JORNAL DE PLÁSTICOS - MAIO DE 1999

UNIPAR LUCRA R$ 40,6 MILHÕES EM 1998
Empresa recupera sua rentabilidade patrimonial.

A UNIPAR encerrou o exercício de 1998 com lucro líquido de R$ 40,6 milhões, pela Legislação Societária.. Com esse resultado, a UNIPAR alcançou a meta de recuperação de sua rentabilidade patrimonial - em 1997, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 52 milhões. E confirma o acerto de sua estratégia de concentrar e ampliar os negócios no eixo Rio-São Paulo, que engloba 70% do mercado consumidor de petroquímicos e derivados do país.
A rentabilidade patrimonial da UNIPAR, em 1998, alcançou 11%, enquanto a média do setor foi de 2,4%, segundo levantamento da Abiquim (referente ao primeiro semestre). O lucro de R$ 40,6 milhões gerou um total de R$ 10,6 milhões em dividendos, pagos antecipadamente ao longo do ano passado e a última parcela, em 14 de maio. As ações da empresa, ao longo de 1998, registraram uma valorização nominal de 22%, enquanto o Ibovespa acumulou queda de 33%. Foi a segunda ação de maior valorização do setor petroquímico, ficando atrás somente da PQU.
O resultado positivo da UNIPAR, segundo o presidente Roberto Garcia, reflete o bom desempenho econômico de suas controladas e coligadas, além da sua Divisão Química. As maiores contribuições para o lucro da UNIPAR vieram da Petroquímica União (R$ 20,5 milhões), OPP Polietilenos (R$ 15,9 milhões) e da Carbocloro (R$ 10,7 milhões). As empresas controladas – União Terminais e UNIPAR Comercial – e a Divisão Química contribuíram conjuntamente com R$ 10,1 milhões para o lucro da UNIPAR.
“A localização privilegiada dos negócios da UNIPAR – concentrados no centro do maior mercado consumidor – revelou-se um forte fator de diferenciação, possibilitando à empresa ampliar as suas margens de comercialização”, comenta Garcia, ressaltando ainda a implementação de programas de redução de custos e de alienação de unidades deficitárias implementados em várias empresas coligadas. Garcia destaca ainda o sucesso do projeto de integração da gestão dos negócios 100% UNIPAR (Terminais, Comercial e Divisão Química), implementado ao longo do ano passado. “Conseguimos uma maior sinergia nesses negócios, além da racionalização de custos”.
Para o presidente da UNIPAR, o lucro de R$ 40,6 milhões assume importância ainda maior “por ter sido alcançado em meio a um cenário petroquímico desfavorável, de preços deprimidos, tanto aqui como no mercado internacional”.
Este ano, a UNIPAR pretende consolidar os investimentos previstos na estratégia de consolidar o núcleo petroquímico do eixo Rio-São Paulo. Nesse sentido, os esforços da empresa estarão voltados principalmente para a ampliação da capacidade de produção da PQU – do qual a UNIPAR é o maior acionista, com 37% do capital – e para a implantação do pólo gás-químico, em Duque de Caxias, no Rio.
Em relação à PQU, a central de matérias-primas mais que triplicou o lucro líquido para R$ 45,1 milhões. A empresa reduziu o nível de endividamento e custos fixos. “A PQU vem colhendo os frutos do projeto de modernização industrial e administrativa, iniciado em 1996”, comenta Dias Garcia. “Tanto que, hoje, está alinhada às mais modernas empresas do setor em todo o mundo em parâmetros como capacidade de produção e confiabilidade operacional”. A PQU está investindo US$ 90 milhões (em recursos próprios) para ampliar a sua capacidade de produção em 120 mil t/a de etileno nos próximos dois anos.
Já para a Rio Polímeros – empreendimento no qual a UNIPAR tem parceria com os grupos Suzano e Mariani – o ano de 1998 foi de avanços. Além da aquisição do terreno em Duque de Caxias, foram emitidas cartas-convite para empresas de engenharia, obtenção de licença preliminar de instalação concedida pela FEEMA e contratação do Banco Paribas para atuar como Financial Advisor do projeto. O pólo entrará em operação no ano 2002, quando se inicia um novo ciclo de crescimento mundial do setor petroquímico. A produção será de 540 mil t/a de polietileno. O investimento total para a implantação do pólo é de US$ 850 milhões, cabendo à UNIPAR uma parcela de US$ 70 milhões.

VOLTAR | SEGUIR