JORNAL DE PLÁSTICOS - ABRIL DE 2001
O MERCADO BRASILEIRO DE PLÁSTICOS
E A IPIRANGA PETROQUÍMICA
| Uma das novas práticas utilizadas pelos economistas
para medir o grau de desenvolvimento econômico de uma sociedade é verificar em que nível se
situa o consumo do plástico em suas diversas formas e utilidades. Isso porque o seu uso espalhou-se de tal
forma, que já não é possível conceber qualquer atividade da vida moderna, que não
seja apoiada por objetos de plástico. Setores como os de saúde, educação, automóveis, transportes, telecomunicações, informática, construção civil, móveis, embalagens, agricultura, pecuária, calçados e inúmeros outros, apresentam constantes inovações tecnológicas no uso do plástico que redundam quase sempre em produtos mais baratos e que atendem melhor às finalidades a que se propõem. Uma cirurgia cardíaca, por exemplo, seria impossível de ser realizada dentro de padrões modernos, não fossem os quase 30 quilos de plásticos utilizados, entre próteses, embalagens, bolsas, seringas, etc. No bolso dos brasileiros já circula, desde 1999 as cédulas de plástico, mais duráveis e difíceis de falsificar que as notas de papel. No Brasil, o consumo de plástico por habitante situou-se ao redor de 27 kg, no ano passado, contra um consumo de apenas 9 kg por pessoa em 1992. Para 2001, as estimativas indicam que o país atingirá cerca de 30 kg por pessoa. Embora significativo, principalmente se levarmos em conta o crescimento verificado nos últimos anos, o consumo de plástico no Brasil é ainda bastante inferior ao de paises mais adiantados, onde os Estados Unidos despontam com 100 kg ao ano por habitante e os países da Europa com 80 kg por habitante, aproximadamente. Para apoiar o consumo do plástico no mercado interno e na América Latina, o Brasil dispõe de fábricas de resinas que são as matérias primas dos objetos que chegam às mãos dos consumidores. Entre as principais resinas fabricadas no país estão o Polietileno de Alta Densidade (PEAD), o Polipropileno (PP) e o Polietileno de Baixa Densidade Linear (PBDL), cujo consumo total ficou em 1,7 milhão de toneladas no ano passado. Desse total, cerca de 1/3 foi produzido pelas fábricas da Ipiranga Petroquímica - IPQ, uma das mais importantes indústrias do setor, localizada no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). Os nomes pouco comuns das resinas plásticas escondem produtos e objetos amplamente conhecidos pela população. O PEAD, por exemplo, é a matéria prima empregada na produção de embalagens de cosméticos e de produtos de higiene e limpeza, sacolas de alta resistência, tanques de combustíveis, próteses, baldes, bacias, brinquedos, etc. O Polipropileno, por sua vez, é utilizado na fabricação de filmes para empacotamento, tampas flip-top, tubos, perfis, tampas para refrigerantes, cobertores, carpetes, tapetes, peças de eletrodomésticos, móveis, ataduras para a área médico-hospitalar, e muitos outros produtos. O PBDL é empregado na confecção de diversos tipos de embalagem, inclusive para frango, pão, fraldas e absorventes higiênicos, tubos de irrigação, etc. Um exemplo da moderna utilização das resinas plásticas pode ser observado na atual expansão das redes de telefonia, onde são empregados dutos de polietileno de alta densidade para passagem e proteção dos cabos de fibra óptica. Segundo Júlio Rabelo, diretor comercial da Ipiranga Petroquímica, "a empresa situa-se atualmente entre as maiores indústrias do setor no Brasil, com cinco unidades fabris localizadas no Pólo Petroquímico do Sul, em Triunfo (RS), onde são produzidas 650.000 toneladas/ano entre polietilenos e polipropileno. A IPQ detém cerca de 38% do mercado brasileiro de PEAD, 14% de PP e 12% de PEBDL, além de 23% do mercado latino-americano dessas resinas." As exportações da Ipiranga Petroquímica cresceram 56% em 2000, quando comparadas com o volume exportado no ano anterior, graças, principalmente, à ampliação da capacidade produtiva. Cerca de 70% das exportações destinam-se à América Latina, sendo o restante distribuído nos mercados europeu, africano e asiático. A empresa pretende manter a estratégia de comercializar entre 20% e 30% da produção no mercado externo. A Ipiranga Petroquímica exporta ainda todo o volume de polipropileno produzido pela Petroquim, fábrica localizada em Concepción, sul do Chile, formada a partir de uma joint-venture com grupos empresarias chilenos da qual participa com 34% do capital. Os principais países consumidores são o Equador, o Peru e a América Central. A Ipiranga Petroquímica - IPQ - e a Ipiranga Química - ICQ - empresas do Grupo Ipiranga, estarão apresentando, a partir da próxima segunda-feira, dia 5 de março, as novidades e vantagens para os fabricantes de produtos plásticos na utilização das diversas linhas de resinas que produzem e comercializam. As apresentações serão feitas no estande B-60/C-61 durante a realização da Brasilplast 2001, a maior feira internacional de plástico do hemisfério, que terá lugar no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo, no período de 5 a 10 de março. |
|
FATURAMENTO 2000 - PERSPECTIVAS 2001 (R$ MILHÕES) |
|||
|
Mercado interno |
Mercado Externo |
Total |
|
| 2000 |
800 |
300 |
R$1,1 bilhão |
| 2001 |
1050 |
250 |
R$1,3 bilhão |
|
PRODUÇÃO 2000 - PERSPECTIVAS 2001 (TONELADAS) |
||||
|
PEAD |
PP |
PEBDL |
TOTAL |
|
| 2000 |
415.000 |
120.000 |
37.000 |
572.000 |
| 2001 |
407.000 |
123.000 |
50.000 |
580.000 |
|
VENDAS TOTAIS DA IPQ EM 2000 (TONELADAS) |
|
|
Mercado Interno |
Mercado Externo |
|
345.000 |
208.000 |
|
www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio |