JORNAL DE PLÁSTICOS - ABRIL DE 2000

Compostos de polipropileno da DSM produzidos
pela Macroplast começam a chegar ao mercado

Produtos como STAMYLAN P e STAMYTEC já somam 120 toneladas enquanto o KELTAN TP está em fase de produção de lotes pilotos.

O acordo firmado em agosto de 1999 entre a DSM South América e a Macroplast, de São Bernardo do Campo, para a produção de compostos de polipropileno está produzindo seus primeiros resultados. Por
intermédio dessa parceria, a DSM está oferecendo às montadoras do segmento automobilístico que atuam no Brasil, produtos como Stamylan P, Stamytec e Keltan TP, que a levaram a deter 40% do mercado de pára-choques e 20% de outras aplicações automotivas na Europa.
Desde outubro do ano passado, quando foi iniciada a produção na planta da Macroplast, foram comercializadas 80 toneladas de Stamylan P e 40 toneladas de Stamytec. O Keltan TP está em fase de produção de lotes pilotos que estão sendo enviados para a aprovação dos clientes.
O Stamylan P é um polipropileno copolímero utilizado na fabricação de pára-choques, principalmente pelas montadoras francesas instaladas no Brasil e na Argentina. Ele é desenvolvido através da tecnologia Gás Phase, da Amoco e possui altíssima resistência ao impacto a várias temperaturas, alto módulo de flexão e baixo Coeficiente Linear de Expansão Térmica (CLTE).
O Keltan TP é um polipropileno modificado com elastômero e com carga. Ele é utilizado em painéis, pára-choques e laterais de portas, principalmente pelas montadoras alemãs.Suas propriedades são: altíssima resistência ao impacto a várias temperaturas, baixíssimo CLTE e baixa contração de moldagem.
Já o Stamytec é um polipropileno copolímero de alta cristalinidade. Sua utilização está ligada a produtos como laterais de portas e colunas laterais de veículos. Por sua alta resistência ao risco e também ao impacto, o Stamytec tem substituído o polipropileno com 20% de talco que normalmente é utilizado neste tipo de produto. Ele também se destaca por seu alto módulo de flexão, alta elongação e baixa densidade.
“Ultimamente as montadoras têm se preocupado muito com a questão do impacto lateral nos veículos, e o Stamytec vem ao encontro a essa necessidade”, afirma Edson Joaquim, gerente comercial da DSM South América.
Segundo Edson, todo o polipropileno utilizado na fabricação destes produtos é importado da planta da DSM na Holanda. A expectativa da empresa é de produzir cerca de 1.500 toneladas por ano de STAMYLAN P, 1000 toneladas por ano de Stamytec e 600 toneladas por ano de Keltan TP. “Os volumes produzidos até o momento estão totalmente dentro da nossa programação, pois estamos trabalhando apenas em projetos novos e futuros, visando fornecer aos nossos clientes aqui no Brasil a mesma gama de produtos oferecidos na Europa e em outros países onde a DSM atua, sem a preocupação de alcançar as primeiras posições no mercado”, diz Edson.
Além desses produtos, a DSM está disponibilizando ao mercado brasileiro outros opções como o Kelburon ( polipropileno copolímero modificado com elastômero no processo de polimerização, utilizado principalmente pelas montadoras japonesas), e o Vestolen (polipropileno homopolímero e copolímero, utilizado em aplicações na indústria automobilística, embalagens e outras). Eles ainda não estão sendo produzidos no Brasil, mas podem ser fornecidos com facilidade dependendo da demanda.
De acordo com Edson, a Macroplast investiu US$ 250 mil em equipamentos de laboratórios de última geração para atender às necessidades da parceria com a DSM. “Embora todos as formulações para a produção de compostos de polipropileno sejam da DSM, a Macroplast tem um excelente nível técnico além de ser ISO 9001. Graças a isso ela já foi avaliada por algumas montadoras e correspondeu às expectativas”, afirma o gerente comercial da DSM.

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