Abril de 2005


Romi: Comparativo de Implantação e Gerenciamento de Fábrica

Setor de Engenharia - Injetoras de Plástico

Comparação do Custo Operacional:

O custo operacional de uma fábrica envolve todos os custosde produção, diretos e indiretos, como manutenção, água,energia elétrica, mão-de-obra, refugos, matéria-prima, etc...

No comparativo a seguir não serão contabilizados alguns custos operacionais com pequena diferença entre as plantas afim de simplificar o estudo.

Devido a pequena variação térmica da máquina e do ambiente na planta B, exige-se menor potência do sistema de refrigeração e assim baixo consumo energético;

• Menor quantidade de periféricos na planta B, gera um menor consumo de energia elétrica;
• O baixo fator de potência da planta A, ocasionado pela ineficiência das máquinas hidráulicas, exige um complexo banco de capacitores com objetivo de minimizar as perdas na rede através de energia reativa;
• Redução média de 35% no consumo de energia elétrica das máquinas injetoras, planta B, devido ao alto rendimento e simplicidade dos acionamentos das injetoras elétricas;

Tabela – Consumo de energia elétrica por peça/máquina:


Custo Operacional: Refugos;

Devido a altíssima precisão e repetibilidade das máquinas elétricas temos um índice médio de refugo de 0,2% na Planta B, contra 2,5% na Planta A. Nestes indíces foram incluidos as peças refugadas no ‘set up’ das máquinas injetoras.

O custo do refugo está dividido em duas partes:
- Custo da matéria-prima sucateada – R$8,93/kg (médio);
- Custo hora da máquina:        injetora hidráulica – R$35,00/hora;
                                              injetora elétrica – R$40,00/hora;


A tabela abaixo demonstra a diferença entre planta nos custos do refugo para cada peça/injetora:

Custo Operacional: Manutenção;

Com um numero reduzido de componentes (ausência de mangueiras, conexões, veda-ções e válvulas) e simpli-cidade dos acionamentos das injetoras elétricas, a planta ‘B’ tem 80% menos ocorrências de parada para manutenção do que na planta ‘A’.


O custo de manutenção das fábricas é segmentado em custo da máquina parada, peças e serviços, conforme descrito na tabela a baixo:

Custo Operacional: Matéria-Prima;

Tendo como base a mesma quantidade de peças produzidas por mês para as duas plantas de transformação, o custo de resina seria o mesmo. Porém na planta ‘B’ graças a mínima variação no peso das peças injetadas é possível utilizar um recurso denominado “deslocamento da curva normal de distribuição das peças injetadas”. Isso significa deslocar o peso médio das peças o mais próximo do limite inferior estabelecido, obtendo assim peças dentro do padrão de qualidade a um custo de matéria-prima inferior ao processo padrão.

A tabela a seguir demonstra o percentual de redução no peso para cada peça e assim a economia no custo de matéria-prima:


Resumo Comparativo do Custo Operacional:

A tabela abaixo demonstra a economia no custo operacional gerada pela planta com injetoras elétricas (Planta ‘B’) quando comparada a Planta ‘A’:

Assim é possível quantificar muitas vantagens da injeção com máquinas elétricas, como maior precisão, menor consumo energético, redução do calor gerado, maior produtividade e simplicidade dos acionamentos, em retorno financeiro. Contudo algumas das vantagens não podem ser mensuradas facilmente como, redução do nível de ruído, diminuição dos resíduos gerados (água, óleo, filtro e peças contaminadas), menor consumo de recursos naturais, harmonia com meio ambiente, facilitação à obter certificados (ISO 14000); todos esses benefícios não trazem uma redução direta ao custo operacional, mas certamente aumentam ainda mais a lucratividade da empresa.

 

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