JORNAL DE PLÁSTICOS - JUNHO DE 1999

CEAGESP INVESTE EM EMBALAGENS PLÁSTICAS PARA AUMENTAR A COMPETITIVIDADE
Com uma receita diária de R$ 5 milhões, provenientes da comercialização de 10 mil toneladas de alimentos, a Ceagesp - Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, atrai diariamente mais de 60 mil compradores de verduras, frutas, legumes, flores e pescados. Nos 700 mil metros quadrados de área útil, quatro mil produtores comercializam seus produtos, em meio a um grande burburinho e incessante vai-e-vem de caminhões.
Apesar dos números surpreendentes, a Ceagesp tem perdido importantes clientes, como os supermercados, que passaram a comprar diretamente dos produtores. Além disso enfrenta a concorrência dos produtos imprtados, especialmente do Mercosul, que contrastam com a falta de estrutura e competitividade dos produtores nacionais.
Para enfrentar a situação, a Ceagesp iniciou há dois anos um trabalho junto aos produtores rurais, comerciantes e consumidores, visando à padronização e classificação dos produtos vendidos pela Companhia.
No âmbito desse trabalho, a Ceagesp, com a participação da iniciativa privada, implantou a Central de Embalagens, introduzindo um sistema de higienização e locação de caixas plásticas para que, gradativamente, substituam as de madeira.
Segundo Gerson Vada, gerente do Entreposto e coordenador da Central, não é mais aceitável, hoje, que o produtor utilize conceitos de embalar produtos de 50 anos atrás. As caixas de madeira são inadequadas para o transporte e conservação, por isso as perdas de alimentos são elevadísimas.
Por não passarem por nenhum tipo de lavagem ou limpeza, as caixas de madeira estão sendo apontadas como uma das principais responsáveis pela expansão de pragas e bactérias na lavoura brasileira.
A empresa que participa do projeto e desenvolvimento das embalagens plásticas é a Plastgrup. O diretor comercial da empresa, Cláudio Roberto Pegoretti, informa que estã produzindo 100 mil caixas de polietileno por mês, todas intercambiáveis, modulares e paletizadas, atendendo às exigências dos supermercados que hoje correspondem por 60% da comercialização dos produtos hortifrutigranjeiros.
O sistema de locação e higienização é bastante simples: os produtores descarregam as embalagens usadas e carregam as higienizadas, que ficam armazenadas na Central. As caixas podem ser deixadas em outros entrepostos brasileiros. Pela locação de cada embalagem o produtor paga R$ 0,50. Neste preço estão incluídas a locação, higienização e a troca automática de embalagens que sofreram avarias.
A Central de Embalagens poderá propiciar uma economia de 40% na perda de produtos, diminuir custos de armazenamento e transporte e aumentar a rentabilidade dos produtores. (“Plastivida”).

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