![]() |
Abril de 2004 |
|
Déficit da balança de produtos químicos aumenta no primeiro trimestreO déficit da balança comercial de produtos químicos registrou aumento de quase US$ 600 milhões no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2003, passando de US$ 1,315 bilhão para US$ 1,907 bilhão. Os números são do Departamento de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Associação Brasileira da Indústria Química, com base nos dados do sistema ALICE. Segundo o levantamento, as exportações tiveram um aumento substancial, de 21%, passando de US$ 1,052 bilhão para US$ 1,272 bilhão. Porém as importações saltaram de US$ 2,367 bilhão para US$ 3,180 bilhão, um aumento de 34,3%. Os dados da Abiquim demonstram que o maior aumento das importações se deu no grupo de produtos inorgânicos, com média de 74%, resultado das importações de intermediários para fertilizantes, que aumentaram significativos 110%, saltando de US$ 253 milhões para US$ 531 milhões. O grupo de defensivos agrícolas também contribuiu para o aumento do déficit do setor, com um aumento de 87,9% nas importações, atingindo US$ 236 milhões, um incremento de US$ 110 milhões. Para Guilherme Duque Estrada de Moraes, vice-presidente executivo da Abiquim, os números refletem o bom desempenho da agricultura e do agronegócio no país. No lado das exportações, exceto o grupo de defensivos agrícolas, todos os demais grupos apresentaram, em média, crescimento das exportações, somando um aumento de US$ 221 milhões. Mercado Interno A fabricação dos produtos químicos de uso industrial subiu 16,58% em março de 2004, interrompendo a série de quedas iniciada neste ano. Os dados são do Relatório de acompanhamento conjuntural RAC da Abiquim, Associação Brasileira da Indústria Química O índice foi negativo em 10,11% em janeiro e em 2,59% em fevereiro. Como informado na edição anterior, no primeiro bimestre, tradicionalmente, a produção cai (como se pode observar no gráfico com a trajetória do IGQ produção dos últimos cinco anos). A elevada base de comparação do mês de dezembro do ano passado ajuda a explicar a queda dos dois primeiros meses. A considerável recuperação de março é atribuída a diversos fatores, podendo ser destacados: paradas realizadas nos meses anteriores; base fraca de comparação (mês de fevereiro com menor número de dias úteis, comparativamente a março); formação de estoques preventivos em empresas que realizarão paradas programadas nos próximos meses; recuperação de mercado em alguns segmentos; e, em menor proporção, formação de estoques preventivos, em decorrência da possibilidade de pressão por elevação de preços no mercado internacional, motivada pela recuperação da economia mundial combinada com a manutenção dos preços do petróleo, da nafta e do gás natural em patamares elevados. O índice de produção foi impactado também pela elevação da parcela de vendas ao exterior dos produtos amostrados no RAC. Nos três primeiros meses do ano, em volume, as exportações dessa amostra subiram 3,75%, No acumulado dos últimos 12 meses, o IGQ Produção foi 3,51% superior ao de igual período anterior. Vale salientar que esse resultado é atribuído basicamente ao aumento das exportações no ano passado, uma vez que as vendas destinadas ao mercado interno caíram 3,54%, no mesmo período de observação. O índice de quantum das vendas internas dos produtos químicos de uso industrial (IGQ Abiquim-FIPE Vendas Internas), conforme dados preliminares, registrou aumento de 16,21% em março de 2004, após ter apresentado queda de 11,93% em fevereiro. De acordo com as empresas que compõem a amostra do RAC, o desempenho positivo de março é explicado pela base deprimida de comparação, pela retomada das atividades em alguns segmentos consumidores e, conforme já comentado no índice de produção, pela formação de estoques preventivos. No acumulado do 1º trimestre de 2004, o índice de vendas internas caiu 0,23%, sobre igual período de 2003. Na análise dos últimos 12 meses, a variável acumula queda de 3,54%. |
|
www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio |