maior unidade de produção de PP no mundo” - “Mercado do polipropileno deve crescer 10% em 2000” - “Febraplast Net - Feira Brasileira do Plástico na Internet será o mais importante canal de comunicação de nosso setor”
(Leia na pág. 8 a íntegra da entrevista)

ENTREVISTA COM JOSÉ RICARDO RORIZ COELHO

JP: Na sua opinião, quais são os efeitos do atual processo de reestruturação do setor petroquímico nacional?

José Ricardo: A revolução nas comunicações na última década teve como conseqüência uma forte mudança no comércio e no fluxo internacional de capitais. Sistemas rápidos e de baixo custo como a Internet, faz com que o consumidor final tenha acesso imediato a qualquer novo lançamento de produtos ou serviços em qualquer parte do planeta e, onde ele poderá adquiri-lo ao menor preço.

Esta forte competição para disputar a preferência do consumidor faz com que as empresas busquem fabricar seus produtos em locais de menor custo, com ganhos de escala, melhoria de produtividade e sistema de logística adequado, medido através das melhores práticas e indicadores disponíveis no mundo (benchmark). Além de tudo isto, é imprescindível para as empresas estar cada vez mais perto do consumidor final, conhecer melhor as peculiaridades do mercado em que atuam, sendo este o grande desafio deste fenômeno denominado de
globalização.

Portanto a restruturação que o setor petroquímico brasileiro está passando, não é um acontecimento restrito ao Brasil ou deste segmento industrial. Fusões, incorporações, aquisições, alianças são ações que vêm se multiplicando em todas as regiões, de modo a adequarem as empresas a esta nova realidade mundial. Sem dúvida os fluxos financeiros internacionais vão buscar projetos que sejam compatíveis com este cenário e que tragam retorno adequado aos investimentos necessários, e preferencialmente naqueles países onde coexistem um ambiente político-econômico - social favorável e equilibrado.

Dentro deste quadro a Polibrasil Resinas S/A foi uma das primeiras petroquímicas brasileira que já há alguns anos iniciou este processo de reestruturação, contando hoje com 03 fábricas localizadas em: Mauá/SP, Camaçari/BA e Duque de Caxias/RJ, e em construção uma nova fábrica em Mauá/SP, com inicio de produção previsto para o final de 2001.

A Polibrasil está pronta para enfrentar os desafios de um mercado que estará cada vez mais competitivo na próxima década. A nova planta da Polibrasil será a maior unidade de produção de PP no mundo e com a mais moderna tecnologia para a produção do produto . É a empresa que melhor conhece o mercado de Polipropileno no Brasil, produto que é o seu foco principal, tendo sido a primeira empresa a produzir esta resina em nosso país.

Todas as nossas operações contam com uma forte relação comercial com nossos fornecedores de propeno (PQU, Petrobras e Copene), além do suporte de nossos acionistas - Cia Suzano de Papel e Celulose, empresa com forte tradição industrial no Brasil e com expressiva participação na área de papel e celulose e petroquímica e a Montell (Shell) que é a maior produtora mundial de polipropileno (12,8 milhões de toneladas ano) e detentora da tecnologia Spheripol, e conforme já anunciado encontra-se em processo de fusão com a Targor e Elenac (BASF) que a tornará uma das maiores produtoras mundiais de Termoplásticos.

JP: O senhor acredita que as expectativas otimistas de aquecimento da economia para o ano 2000 terão reflexo nos setores petroquímico/plástico?

José Ricardo: Acreditamos que com a retomada do crescimento econômico, com a projeção de um PIB de 3,5%, o setor petroquímico também irá se expandir e o mercado de Polipropileno crescerá em torno de 10%. Estão surgindo cada dia mais novas aplicações em plástico e o consumo per capita brasileiro de plástico ainda é pequeno comparado a outros países, portanto temos grande potencial de crescimento.

JP: Quais são os planos da Polibrasil de expansão ou de construção de novas unidades para os próximos anos?

José Ricardo: A Polibrasil terá uma nova planta no segundo semestre de 2001 no Polo Petroquímico de Capuava. Serão 300 mil toneladas de produção anuais, através da mais nova versão da tecnologia Spheripol, criada e aperfeiçoada a limites nunca antes imaginados da Montell. A nova unidade da Polibrasil em Mauá, possuirá a última palavra em termos de catalisadores altamente especializados, processos otimizados e ambientalmente limpos, e sistemas de garantia de qualidade que incluirão avançado sistema de controle, com alto grau de automação e confiabilidade.

A tradução de tudo isso para seus clientes - parceiros e aliados ao sucesso de nosso negócio - será: qualidade, flexibilidade e consistência.


JP: Qual a sua opinião sobre o novo empreendimento do JP: A Febraplast Net - Feira Brasileira de Plásticos, “365 dias e 365 noites no ar”, na Internet?

José Ricardo: A Febraplast Net é uma grande idéia e uma ferramenta fundamental para a modernização e estruturação do setor de plástico rumo às novas necessidades de comercialização e informações virtuais. Por ter uma abrangência mundial se torna o mais importante canal de comunicação do nosso setor.

N.R.: Estávamos no “fechamento” desta edição quando recebemos a notícia da certificação da Polibrasil pela norma Iso 14001.

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