JORNAL DE PLÁSTICOS - JUNHO DE 1999

PARTICIPAÇÃO DOS PLÁSTICOS NA CONSTRUÇÃO AERONÁUTICA
Às suas excepcionais condições específicas soma-se a incomparável leveza.

“Eu não vou voar em helicópteros de plástico.” Isso foi o que a maioria das pessoas disse, quando viu o protótipo do helicóptero Esquilo, 20 anos atrás. Hoje, circulam pelo mundo 3 mil unidades desse modelo no Brasil produzido pela Helibras (subsidiária da franco-alemã Eurocopter). O projeto básico, já avançado para sua época, não foi modificado e contempla peças e componentes plásticos que representam de 5% a 10% do peso total de 1.200 quilos da aeronave. Entre as resinas sintéticas utilizadas na produção de um helicóptero, explica o engenheiro mecânico Carlos Câmara, da Helibras; há as termoplásticas e as termofixas. As partes superior e dianteira - em forma de casca de ovo - e as estruturas interna e externa são de policarbonato (resina termofixa). Para minimizar o ruído, as estruturas internas da cabine são revestidas por tecido de PVC com carga anti-chama. Os demais plásticos utilizados no acabamento interno também são autoextingüíveis, e a fiação é protegida por resina sintética que não propaga fogo nem exala gases tóxicos. O miolo das pás, que forma sua estrutura depois revestida com fibra de vidro, é de espuma de poliuretano. Para a Helibras, o maior uso do plástico nos helicópteros significa melhor combinação de custos e os benefícios leveza, resistência à fadiga e à quebra, além da aerodinâmica e segurança oferecidas pelo material. O plástico também é utilizado no rotor, porque em caso de impacto com obstáculos, o material resiste melhor, tendo apenas 10% de chances de levar a nave ao chão. Enquanto com outros materiais essa probabilidade aumenta 90%.

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