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NASDAQ (.com)
(verbete para um
Vocabulário da Nova Economia)
SYDNEY A. LATINI
NASDAQ – sigla de “National Association of Segurities
Dealers Automatad Quotations System” – Organização fundada em 1913 com o nome de “National Assotiation
of Segurities Dealers Quotations”, consolidando os “Monthly Services” criados por Roger Babson em 1904 e os “Daily
Services” criados por Arthur Elliot em 1911. Integra o NASDAQ, o “National Quotation Bureau” cuja principal finalidade
é coligir e divulgar diariamente e mensalmente, informações sobre as ofertas e procuras de
títulos (ações, obrigações, valores, etc), feitas por seus negociadores (“dealers”).
Essas ofertas e procuras são compiladas e apresentadas de forma adequada para consulta e distribuídas
aos negociadores de títulos (“security dealers”), de tal forma que quando um cliente dá uma ordem
para comprar ou vender um título, o negociador tenha condição de identificar o melhor mercado
para executar a ordem.
No início da década dos anos 70 a NASDAQ passou a funcionar como bolsa eletrônica de cotações
automáticas. Seu atual endereço (Times Square – New York) hoje rivaliza com Wall Street, onde funciona
a tradicional Bolsa de Valores de Nova Iorque a “New York Stock Exchange – NYSE” que ostenta uma capitalização
de US$12,3 trilhões, quase duas vezes o valor do PIB dos Estados Unidos, enquanto a capitalização
das ações negociadas na NASDAQ monta US$5.0 trilhões.
As oscilações das cotações das 100 principais empresas negociadas na NASDAQ são
sintetizadas no Índice NASDAQ, assim como as oscilações das 30 maiores empresas negociadas
na Bolsa de Valores de Nova Iorque, constituem o Índice Dow-Jones, compilado pela mais tradicional organização
do gênero dos Estados Unidos, dedicada à divulgação de informações sobre
negócios e assuntos financeiros, fundada em 1882: a Dow -Jones and Company, proprietária dos não
menos tradicionais “Wall Street Journal ‘’ e da revista semanal “Barron`s”.
Embora existam muitas outras organizações idôneas operando nesse setor de atividade (como a
“Standard & Poor 500 – S&P” e o Wilshire 5.000, para mencionar apenas duas das mais conhecidas), durante
décadas as tendências do Índice Dow-Jones vêm constituindo a orientação
dominante nas decisões dos investidores.
De repente, o Índice NASDAQ ganha destaque e começa a assustar os investidores (40% da riqueza das
famílias norte-americanas estão aplicadas em ações).
É que as notícias em torno da sentença judicial determinando a possível divisão
da maior empresa de informática do mundo, a Microsoft, trouxeram uma onda de nervosismo aos mercados americanos,
provocando um efeito dominó nas bolsas de valores.
Quando a sentença foi divulgada, o índice composto da NASDAQ, (também conhecido como .com.),
mercado eletrônico que agrega principalmente ações ligadas à chamada Nova Economia (computação,
telecomunicação (biotecnologia), e constitue 45% do portifolio das famílias americanas, teve
a maior queda de sua história, motivada pela perda de confiança dos pequenos investidores da bolsa
eletrônica nos papéis das chamadas empresas de tecnologia; e a transição dos papéis
dessas empresas para outras corporações tradicionais, a chamada Velha Economia, como siderurgia,
metalurgia e comércio varejista.
Muitos investidores ainda não estão fazendo uma distinção clara entre as empresas de
serviços da Internet, das quais muitas não sobrevirão, e companhias mais sólidas que
estão envolvidas na construção da infra-estrutura tecnológica e têm raízes
fincadas na economia.
Desde o recorde histórico registrado em março, o índice da bolsa eletrônica apresenta
desvalorização de 34%. A queda das ações da Microsoft não tem precedentes em
Wall Street, já que a desvalorização de 14,47% implicou em uma perda de US$79 bilhões
do seu valor na Bolsa de Nova Iorque em um único dia. Com isso, em menos de uma semana a Microsoft deixou
de ser a maior empresa do mundo, em termos de capitalização de mercado – US$560 bilhões, se
somados todas as suas ações – para ser a terceira maior, atrás da General Electric (US$521
bilhões) e da Cisco Systems (US$532 milhões, outra empresa do setor de informática).
A corrida dos investidores para se livrar dos papéis da Microsoft, afetou também ações
influentes da bolsa eletrônica, como Qualcomm e Dell Comunications.
A fuga dos investidores das ações de alta tecnologia, iniciada no pregão eletrônico
da NASDAQ, espalhou-se e provocou uma queda em cascata nas bolsas do mundo inteiro.
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