Abril de 2005


25 anos de carreira de um jovem veterano

         Durante as realizações da Brasilplast, sempre temos a oportunidade de rever velhos amigos e companheiros do setor plástico, muitos dos quais nos visitam em nosso estande.

        Em sua versão 2005, não foi diferente. Dentre os muitos que por lá passaram, tivemos a oportunidade de receber Eduardo Sene Filho, Secretário Executivo do Siresp, Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas do Est. de São Paulo, que nos surpreendeu quando disse estar prestes a completar 25 anos de secretaria executiva daquela entidade. Imediatamente solicitamos ao nosso convidado que desse um depoimento ao JP sobre sua trajetória pois, sem dúvida nenhuma, trata-se de figura querida por todos do setor.

        Temos a certeza, portanto, que ao reproduzirmos suas palavras estamos, também, homenageando-o em nome de todo o setor petroquímico/plástico nacional:

        “No dia 05 de maio de 1980 entrei no Siresp, no lugar do saudoso amigo Viriato dos Santos que estava se aposentando. Naquela data ouvi inúmeras palavras que pareciam palavrões: metacrilato de metila, acetatos, melamina , politetrafluoretileno, cloreto de polivinila, emulsão, PEBD, PEAD e um tal de PP que era novo e, junto a isso, tinha telex do CIP, cota da CACEX, BEFIEX, similaridade e 90 empresas de segmentos totalmente diferentes: termoplásticos, termofixos, colas e adesivos, chapas acrílicas, formol e muitos outros. Naquele dia fui para casa e quase me perdi no caminho. No dia seguinte, ao entrar no Siresp, estava o amigo de sempre, Rubens Jana, da Polibrasil, com uma apostila básica sobre resinas, elaborada pela Dow e com  a cópia do curso sobre plásticos do amigo Ataliba do JORNAL DE PLÁSTICOS.

        Hoje, 25 anos após aqueles dias tumultuados, posso sentir, em primeiro lugar, o apoio de grandes amigos, diretores, associados e presidentes que passaram pelo Siresp e, dos que ainda continuam.               Tenho tido o privilégio de conhecer pessoas fantásticas no campo tecnológico, de assistir ao desenvolvimento de produtos, de vê-los no mercado posteriormente e, hoje, visitar as empresas de resinas e reelembrar as mesmas no passado. Parece um novo mundo extraído da ficção cientifica: por exemplo ver a fábrica da Innova, o canteiro de obras da Riopol, a Polibrasil e, principalmente, a quantidade de resinas produzidas agora e lembrar da fila de transformadores, que ficava no Siresp, interessados em uma pequena cota das mesmas.

        O tempo passou, e me sinto orgulhoso por ter dado, nem que tenha sido, uma ínfima contribuição ao setor, e ter podido ver de perto esta fantástica escalada do desenvolvimento...

        Não poderia deixar de agradecer, de coração, ao ‘Prof.’ Ataliba, que ligava para o Siresp quase todos os dias para comentar sobre o setor e acabava nos dando uma aula sobre plásticos, hoje seguido, pelo amigo Ângelo, que mantém o mesmo entusiasmo e pioneirismo do pai. Agradeço, portanto, a todos pela oportunidae de participar deste fantástico desenvolvimento.”  

 

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