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Dicas para o transformador” – Artigo nº 3
paulo
Pedro Paulo Lanetzki*
Extrudando perfis com redução do número de set-ups e do tempo de limpeza de máquinas

A indústria de transformação de plásticos encontra-se em um ambiente de franca competitividade.
Percebe-se que os custos dos insumos de produção, sejam eles relativos a máquinas, equipamentos, materiais, ou mesmo à mão-de-obra, não sofrem grande flutuação entre as empresas.
Se o transformador deseja aumentar sua produtividade, bem como sua lucratividade, torna-se necessário estabelecer diferenciais em relação ao que é apresentado pela concorrência. A questão é o que fazer para diferenciar a empresa das outras que existe no mercado.

Caso
Realizou-se um estudo em uma transformadora de plásticos no setor de perfis e tubos, onde foram introduzidas algumas melhorias na área de administração da produção, com o objetivo de se tornar mais competitiva no segmento em que atua, procurando minimizar os tempos inativos de produção e, com isso, aumentar sua produtividade, melhorando assim o cumprimento dos prazos compromissados com os clientes.

Problemática
A empresa tem em sua linha de produtos itens que podem ser fabricados em padrões de cores diferentes, porém, em cuja manufatura é usada uma mesma ferramenta; este é o caso, por exemplo, dos perfis extrudados utilizados no segmento da construção civil, os quais se encontram ilustrados na figura 1.



Constatou-se, na época da análise, que a ausência de um planejamento e programação da produção efetivamente funcional ocasionava uma série de problemas, visto que a carga de máquinas até então elaborada redundava em um grande número de set-ups das extrusoras, além de um acentuado tempo despendido na limpeza das máquinas, quando das trocas de produto. A figura 2 retrata como se apresentava a carga das extrusoras na ausência de critérios mais consistentes em sua elaboração, não sendo obedecida uma otimização do seqüenciamento, quer das ferramentas envolvidas e/ou da grade de cores dos perfis.

Definições
Para que fossem reduzidos os números de trocas de ferramentas, assim como os tempos de limpeza das extrusoras, e com isso melhorasse o atendimento das datas requeridas pelos clientes, foi desenvolvida uma metodologia de planejamento e programação, objetivando elaborar a carga de máquinas, de modo à seqüenciar a execução das ordens de produção, utilizando os recursos disponíveis na empresa de forma a atender às solicitações do mercado.

Metodologia
Consistiu em seqüenciar em uma mesma extrusora, na medida do possível, as ordens de produção associadas a uma dada ferramenta, o que permitiu a redução substancial do número de set-ups.
Uma vez seqüenciadas as operações relativas à ferramenta, suas ordens de produção foram então reordenadas, obedecendo à grade formada pela composição das cores de cada um dos perfis envolvidos.
Esta passou a iniciar pelas cores de tons mais suaves (claras) e terminar pelos tons mais intensos (escuros), o que permitiu a redução dos tempos de limpeza do canhão da extrusora e da quantidade de material expurgado. Com o uso dos conceitos expostos, a carga de máquinas passou a ter a configuração ilustrada na figura 3. Esta otimização do seqüenciamento das ordens de produção pode ser obtida com a utilização de simuladores que já se encontram inseridos em alguns softwares disponíveis no mercado.

Aumento de produtividade e lucratividade
O aumento da produtividade e lucratividade não é só decorrência da redução do número de set-ups e dos tempos de limpeza das extrusoras, mas também da utilização dos roteiros de fabricação identificados como mais econômicos e de melhores prazos, conforme abordado em edições anteriores.
A indústria de uma maneira geral possui máquinas e equipamentos com características e desempenhos diferentes; é de suma importância o melhor aproveitamento dos recursos existentes, de forma a atender ao que é solicitado pelos clientes em termos de tempo; porém, na medida do possível, com o máximo retorno.

<legendas>
Figura 1 – Perfis extrudados para a construção civil
Figura 2 – Carga anterior das extrusoras
Figura 3 – Carga atual das extrusoras

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Pedro Paulo Lanetzki
pedro@netzinformatica.com.br
www.netzinformatica.com.br

.*Engenheiro Industrial de Produção pela FEI; atuação na área de Gerenciamento de projetos em empresas do ramo automobilístico e construção civil;especialista no desenvolvimento de simuladores e soluções diferenciadas para administração do chão de fábrica;Diretor da Netz Soluções Industriais.

   

 

 
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