AÇÃO DA COPENE:
UM EXEMPLO A SER SEGUIDO
A Copene Petroquímica do Nordeste S.A., signatária do programa
“Responsible Care da Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química encontrou
um destino ecologicamente correto para as cerca de 500 lâmpadas fluorescentes e de bulbo que consome mensalmente.
As lâmpadas do gênero queimadas pela central petroquímica de Camaçari estão sendo
encaminhadas para uma empresa de assessoria ambiental, em Paulínia (SP), para passar por um processo de
descontaminação e reaproveitamento do mercúrio contido em seu interior.
Considerado como resíduo sólido perigoso pela Norma Brasileira Registrada 10004 da ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas), o mercúrio pode gerar danos ao sistema nervoso se ingerido pelo ser
humano em doses maiores do que as recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. Ao se quebrar,
uma lâmpada fluorescente libera cerca de 20 miligramas de mercúrio na atmosfera sob a forma de vapor.
“O impacto sobre o meio ambiente causado por uma lâmpada é desprezível, mas a soma das peças
consumidas pela população pode ter um efeito nocivo, pois quando lançadas em acervo contaminam
o solo e posteriormente os cursos d’água chegando à cadeia alimentar”, explica o administrador Luís
Fernando Gaião, do time de Serviços Gerais da Copene. Segundo Gaião, a Copene já encaminhou
até agora mais de 7 mil lâmpadas queimadas para descontaminação, totalizando um investimento
de cerca de R$ 4.375,00 (R$ 0,63 por peça).
A remessa foi enviada há alguns meses, mas a Copene já vinha armazenando as lâmpadas desde
1997 em um galpão da sua área de materiais recicláveis. “A iniciativa está articulada
ao nosso Programa de Coleta Seletiva, que visa identificar e separar os resíduos que podem ser reaproveitados
pela própria empresa ou encaminhadados para reciclagem em outros locais. No momento, por exemplo, estamos
armazenando um novo lote de lâmpadas que serão enviadas posteriormente para descontaminação”,
explica Gaião.
No caso das lâmpadas fluorescentes, o reaproveitamento é feito pela Apliquim. Única empresa
a prestar este serviço no país, a Apliquim desenvolveu uma tecnologia para descontaminar o vidro
e separá-lo do mercúrio. Após o processo, o vidro é utilizado na vitrificação
da cerâmica enquanto o mercúrio é revendido à indústria de lâmpadas e cerâmicas,
retornando ao ciclo produtivo.
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