Novembro de 2005

 

 


Fôrmas de PP da Ipiranga Petroquímica
ajudam a construir casas populares no Sul

Parceria com empresa de construção garante moradia a 92 famílias

A Ipiranga Petroquímica (IPQ) está fornecendo polipropileno para a injeção de fôrmas utilizadas na construção de casas populares no município de Pelotas (RS). A IPQ forneceu o material para a empresa Sisteccon (Sistema Tecnológico de Construção), idealizadora do revolucionário processo de construção, e deu apoio técnico para a fabricação das fôrmas de polipropileno. As peças estão sendo utilizadas na construção de 92 casas populares, em sistema de mutirão, no Loteamento Ceval, bairro Simões Lopes, no município de Pelotas, a 250 km de Porto Alegre.

        As fôrmas, depois de montadas, são totalmente preenchidas com concreto celular, mais leve que o convencional. Aproximadamente doze horas depois, as peças são retiradas e o concreto fica no formato das paredes da casa, já com as ligações hidráulicas e elétricas.  O polipropileno é ideal, pois pode ser moldado em diversos tamanhos, é durável, leve, de fácil manuseio e possui ótima estabilidade dimensional. Além disso, pode ser reutilizado inúmeras vezes. As fôrmas suportam carga de até 700 kg.

        O sistema possibilita que dois operários construam uma casa de 32 m2 em 15 dias. Noventa e duas famílias de baixa renda já levantam suas casas pelo sistema de mutirão num terreno cedido pela prefeitura de Pelotas. A Sisteccon utiliza fôrmas feitas com o polipropileno da Ipiranga Petroquímica e fornece a orientação técnica aos mutirantes.

        O projeto torna realidade o sonho das famílias carentes da região que, sem opção de moradia, tinham invadido a área. Entre os beneficiados, estão mulheres chefes de família, idosos, desempregados e famílias com renda de até dois salários mínimos.          As casas serão pagas pela prefeitura, com custo de R$ 6.280,00 cada uma, um dos menores custos para construção de casas populares no Brasil.

        “Mais do que um novo mercado, importante é o fator social deste tipo de atuação, principalmente em uma área tão carente como a de habitação de baixa renda”, destaca o diretor da IPQ, Eduardo Tergolina. A experiência será oferecida a outras prefeituras da região.

 

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