JORNAL DE PLÁSTICOS - SETEMBRO DE 1999

INAUGURAÇÃO DA NORPACK MARCA
O INÍCIO DO PROGRAMA BAHIAPLAST
Primeira fábrica a se instalar no Estado, através do BahiaPlast (programa de incentivos fiscais do Governo do Estado para o setor de plásticos), a Norpack já iniciou a primeira fase de suas atividades industriais e até o final do ano estará funcionando plenamente, em produção e transformação de plástico, nos 4 mil m² de área construída próximo ao Pólo Petroquímico de Camaçari. Quando a implantação da primeira fase estiver concluída, terão sido investidos R$ 7,8 milhões - montante oriundo de recursos próprios, informa o presidente da empresa, Peter Reiter.
A produção atual de 1 mil toneladas/mês deverá saltar para 2 mil toneladas/mês na fase final de consolidação, com previsão de faturamento de US$ 1,5 milhão/mês na primeira fase. O mercado-alvo para os produtos fabricados pela Norpack (que tem como seu principal fornecedor de matéria-prima a Politeno, também seu cliente de produto final - as embalagens plásticas) está concentrado de Minas Gerais para cima, segundo Reiter. O empresário também preside a Packtec, com sede no município de Valinhos (SP), onde são produzidos, há 13 anos, sacos valvulados, sacos para ração, filme stretch e termocontratil, lonas plásticas e laminados, os mesmos produtos que serão fabricados pela Norpack.
Jaime Sartori, diretor superintendente da Politeno, explica que a empresa é fornecedora de polietilenos de diversos usos à Packtec (SP). Com a chegada da fábrica da Norpack no Pólo de Camaçari, Sartori prevê que haverá abertura de uma perspectiva de vendas adicionais de 1 mil ton/mês na primeira fase e até 2 mil ton/mês após o primeiro ano de operações. Com a entrada da Norpack, a partir de março do próximo ano, estima-se vender para as duas empresas (a paulista Packtec e baiana Norpack) cerca de 2.500 ton/mês, atingindo até 3.500 ton/mês ao final da segunda fase da implantação.

Tecnologia de ponta
Para a implantação da Norpack houve investimento em alta tecnologia, através da importação de coextrusoras de última geração, que será um dos diferenciais da nova empresa na Bahia. Para operar estas máquinas e os demais equipamentos da fábrica, será contratada mão-de-obra local, que receberá treinamento no próprio Estado e em São Paulo. “Queremos trazer de fora o mínimo possível de pessoal”, explica o empresário Peter Reiter. No início das operações estão sendo utilizados cerca de 35 funcionários, mas a previsão é que empregue 150 pessoas até o fim deste ano.
“A indústria petroquímica é muito forte no Estado e o parque de transformação ainda pode crescer muito”, avalia Reiter. Ele observa que até então a Bahia era um grande exportador de matéria-prima para outros estados e agora avançará como produtor de sacos e embalagens com maior valor agregado, inclusive com vistas à exportação para o exterior. “A partir desse crescimento haverá aumento do ICMS e também mais demanda de mão-de-obra”, observa o empresário, que tem 20 anos de experiência no setor. Ele destaca que para viabilizar a implantação da Norpack no Pólo foi decisivo o incentivo recebido do prefeito de Camaçari, José Tude.

O que é o BahiaPlast
Assumindo a condição de pólo industrial, o Estado passa a incentivar empresas de todo o país para se instalarem em seu território, contando com apoio financeiro e incentivos fiscais. O programa BahiaPlast nasceu da parceria entre o Governo do Estado da Bahia e empresas petroquímicas do Pólo de Camaçari, com a mediação da Federação das Indústrias da Bahia. O projeto prevê a implantação de aproximadamente 100 novas empresas, como já ocorre com a Norpack e com outras que estão em vias de chegar, a exemplo do Grupo Torres e da Sol Nordeste.
O BahiaPlast oferece incentivos fiscais, como a redução de alíquotas do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) e um bônus-desconto de 3% na compra de matérias-primas adquiridas do Pólo de Camaçari. O programa irá beneficiar novas empresas que vierem a se instalar no Estado; empresas já instaladas e que pretendem aumentar seus níveis de produção; indústrias petroquímicas locais, que poderão equilibrar suas vendas para melhor competir com o pólo do Sul do Brasil; e, finalmente, o Estado e o país, que contarão com novos canais de emprego e geração de renda.
Conforme Jaime Sartori, o BahiaPlast vai aumentar a participação da indústria da transformação na Bahia de 10% da produção de resinas termoplásticas do Pólo de Camaçari para 25% a 30%, gerando mais empregos, recolhimento de impostos e redução dos custos de fretes entre a Bahia e a região Sudeste. “Para a Politeno e demais empresas do Pólo de Camaçari, significa maior número de clientes no Estado, com mais afinidade e desenvolvimento de parcerias duradouras”, analisa Sartori.

Jaime Sartori
Diretor Superintendente da Politeno

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