JORNAL DE PLÁSTICOS - JANEIRO DE 2000



EDITORIAL

PÓLO GÁS QUÍMICO: REDENÇÃO ECONÔMICA DO RJ

NÃO HÁ DÚVIDA de que o noticiário, nos últimos tempos, mesmo nos jornais diários, tem sido pródigo (talvez como em nenhuma outra época) com relação ao assunto petroquímica.
PARA UM TEMA, até há pouco tempo atrás, considerado “árido” e “especializado”, geralmente confinado apenas nos cadernos econômicos de algumas grandes publicações, é de se admirar que a petroquímica ocupe, hoje, manchetes de primeira página.
ESSA MUDANÇA de enfoque é, no entanto, perfeitamente explicável: finalmente a opinião pública está tomando consciência da real e fundamental importância que têm a petroquímica e os plásticos no desenvolvimento da economia nacional.
DURANTE O MÊS DE JANEIRO e em meio à profusão de notícias relacionadas ao processo de reestruturação do setor petroquímico, cabe destacar-se a da cerimônia oficial que marcou a ampliação da Copesul-Companhia Petroquímica do Sul e a da assinatura dos contratos que permitirão a construção e fornecimento do gás natural para o Pólo Gás Químico do RJ.
AMBAS AS CERIMÔNIAS contaram com a presença do Presidente da República, o que, por si só, já traduz a relevância que o assunto merece.
COM RELAÇÃO AO PÓLO GÁS QUÍMICO, nós, do JORNAL DE PLÁSTICOS, sentimo-nos satisfeitos pois, ao deslocarmos nossa sede de São Paulo para o Rio de Janeiro, há cerca de 20 anos, já prevíamos que isso iria acontecer, uma vez que não era justo que o estado maior produtor de petróleo e gás natural do Brasil visse seu território privado de um complexo gerador de matérias primas para o setor transformador plástico nacional.
CUMPRE DESTACAR, nesse processo, o papel de fundamental importância exercido pelo Governador do RJ, Anthony Garotinho que, desde sua posse, em janeiro de 1999, vislumbrou a importância para a economia fluminense do Pólo Gás Químico como indutor da construção de prováveis 400 novas indústrias de transformação plástica e se empenhou, pessoalmente e através de medidas fiscais, como a da isenção por seis anos de ICMS para equipamentos que venham a ser comprados para o Pólo.
ESSA CONJUGAÇÃO DE ESFORÇOS aliada a união da iniciativa privada - representada pelos Grupos Suzano e Unipar - com o Governo Federal, através da Petrobrás e do BNDESPar, entidades associadas no projeto do Pólo Gás-Químico, deverão propiciar, em breve, aquilo que todos almejamos: a redenção econômica do RJ!

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