Abril de 2004


Vendas de resinas para exportação de transformados
crescem 72% no primeiro trimestre do ano

Aumento corresponde ao esforço para estimular a exportação
de produtos plásticos manufaturados com maior valor agregado

        Dados divulgados pelo Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo (Siresp), em 19/04, mostram que as vendas de resinas para o setor transformador que exporta manufaturados plásticos cresceram 71,6% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2003. As resinas com melhor desempenho foram o Polietileno de Baixa Densidade (PEBD), com 181,7% de crescimento, o Polipropileno (PP), com 94%, o PVC com 47,9%, e Polietileno de Baixa Densidade Linear (PEBDL), com 37,6%.

        Os dados do Siresp apontam, ainda, aumento de 9,6% nas exportações diretas de resinas plásticas no período verificado. Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade, o aumento nas exportações reflete o trabalho coordenado pelo setor para desenvolver e elevar as exportações de resinas e produtos transformados.

        O consumo aparente (produção + importação – exportação = consumo aparente) verificado no primeiro trimestre deste ano apresentou crescimento de 3,4% em relação a igual período de 2003, alcançando 861.934 toneladas. A produção nacional de resinas também registrou aumento (2,9%), chegando a 935.981 toneladas. Destacaram-se o PP, com incremento de 19,8%, o Polietileno de Alta Densidade (2,2%) e o PEBD (1,4%).

Nafta petroquímica

        As pressões ocorridas sobre as cotações do petróleo no mercado mundial este ano mantiveram elevados os preços da nafta petroquímica e do gás natural. Como resultado, os preços internacionais das resinas plásticas aumentaram cerca de 20% nos dois primeiros meses de 2004.

        No mercado doméstico, a média de preços de matérias plásticas, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumula elevação de 10,87% neste ano. Já a nafta, que entre 2002 e 2003, aumentou 36% no Brasil, acumula alta de 12,7% somente nos primeiros meses de 2004.

 Segundo trimestre

        Segundo José Ricardo Roriz Coelho, o segundo trimestre apresenta melhores condições para o setor crescer. O executivo aponta como indicador a expectativa de aumento da produção na maioria dos setores industriais. “A utilização da capacidade instalada das indústrias aumentou quatro pontos percentuais de março para abril (de 78,2% para 82%), sendo o maior nível desde abril de 2001”. Para o presidente do Siresp, a redução na taxa Selic reforça ainda mais a expectativa de melhoria nos próximos meses.

 

www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio