PARTICIPAÇÃO
DOS PLÁSTICOS NA CONSTRUÇÃO AERONÁUTICA
Às suas excepcionais
condições específicas soma-se a incomparável
leveza.
Eu não vou voar em helicópteros
de plástico. Isso foi o que a maioria das pessoas
disse, quando viu o protótipo do helicóptero Esquilo,
20 anos atrás. Hoje, circulam pelo mundo 3 mil unidades
desse modelo no Brasil produzido pela Helibras (subsidiária
da franco-alemã Eurocopter). O projeto básico,
já avançado para sua época, não foi
modificado e contempla peças e componentes plásticos
que representam de 5% a 10% do peso total de 1.200 quilos da
aeronave. Entre as resinas sintéticas utilizadas na produção
de um helicóptero, explica o engenheiro mecânico
Carlos Câmara, da Helibras; há as termoplásticas
e as termofixas. As partes superior e dianteira - em forma de
casca de ovo - e as estruturas interna e externa são de
policarbonato (resina termofixa). Para minimizar o ruído,
as estruturas internas da cabine são revestidas por tecido
de PVC com carga anti-chama. Os demais plásticos utilizados
no acabamento interno também são autoextingüíveis,
e a fiação é protegida por resina sintética
que não propaga fogo nem exala gases tóxicos. O
miolo das pás, que forma sua estrutura depois revestida
com fibra de vidro, é de espuma de poliuretano. Para a
Helibras, o maior uso do plástico nos helicópteros
significa melhor combinação de custos e os benefícios
leveza, resistência à fadiga e à quebra,
além da aerodinâmica e segurança oferecidas
pelo material. O plástico também é utilizado
no rotor, porque em caso de impacto com obstáculos, o
material resiste melhor, tendo apenas 10% de chances de levar
a nave ao chão. Enquanto com outros materiais essa probabilidade
aumenta 90%.
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