CEAGESP INVESTE
EM EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA AUMENTAR A COMPETITIVIDADE
Com uma receita diária
de R$ 5 milhões, provenientes da comercialização
de 10 mil toneladas de alimentos, a Ceagesp - Companhia de Entrepostos
e Armazéns Gerais de São Paulo, atrai diariamente
mais de 60 mil compradores de verduras, frutas, legumes, flores
e pescados. Nos 700 mil metros quadrados de área útil,
quatro mil produtores comercializam seus produtos, em meio a
um grande burburinho e incessante vai-e-vem de caminhões.
Apesar dos números surpreendentes, a Ceagesp tem perdido
importantes clientes, como os supermercados, que passaram a comprar
diretamente dos produtores. Além disso enfrenta a concorrência
dos produtos imprtados, especialmente do Mercosul, que contrastam
com a falta de estrutura e competitividade dos produtores nacionais.
Para enfrentar a situação, a Ceagesp iniciou há
dois anos um trabalho junto aos produtores rurais, comerciantes
e consumidores, visando à padronização e
classificação dos produtos vendidos pela Companhia.
No âmbito desse trabalho, a Ceagesp, com a participação
da iniciativa privada, implantou a Central de Embalagens, introduzindo
um sistema de higienização e locação
de caixas plásticas para que, gradativamente, substituam
as de madeira.
Segundo Gerson Vada, gerente do Entreposto e coordenador da Central,
não é mais aceitável, hoje, que o produtor
utilize conceitos de embalar produtos de 50 anos atrás.
As caixas de madeira são inadequadas para o transporte
e conservação, por isso as perdas de alimentos
são elevadísimas.
Por não passarem por nenhum tipo de lavagem ou limpeza,
as caixas de madeira estão sendo apontadas como uma das
principais responsáveis pela expansão de pragas
e bactérias na lavoura brasileira.
A empresa que participa do projeto e desenvolvimento das embalagens
plásticas é a Plastgrup. O diretor comercial da
empresa, Cláudio Roberto Pegoretti, informa que estã
produzindo 100 mil caixas de polietileno por mês, todas
intercambiáveis, modulares e paletizadas, atendendo às
exigências dos supermercados que hoje correspondem por
60% da comercialização dos produtos hortifrutigranjeiros.
O sistema de locação e higienização
é bastante simples: os produtores descarregam as embalagens
usadas e carregam as higienizadas, que ficam armazenadas na Central.
As caixas podem ser deixadas em outros entrepostos brasileiros.
Pela locação de cada embalagem o produtor paga
R$ 0,50. Neste preço estão incluídas a locação,
higienização e a troca automática de embalagens
que sofreram avarias.
A Central de Embalagens poderá propiciar uma economia
de 40% na perda de produtos, diminuir custos de armazenamento
e transporte e aumentar a rentabilidade dos produtores. (Plastivida).
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