Novembro de 2005

 

 


Guerra Fiscal inviabiliza setor plástico no Paraná

        O setor plástico do Paraná atualmente gera 18 mil empregos diretos, tem um parque fabril com aproximadamente 700 empresas, sendo sua maioria de pequenas e médias empresas, com um faturamento anual em torno de R$ 3,2 bilhões, com um crescimento que ficará em torno de 3 a 5% este ano; mas o quadro é desolador face à guerra fiscal desencadeada pelos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, promovendo uma concorrência predatória e desleal, com incentivos fiscais que deixam as empresas do Paraná sem condições de competir.

        De acordo com dados levantados pelo SIMPEP – Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná, a guerra fiscal está levando o setor ao desespero. Esses estados estão oferecendo programas de incentivo, como  terrenos com total infra-estrutura e IPTU a custo zero; vantagens no ICMS com alíquota de no máximo 2% e, barreiras fiscais contra entrada de qualquer embalagem ou produtos plásticos do Estado.

        O Paraná, que hoje transforma 300 mil toneladas por ano, já foi o primeiro lugar no Brasil em produção; há 3 anos, estava em 4º, e hoje, ocupa a 6a  posição, com tendência a cair ainda mais. Os empresários do setor estão sendo pressionados a emigrar para outros estados, o que, além de deixar de contribuir com o recolhimento dos impostos, vai gerar desemprego.

        Dirceu Galléas, presidente do SIMPEP disse: “estamos perdendo a competitividade, as práticas adotadas por outros estados são predatórias e podem levar o setor plástico do Paraná a reduzir drasticamente sua produção. Só existem duas formas de revertermos esta situação: acabar com a guerra fiscal no Brasil, ou o Governo do Paraná criar salvaguardas para as indústrias do setor, afim de corrigir a diferença estratégica que deixa as empresas de fora do Estado em melhor situação”.

 

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