JORNAL DE PLÁSTICOS - OUTUBRO DE 1999

COPENE INTENSIFICA TRANSPORTE
DE PARA-XILENO POR TREM

Até o final do ano, a Copene Petroquímica do Nordeste S.A. pretende utilizar o transporte ferroviário para garantir o envio de 50% do para-xileno a um dos seus principais clientes do produto, a Rhodiaco, localizada em Paulínia, São Paulo. A intensificação do transporte de para-xileno por trem será possibilitada graças à instalação, pela Transultra, do Terminal Intermodal de Paulínia (TIP). Com inauguração oficial prevista para este mês, o terminal já está em operação, o que vem garantindo maior segurança e eficiência no descarregamento final do produto químico.
A Rhodiaco é a única cliente de para-xileno da Copene fora do Pólo Petroquímico de Camaçari. Atualmente, cerca de 20% do produto adquirido pela indústria é encaminhado pela central de matérias-primas do Pólo por trem. O transporte vem sendo feito desde maio do ano passado através da Ferrovia Centro Atlântica (FCA). A princípio, a Copene utilizava uma estação de embarque da Deten, no próprio Pólo. Há um ano, a Transultra construiu uma estação de carregamento por tanque no Terminal Marítimo - Tequimar, em Aratu, tornando desnecessário o deslocamento do produto por carreta da Copene para a Deten.
O Terminal Intermodal de Paulínia fica a 12 quilômetros da Rhodiaco, fato que ainda exige a utilização de carretas com o produto neste trecho, mas é intenção da Transultra constituir um duto entre os dois locais, repetindo uma operação que já acontece entre a Copene e o Tequimar, que estão interligados por dutos. Nos 15 meses em que o transportes ferroviários foi utilizado, a Copene enviou mais de 28 mil toneladas de para-xileno, sendo 8 mil, em 98, e um pouco mais de 20 mil, até agosto de 99.
Tradicionalmente, o envio de para-xileno para a Rhodiaco exigia que fossem feitas até seis operações de carregamento e descarregamento, pois o sistema utilizava transporte rodoviário, tancagem em terminais e cabotagem, ligado Aratu, na Bahia, a Santos, em São Paulo. Só para se ter idéia do ganho com segurança, em pouco mais de um ano deixaram de circular no trecho Santos/Paulínia cerca de 1100 carretas com capacidade para 25 mil toneladas do produto. Mas as vantagens não terminam aí. Além do aspecto segurança, uma das principais vantagens da utilização do transporte ferroviário é econômica, pois a tendência é de redução nos custos do transporte, uma vez que estão previstas, a médio prazo, otimizações no projeto.

 

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