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EDITORIAL
PARA REFLETIR...
GOSTARÍAMOS DE APROVEITAR este espaço editorial
para levantar um tema que julgamos ser digno de reflexão por parte de nossos estimados leitores.
DIZ RESPEITO ao rebaixamento do país, com relação à potencialidade para investimentos
externos, por parte de agências e bancos internacionais.
ORA, EM FEVEREIRO, ou seja, há pouco mais de 2 meses, reproduzíamos uma análise da Moody’s
Investors Service que elevava suas perspectivas sobre o Brasil ( para investimentos), de “estável” para
“positiva”. Que fatores teriam levado, agora, para uma reversão de expectativas de maneira tão repentina?
A RESPOSTA TODOS SABEM: as mais recentes pesquisas eleitorais andaram apontando para um crescimento “preocupante”(segundo
essas agências e bancos internacionais) das possibilidades do candidato oposicionista chegar ao Planalto.
ESSE JULGAMENTO, deve causar repúdio e protestos veementes por parte de toda a sociedade brasileira, pois,
não tem cabimento o único País no mundo, inserido na democracia, que teve a maturidade para
apear do poder, um Presidente da República, por vias estritamente legais, sem nehuma conturbação
política ou econômica, estar sendo tratado como uma “republiqueta de bananas”.
É BOM LEMBRAR que o exercício da democracia plena pressupõe a possibilidade da alternância
do poder praticada, também, nos países ditos do primeiro mundo (vide Mitterand na França,
Felipe Gonzales, na Espanha, etc..) e, nem por isso, aconteceu nehum cataclisma!
OUTRO ASPECTO a se mencionar é o de que não estamos mais na época da “guerra fria” e quem
chegar ao poder, ainda que seja de oposição ao atual governo, sabe que não existe mais espaço
para radicalismos.
FINALMENTE, PARA QUALQUER UM que venha a assumir o comando da nação, a partir de 01/01/2003, ficam
as palavras do economista Sydney Latini, extraídas de seu artigo intitulado “Novos Rumos Para a Economia
Brasileira” (JP-Fevereiro 2002, pág7): “ é oportuno, agora – quando o País se prepara para
eleger novos governantes – criar condições para que técnicos desenvolvimentistas e técnicos
monetaristas se entendam em torno de novo plano de ação, que congregue governo e iniciativa privada,
não propriamente para abandonar o programa de estabilização e nem romper com o FMI, mas para
definir estratégias nítidas visando à recuperação do desenvolvimento com estabilidade,
sem abrir mão de nossa identidade cultural.”
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