
K 2001 - O PLÁSTICO NO ESPAÇO
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Antonio Guarino de Souza* Resumo da palestra proferida pelo Dr. Marc Van Eesbeck, chefe da sessão de física e química dos materiais da Agência Espacial Européia (ESA) em Noordwijk, Holanda por ocasião do encontro com a imprensa internacional para o lançamento da K 2001 – (Dusseldorf de 25/10 à 01/11). |
| Imaginemos um foguete portador de um satélite
de comunicação ou de pesquisa interplanetária. Sua estrutura e todos os equipamentos exteriores
assim como os do satélite estarão sujeitos a esforços e agressões ambientais diferenciadas
em 3 estágios: Ainda em terra, na sua fase construtiva, as condições operacionais envolvem a temperatura e pressão atmosféricas terrestre, testes finais de resistência mecânica, carga e transporte com toda e logística necessária a movimentação desde a fábrica até a base de lançamento. No lançamento desde a impulsão inicial até sua entrada em órbita terrestre novas agressões se acrescentarão desde a aceleração inicial, as vibrações, fluxo térmico, chuva e inclusive choques de pássaros. No espaço extra-terrestre novas condições se apresentarão: Temperatura de - 180ºc à + 260ºc Vácuo de - ( 10-4 à 10-14 mbar ) Exposição a raios X , UV e Cósmicos. Impacto de meteoritos Porque Plásticos Pela alta resistência e rigidez através de incorporação de cargas e uso de aditivos. Pela propriedade de isolamento térmico e elétrico. Pela facilidade de usinagem , flexibilidade e moldabilidade. Pela resistência à corrosão galvanica. Pela capacidade de absorção de vibração e impacto. Quais Plásticos Filmes: Poliamidas, Polietilftalatos e Polímeros fluoretatos. Fibras e Tecidos: Polietileno e Poliamidas. Estrutural: Poliacetal, compósitos e materiais reforçados. Absorção acústica, microondas e vibração:Espumas de poliuretano, poliamidas etc. Encapsulamento: Poliuretanos, Siloxanos. Pintura Poliuretano, PVC, Siloxanos. Eletricidade. PTFE, Poliesocianatos, FEP ( Polipropileno – Etileno fluorinados). Embora se procure sempre que possível a utilização dos plásticos em sua forma comercial disponível, muitas vezes são necessários copolimerização, destilação para remoção de componentes de baixo peso molecular ( no caso de uso em lubrificantes), pigmentos de alta estabilidade para tintas e revestimentos óticos finos para reflexão de raios UV e IV. Onde os Plásticos São Usados: Na Antena – Tintas reflexivas e plástico reforçado. Na Estrutura – Parede composta de 2 lâminas de plástico reforçado, adesivo e interior em forma de colméia plástica. Radiadores. Escudo de proteção contra meteoritos. Nos Painéis Solares. O curioso revestimento dourado dos satélites ( semelhante a um embrulho mal feito com folhas de plástico metalizado ) é na verdade um espesso sanduíche formado de duas camadas internas de tecido de plástico reforçado, revestidas de uma chapa grossa de alumínio pelo lado de dentro e uma lâmina de alumínio externa somando uma polegada na espessura total. A aparência de “ amarrotado” é justamente a folga dada no material para compensar as contrações e espanções pela variação da temperatura. * Antonio Guarino de Souza é colaborador do JORNAL DE PLÁSTICOS, através de artigos. É Industrial de Plásticos - Plásticos Zarzur, ex-Presidente do Sebrae Nacional e nos representou nessa “prévia”da K 2001 de 10 a 14 de março, na Holanda. |
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