JORNAL DE PLÁSTICOS - MARÇO DE 2001

2001: O CENÁRIO DE POLIESTIRENO
MUDA COM A PRESENÇA DA INNOVA

Até o ano passado a oferta interna de poliestireno não era suficiente para atender a demanda. Com isso, as empresas fornecedoras existentes no mercado vendiam tudo que produziam e ainda importavam a matéria-prima de outras subsidiárias para garantir o suprimento local.
Com a partida da fábrica da Innova (Grupo Perez Companc), no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS), em outubro passado, o cenário começou a mudar, surgindo um concorrente de peso no setor. A empresa estima conquistar, este ano, um market share em poliestireno de 28%. As vendas de PS no mercado interno devem alcançar as 300 mil toneladas.
Para conquistar esta significativa fatia de mercado, em 2001 (seu primeiro ano completo de atividades), a Innova está convencida que é preciso ir além da política comercial. Segundo Marcelo Bianchi, diretor comercial da empresa, para conquistar a confiança e, consequentemente, a fidelização dos clientes é preciso valorizar o relacionamento - mote de uma ampla campanha de comunicação que a empresa vem fazendo este ano. “A Innova aposta no relacionamento com o cliente para conquistar relacionamentos de longo prazo”, conta.
Em 2000, a empresa fechou o ano com um faturamento US$ 133 milhões e acredita que este ano alcançará os US$ 220 milhões – 65% de crescimento, representado por um ano completo de atividades, considerando que no ano passado a planta de poliestireno partiu apenas em setembro.
Com a maior capacidade produtiva de estireno e poliestireno do Brasil (250 mil t/ano de estireno e 120 mil t/ano de poliestireno (PS), a empresa tem como objetivo ser líder sul americana na comercialização das duas matérias-primas. Seu excedente produtivo de PS deverá ser exportado, principalmente para os EUA, agregando cerca de US$ 20 milhões como superávit na balança comercial brasileira.
Um dos principais mercados para os fabricantes de plásticos, são os produtos de linha branca, como refrigeradores. Este segmento garante cerca de 15% do consumo nacional de poliestireno, aproximadamente 50 mil toneladas ano. “Os segmentos de linha branca e eletroeletrônicos serão os principais responsáveis pela significativa conquista do mercado de PS em 2001. “Acreditamos que esses dois setores continuarão sendo promissores em função de quatro fatores fundamentais: estabilidade econômica, menor índice de desemprego, redução da taxa de juros e melhores condições de crédito”, afirma Bianchi.
Somadas as capacidades de produção das fábricas brasileiras superará as 600 mil toneladas. O consumo interno cresce 6% a 7% ao ano e, mantido o ritmo, alcançará cerca de 350 mil toneladas em 2002. De importador, o Brasil passará a exportador de poliestireno.

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