Abril de 2004



Empresários Alemães Apresentaram, em São Paulo, a K’2004

       Este ano de 2004 será o “ano das feiras” para os empresários brasileiros na Alemanha. Dentre os inúmeros eventos a serem realizados, destaca-se a “K”-Feira Internacional de Plástico e Borracha”, que acontece em outubro (20 a 27), em Dusseldorf, com visitação prevista de 4.000 empresários brasileiros, além, é claro, de significativo número de expositores “made in Brazil”.

        Com o sentido de promover junto à imprensa e aos empresários do setor as principais novidades a serem apresentadas na K 2004, estiveram em São Paulo, no dia 27 de abril, os Srs. Erhard Winkamp e Ulrich Reifenhauser, respectivamente, Diretor e Presidente do Conselho de Expositores da K 2004.

        Na ocasião, Ulrich Reifenhauser proferiu extensa palestra sobre a situação dos plásticos e borrachas a nível mundial e, também, sobre aspectos pertinentes à K 2004. A seguir, reproduzimos o trecho inicial deste importante trabalho, que poderá ser lido, brevemente, na íntegra, em nosso site- www.jornaldeplasticos.com.br :

        “A indústria do plástico é uma indústria que atua mundialmente, apoiando-se no crescimento qualitativo e quantitativo.

        O grande crescimento quantitativo está no aumento da população, na ampliação mundial do consumo e fundamenta-se nas grandes tarefas de infraestrutura, que ainda devem ser resolvidas em extensas regiões da Terra.

        O considerável crescimento qualitativo nos mercados desenvolvidos alimenta-se do emprego de plásticos em novos usos e pela substituição de outros materiais como o vidro e o metal nos usos conhecidos. As revoluções na área de material realizaram-se na surdina, por exemplo, no automóvel. Plásticos começam fazer forte concorrência ao aço como material - em utilizações visíveis, não só nos pára-choques, mas também sob o capô, e, eventualmente nos tubos de aspiração. Também nas embalagens houve muitas coisas feitas em favor dos plásticos: garrafas de água mineral de vidro, quase ninguém mais quer carregar para casa. Em vez disto, as pessoas compram garrafas leves feitas de PET.

        Tanto a nossa inteira infraestrutura, como também todas as tecnologias importantes do futuro não progridem sem os plásticos. Alguns exemplos:

        Plásticos são portadores da infraestrutura e tecnologias do futuro. No abastecimento da água e eliminação dos efluentes, no suprimento da energia, em todas as estruturas da comunicação - em todos os lugares, os plásticos não são apenas indispensáveis, muitas vezes eles oferecem também uma durabilidade mais longa e uma maior segurança que os materiais convencionais e são, portanto, a premissa para a eficiência e persistência.

        Plásticos são portadores de mobilidade ecologicamente e economicamente defensível. Aviões sem plásticos na estrutura e no acabamento interno nem poderiam mais decolar: A construção leve economiza combustível. Veículos modernos nas estradas oferecem maior potência e conforto com um consumo menor de combustível: sem o plástico um progresso inimaginável. O mesmo vale para veículos sobre trilhos: mais conforto e menos peso devido ao plástico.

        Plásticos são portadores do progresso médico. Biochipes para diagnóstico, vasilhames para as amostras nas análises, microbombas para a medicação, implantes para a terapia - no médico, no hospital e nos cuidados pós-operatórios nada é mais possível sem os plásticos.

        Plásticos são portadores do desenvolvimento de equipamentos esportivos, organização do lazer e atividades de wellness. Equipamentos para os esportes na moda, calçados  esportivos, bicicletas, aparelhos de jogos não são mais imagináveis sem os plásticos.

        Plásticos são portadores de todas as inovações de polímeros na eletrônica. Esta área fascinante de trabalho deve abrir inúmeros usos novos para os plásticos: deste diodos orgânicos via componentes eletroóticos e bioelétricos, além de chips de plástico, até células solares flexíveis. “Kunststoffe, die leiten und leuchten” (Plásticos, que conduzem e brilham) - este é o lema. Polímeros não poderão eliminar o silício como semicondutor, mas eles oferecem possibilidades totalmente novas para os produtos de massa a custo  vantajoso. Etiquetas de detecção das radiofreqüências (RFID) em smartcards para a identificação e controle de acesso ou como sistema de pagamento ou como bilhetes, como etiqueta para a identificação do preço, para o acompanhamento do produto na cadeia da logística ou na combinação com meios de empacotamento para a supervisão da qualidade do produto - muita coisa parece ser possível. O desenvolvimento chegou mais longe nos displays orgânicos (OLED): Os primeiros rádios de automóveis e celulares já se apresentam com o autoluminoso substituto ao LCD.

        Finalmente os plásticos ajudam vigorosamente a manter a economia em andamento. Eles reduzem o consumo de propulsores e combustíveis nos meios de trânsito e isolam edifícios - assim, economizam muito mais os portadores de energia fóssil do que os utilizados em sua fabricação. Aqui ainda se esconde um elevado potencial não aproveitado para os plásticos.”

 

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