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REVOLUÇÃO NA DOSAGEM DE MASTERBATCH:
GANHE DINHEIRO COM ISSO
Eng. A . Hamilton de Oliveira
Rax Service Ltda
Métodos antigos de dosagem
Desde os primórdios da utilização
do Masterbatch, os métodos de dosagem e mistura não haviam evoluído significativamente, nem
dada a devida importância à qualidade final do produto pigmentado e na redução de custos
que isto implica.
Até hoje, boa parte das empresas utilizam o antigo sistema de tamboreamento (muitas, ainda o fazem manualmente),
que trazem consigo inúmeros “ralos“, por onde escoam, sem controle, tempo e dinheiro. Nesses processos,
as medidas para a dosagem são “sacos de natural” x “canequinhas” de Master, utilizadas como padrão.
Se mais ou menos Master for utilizado, na melhor das hipóteses só o operador saberá. Além
disso, a quantidade final de mistura é fixa (múltiplo de um saco ou 25 kg) e sempre sujeita a contaminação
da área de preparação ou das próprias embalagens do material principal e do Master.
Quando não se utiliza todo o lote misturado, a sobra é ensacada e aguardará uma nova produção
daquela cor, aumentando o custo do estoque de materiais. Neste ínterim, a mistura armazenada estará
sujeita a toda sorte de imprevistos (umidade, contaminação, extravio, etc.) ocupando espaço
em estoque, além da necessidade de controle, o que nem sempre ocorre. Sem citar o espaço ocupado
pela área de mistura, gerando custos de mão de obra, movimentação e sujeira. No tamboreamento,
utiliza-se a tradicional betoneira (muito parecido com misturador de cimento). Dependendo da diferença de
densidade aparente entre o virgem e o Master (em certos casos o Master possui o dobro da densidade aparente do
virgem) a mistura final não é homogênea, pois a tendência é a de que os grãos
de Master (+ pesados) fiquem na periferia da mistura devido à força centrifuga.
Dosadores de rosca
Num segundo momento, foram lançados no
mercado os Dosadores de rosca. Foi uma evolução, mas deixou muito a desejar em função
de todos os problemas que acarreta em termos de operação, precisão, calibração,
manutenção, etc.
Neste tipo de Dosador o virgem desce por gravidade (sem controle) e o Master é lançado em meio ao
virgem.
Normalmente o dosador de rosca não tem misturador mecânico incorporado (este é um opcional
que encarece o produto) e todo o trabalho de mistura e homogeneização é feito na própria
rosca da máquina transformadora, o que pode gerar variações na cor final do produto. Além
disso:
A)Necessita estar conectado a um sinal elétrico da máquina para iniciar e finalizar a dosagem durante
o tempo de plastificação no caso de injeção, ou acompanhar a velocidade da rosca no
caso de extrusão.
B)Possuem motores elétricos com escovas / moto-redutores ou inversores de freqüência; de vida
útil curta e custo de manutenção elevado .
C)Exige troca de rosca e nova calibração se a produção variar (por exemplo: tamanho
de molde). Vários tamanhos de rosca para diferentes produtos.
D)Necessidade de cálculos para a regulagem do Dosador, o que muitas vezes confunde o operador, pois há
a necessidade de se saber o peso exato da injeção para cada molde (peças + galhos), ou no
caso da extrusão / sopro, a produção horária exata da máquina. Geralmente o
operador tenta regular o dosador por tentativa, tomando tempo, gerando refugo e consumindo mais Master do que o
necessário.
E)Se houver falhas nestes cálculos, o resultado irá refletir na cor do produto gerando refugos /
retrabalho e por conseqüência, desperdícios de material e tempo. Nestas situações
o que a maioria dos operadores fazem é aumentar a velocidade da rosca do Dosador sem preocuparem-se com
a maior quantidade de Master que está sendo utilizada, pois recalibrar o Dosador de rosca é muito
trabalhoso e demorado. Num setor altamente competitivo como o de transformação de plástico
estes custos fazem diferença, e no entanto são desprezados na maioria das empresas.
A REVOLUÇÃO - RDV - Dosador Volumétrico
Pneumático
Todos os fabricantes de periféricos, inclusive
do exterior, continuaram produzindo o sistema de roscas, mesmo com todos os inconvenientes acima descritos.
A boa nova surgiu na Brasilplast 2001, com o lançamento do Dosador volumétrico de Masterbatch RDV
de funcionamento totalmente pneumático. Uma patente da empresa Rax Service Ltda., localizada em Diadema
/ SP.
Com grande experiência na área e conhecimento dos processos de dosagem, desenvolveu e patenteou um
Dosador que levou em conta todos os problemas até então existentes (precisão, manutenção,
troca rápida de cor, calibração, etc.).
São enormes as vantagens do novo sistema sobre os anteriores, o que faz com que o retorno do investimento
seja muito rápido (ver gráfico).
Conclui na edição de maio do Jornal de
Plásticos.
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