Novembro de 2005

 


 

Falta de resinas pode prejudicar a indústria de embalagens flexíveis

                Como acontece todos os anos, no último trimestre há um sensível aquecimento na demanda por embalagens flexíveis no Brasil. “Este ano não está sendo diferente. A questão é que talvez não consigamos atender aos pedidos por problemas de abastecimento de nossa principal matéria-prima, a resina termoplástica”, comenta o Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), o empresário Rogério Mani.

        Segundo ele, o setor sofre com algumas paralisações de plantas petroquímicas, com o aumento do consumo interno e com o aumento das exportações de resinas, principalmente para os EUA e México, que têm enfrentado sérios problemas em função dos desastres climáticos.

        “Outro problema sério são os constantes aumentos no preço da resina. Se considerarmos os aumentos de Setembro e de Outubro, somados ao aumento previsto para o início de Novembro, estamos falando de cerca de 35%”, analisa o Presidente da ABIEF. Ele alerta ainda para os custos da energia elétrica e do dissídio da categoria que também acontece em Novembro.

        A saída, na opinião de Mani, é o repasse de pelo menos parte destes aumentos para os clientes diretos. “Se não repassarmos alguma coisa, as empresas amargarão graves prejuízos.”

  

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