Abril de 2005


NOTAS SINTÉTICAS

• A PLÁSTICOS VIPAL, GRUPO SEDIADO EM NOVA PRATA (RS), irá investir em 2005   mais de R$ 6 milhões em marketing para reforçar a idéia de sofisticação, tecnologia e alto valor agregado às esquadrias de PVC. Enquanto na Europa e nos EUA mais de 50% das esquadrias são produzidas por esse material, no Brasil parece prevalecer o valor cultural histórico do uso de madeira. Porém, o uso do PVC apresenta as seguintes vantagens: isolamento térmico 50% maior do que o da madeira ou do alumínio, maior isolamento acústico, baixa manutenção e alta durabilidade.

• FOI INAUGURADA EM BELÉM (PA), PELO PRESIDENTE Luis Inácio Lula da Silva, a primeira unidade produtora de biodiesel do Grupo Agropalma. Contando com um investimento de mais de R$ 2,5 milhões, a usina irá produzir combustível obtido a partir de resíduos de refino do óleo de palma, tendo capacidade para processar em torno de 8 milhões de litros/ano, visando substituir 100% do diesel convencional utilizado em seus veículos e em implementos no cultivo do próprio vegetal, e comercializar cerca dos 5 milhões de litros excedentes. O “palmadiesel” foi desenvolvido em parceria com a Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), contando com tecnologia nacional, realizada pela Dedini S/A, de Piracibcaba (SP).

• SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA QUÍMICA (Abiquim), o primeiro trimestre de 2005 revelou um maior crescimento de produção de químicos de uso industrial, ou seja, de mais de 8% em relação ao mesmo período no ano anterior, o que pode significar a retomada da atividade econômica do País: as vendas internas subiram e as exportações cresceram mais de 40% nesses três primeiros meses.

• A PETROQUÍMICA UNIÃO (PQU) ESTÁ PREPARANDO SUA ESTRUTURA logística para o recebimento da importação da nafta petroquímica. Segundo informações, prevê-se a construção de um terminal para o armazenamento da matéria-prima importada no porto de Santos (SP), a qual seguirá até Mauá (SP). O programa de importação está contando com o acordo da Transpetro, que detém os dutos e a estrutura pela qual a nafta será conduzida em solo nacional. Essa é a terceira vez, desde 2000, que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) autoriza a PQU a importar nafta petroquímica.

• POR FALAR EM NAFTA, A ELEVAÇÃO DO PREÇO DO PETRÓLEO LEVOU a Petrobras a anunciar um aumento na ordem de 18% no preço dessa matéria-prima vital da indústria petroquímica. Com isso, a indústria de resinas já se prepara para repassar aumentos de até 13% de seus produtos e a indústria de transformação acredita que, hoje - diferentemente de 2004, quando o Brasil possuía uma demanda mais aquecida da economia popular, permitindo que se fizessem repasses sem maiores dificuldades - o cenário encontra-se menos favorável. A nafta atingiu sua maior cotação histórica, sendo vendida pela Petrobrás por US$ 480.

• JÁ IMPULSIONADAS PELA ALTA DEMANDA POR PETRÓLEO, as Petrolíferas Royal Dutch/Shell e a Exxon Mobil têm registrado lucros recordes no início de 2005: a Shell registrou alta de mais de 27% no lucro nesses três primeiros meses, resultado de suas operações de refino, enquanto a Exxon, maior empresa petrolífera mundial, apresentou um aumento de mais de 40%, também nesse mesmo período.

• PORÉM, O SETOR PETROLÍFERO APRESENTA UMA PREOCUPAÇÃO que continua a ser subestimada: a carência de talentos na área de engenharia. O setor tem lutado para substituir a força de trabalho que está envelhecendo e atrair jovens formandos inteligentes. A idade média de engenheiros que trabalham nos campos de petróleo chega a mais de 50 anos, nos EUA, e não há recrutas suficientes para sustentar os investimentos planejados para os próximos 15 anos. Para dar conta desse problema, a Shell voltou a procurar profissionais nas universidades (depois de tê-las abandonado há alguns anos) e outras companhias têm recorrido a novas tecnologias para que os projetos sejam operados com menor número de engenheiros nos locais.

• A PETROQUÍMICA INNOVA, CONTROLADA PELA PETROBRAS, pretende inaugurar, em maio de 2005, o Centro de Tecnologia em Estirênicos (CTE), no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). Este deverá ser o primeiro centro de tecnologia da América Latina, voltado exclusivamente para o mercado de estirênicos – resinas termoplásticas, monômeros de estirenos e poliestirenos. A empresa está investindo mais de R$ 2,5 milhões na construção do prédio, de 1.000m², com laboratórios, escritórios e na aquisição de injetoras, extrusoras e termoformadoras, a fim de possuir equipamentos similares aos de seus clientes.

• UMA EXPERIÊNCIA PIONEIRA DA MAIOR IMPORTÂNCIA poderá acontecer em Belo Horizonte (MG): trata-se da instalação da primeira indústria brasileira de reciclagem de plásticos, gerenciada por uma rede econômica solidária, composta pela parceria entre 9 organizações de catadores de rua, além de outros apoiadores. Num terreno cedido em regime de comodato pela prefeitura, a nova indústria comunitária nasce de estudos patrocinados pela Fundação Interamericana, contando com o capital de giro inicial oriundo de doação da Fundação Banco do Brasil, da Brasil Prev e do Ministério do Trabalho. Na primeira fase da unidade, cerca de 200 tons/mês de plásticos deverão ser  granulados para serem utilizados pelo setor de transformação de plásticos; mas é objetivo desse empreendimento, também, iniciar a fabricação de produtos finais.

• CHILE REALIZA SUA FEIRA DE PLÁSTICOS: A ChilePlast 2005 acontecerá entre os dias 25 e 27 de maio próximos no Expocenter, em Santiago. Segundo os organizadores, são esperados mais de 7000 visitantes locais e do exterior, que terão a oportunidade de contatar mais de 150 expositores dos setores de matérias-primas, máquinas e equipamentos e transformadores. Para maiores informações os interessados podem ligar para a redação do JP: (21) 2717-0375.



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