JORNAL DE PLÁSTICOS - SETEMBRO DE 1999

UNIPAR LUCRA R$ 21,3 MILHÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO
A Unipar acumulou um lucro líquido de R$ 21,3 milhões no primeiro semestre do ano. Esse resultado considera a contabilização integral dos efeitos da desvalorização do Real ocorrida em janeiro. E, ainda assim, representa um aumento de 10% em relação ao lucro registrado no 1º semestre/98 (R$ 19,4 milhões). Dando continuidade à política adotada ao longo de 1998 a empresa estará antecipando o pagamento de dividendos, distribuindo aos acionistas um total de R$ 3,2 milhões, o equivalente a R$ 0,015 por ação.
O resultado de R$ 21,3 milhões foi alcançado depois de a empresa registrar um lucro líquido de R$ 12,6 milhões no segundo trimestre do ano, valor 44% maior do que o lucro obtido no trimestre anterior (R$ 8,7 milhões). O resultado positivo da Unipar decorre do melhor desempenho operacional de todas as empresas controladas e coligadas, incluindo sua Divisão Química. “As empresas da Unipar experimentaram crescimento de suas margens e elevação de vendas físicas nesse primeiro semestre do ano”, comentou o presidente da Unipar, Roberto Dias Garcia, destacando ainda a “constância de bons resultados que a empresa vem apresentando desde o início do ano passado”.
“A Unipar vem consolidando sua trajetória de bons resultados iniciada no ano de 1998 e apresenta hoje um baixo nível de endividamento. Estamos, portanto, prontos para crescer”, afirma Dias Garcia. Ele explica que o foco de investimentos da Unipar se concentra no eixo Rio-São Paulo - respectivamente, via expansão da Petroquímica União (da qual a Unipar é o maior acionista, com 37% do capital) e com a implantação do Pólo Gás-Químico do Rio, em parceria com o Grupo Suzano e com a Petrobrás. “O Rio de Janeiro é o caminho natural para a duplicação do núcleo petroquímico de São Paulo”, ressaltou o presidente da Unipar. Entre os grupos petroquímicos nacionais, a Unipar é o que detém maior participação numa central de matérias-primas do país.
O destaque do resultado do primeiro semestre ficou por conta dos negócios 100% Unipar - as empresas controladas e a Divisão Química - que, juntos representaram 35% da receita de equivalência da Unipar no primeiro semestre deste ano. Essa contribuição foi 83% maior do que a registrada no igual período de 1998.
Em relação ao impacto da desvalorização do Real, as perdas cambiais mais expressivas ocorreram na Petroquímica União, OPP Polietilenos, Deten e Petroflex. Em junho deste ano, foi realizada a reversão total do diferimento dos efeitos cambiais na PQU, em função do vencimento, naquele mês, da maior parte do passivo gerador dessas perdas - o que acabou impactando negativamente o lucro operacional registrado no primeiro semestre do ano.
Adicionalmente, a Unipar reverteu no 2º trimestre as perdas cambiais diferidas pela Deten e pela OPP Polietilenos.
Entre os negócios 100% Unipar, a Divisão Química registrou lucro bruto de R$ 10,8 milhões no 1º semestre, valor 58% superior ao obtido no 1º semestre de 98. Já a União Terminais obteve lucro líquido no 1º semestre de R$ 2,7 milhões, superando em 15% o valor do 1º semestre de 98. E a Unipar Comercial encerrou o semestre com lucro líquido de R$ 1,8 milhão, superando amplamente o resultado do 1º semestre do ano passado (R$ 356 mil).
Na Petroquímica União, o lucro operacional de R$ 73,3 milhões, obtido antes dos efeitos financeiros, superou amplamente o resultado alcançado no 1º semestre de 98 (R$ 47,3 milhões). O resultado líquido acumulado no semestre no entanto, correspondeu a um lucro de R$ 5,6 milhões devido à reversão total do diferimento das perdas cambiais em junho de 99 no 1º trimestre do ano, a PQU havia registrado um lucro líquido de R$ 12,2 milhões. Com isso, a contribuição da empresa para o resultado da Unipar, via receita de equivalência patrimonial, foi de R$ 4 milhões, contra os R$ 8,9 milhões registrados no 1º semestre de 98.
Dentre as demais empresas coligadas, cabe destar o desempenho da Carbocloro, que obteve lucro líquido de R$ 12 milhões no semestre - contra o prejuízo de R$ 3,9 milhões obtido no 1º semestre de 98, quando foi contabilizado o prejuízo não operacional oriundo da alienação da unidade da anidrido ftálico e ftalatos de Mogi das Cruzes. Em termos de equivalência patrimonial na Unipar, a contribuição da Carbocloro foi de R$ 7 milhões, superior à registrada no 1º semestre de 98, de R$ 5,8 milhões. Cabe lembrar que a Unipar já havia provisionado a perda relativa à venda da unidade de Mogi das Cruzes em seu resultado de 1997.
Já a Deten registrou lucro líquido de R$ 10,6 milhões no semestre, contra um prejuízo de R$ 935 mil verificado no 1º semstre de 98. A empresa alcançou lucro operacional de R$ 13,6 milhões, muito superior aos R$ 121 mil registrados no período janeiro/junho de 98. A contribuição da Deten para o resultado da Unipar, via equivalência patrimonal, atingiu no atual exercício R$ 5,4 milhões, contra R$ 1 milhão auferido no 1º semestre de 98. Cabe lembrar que o valor referente a 1999 inclui o lançamento integral das perdas cambiais.
A OPP Polietilenos obteve lucro líquido de R$ 50,7 milhões nos primeiros seis meses do ano, cerca de R$ 31 milhões superior ao obtido no 1º semestre de 98. A contribuição da OPP para o resultado da Unipar no 1º semestre deste ano, via equivalência patrimonail, situou-se em R$ 8,4 milhões, acima da verificada em igual período de 1998, de R$ 7,3 milhões. O valor do exercício de 1999 contempla o lançamento integral das perdas cambiais.
Na Petroflex, o lucro operacional, antes dos efeitos financeiros, chegou a R$ 38,2 milhões, mostrando forte recuperação frente ao prejuízo operacional de R$ 911 mil registrado no 1º semestre de 98. Entretanto, o resultado líquido no 1º semestre deste ano foi de prejuízo de R$ 17,1 milhões. Isso porque, apesar de a Petroflex ter obtido lucro líquido de R$ 8,9 milhões no 2º trimestre deste ano, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 26 milhões no 1º trimestre em função da desvalorização cambial de janeiro, cujas perdas foram integralmente contabilizadas pela Petroflex no próprio mês. Vale ressaltar que a Petroflex vem apresentando lucro desde fevereiro de 99, após 21 meses de contínuos prejuízos. A contribuição da empresa para o resultado da Unipar neste ano correspondeu a uma perda de R$ 1,7 milhão.
A Polibutenos registrou lucro líquido de R$ 1,5 milhão no semestre, cerca de três vezes o valor registrado no 1º semestre de 98 (R$ 558 mil). A contribuição da empresa para o resultado da Unipar no 1º semestre deste ano foi de R$ 517 mil, superior em R$ 333 mil à obtida em igual período de 1998.

 

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