JORNAL DE PLÁSTICOS - JANEIRO DE 2000

INNOVA INAUGURA FÁBRICA DE
ESTIRENO NO SUL E QUER A
LIDERANÇA NO MERCADO REGIONAL

Com investimento de US$ 280 milhões, grupo argentino terá o primeiro site integrado na produção de poliestireno da América Latina

A Innova S.A., empresa petroquímica do grupo argentino Perez Companc, deu início na segunda semana de janeiro deste ano às operações de produção e comercialização de estireno no Brasil, em sua unidade localizada no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). O passo seguinte será dado em setembro, quando entrará em operação a planta de poliestireno. Assim, a Innova terá o primeiro site integrado na produção de PS da América Latina e a entrada em operação de suas fábricas tornará o País auto-suficiente na produção de poliestireno.

Buscando a liderança e acreditando no potencial do Mercosul, a Perez Companc está investindo US$ 280 milhões em todo o empreendimento. Desta forma, o grupo dá continuidade à estratégia de integração de seus negócios estirênicos, uma vez que é o principal fabricante destes produtos da Argentina, através de sua controlada Pasa. Fez parte do projeto a incorporação, em 1998, da unidade de etilbenzeno da Petroflex, que iniciou suas operações em novembro de 99, além da construção das novas plantas.

No total, a capacidade de produção é de 190 mil t/ano de etilbenzeno, 180 mil t/ano de estireno e 120 mil t/ano de poliestireno, mas o projeto foi concebido para ter a possibilidade de duplicar esses números
a partir do momento que houver aumento da demanda. “O objetivo principal da empresa é abastecer plenamente o mercado local, que tem importado nos últimos anos cerca de um terço do que consome”, afirma Marcelo Calil Bianchi, diretor comercial da Innova.

A nova planta de estireno deslocará o eixo de produção do País, atualmente localizado em Cubatão (SP) e Camaçari (BA), para a região Sul, centro do Mercosul, gerando considerável número de empregos diretos e indiretos. Cerca de 68 mil t/ano da produção será comercializada para a elaboração de borrachas, EPS, resinas poliéster e acrílica, entre outras.


A unidade de poliestireno será composta por duas linhas, uma para produção de cristal, com capacidade para 50 mil t/ano, e outra para o alto impacto, com capacidade para 70 mil t/ano. Cada uma delas tem a possibilidade de produzir vários grades com características adequadas às mais diversas aplicações da indústria de transformação.

Entre as aplicações mais comuns do PS destacam-se materiais diversos para embalagens e descartáveis (copos para café, iogurte, pratos, talheres etc), fabricação de peças internas de refrigeradores, caixas de CD’s, componentes de equipamentos de áudio e TV.

A Innova buscou a melhor tecnologia existente para estar em condições de ofertar um amplo leque de produtos, com diferentes propriedades, tais como baixos teores de monômero residual, alto brilho, maior resistência térmica, altíssima resistência ao stress cracking, entre outras. A planta de estireno utiliza tecnologia norte-americana da ABB/Lummus e a de poliestireno a italiana Enichem. (Leia o Perfil da Innova na pág. 5).

VOLTAR | SEGUIR