JORNAL DE PLÁSTICOS - AGOSTO DE 2000

INTERPLAST ENCERRA
COM BALANÇO POSITIVO
DOS EXPOSITORES

Primeira edição da Feira Internacional de Plásticos deve gerar negócios de R$ 80 milhões nos próximos meses

Segundo a organizadora da primeira edição da Interplast - Feira Internacional de Plásticos, Messe Brasil, que se encerrou no sábado, 26 de agosto, há a perspectiva de serem gerados R$ 80 milhões em negócios nos próximos meses. As mais de 250 empresas do Brasil e do exterior foram visitadas por um público de 26 mil pessoas provenientes de todo o Brasil. Do exterior, foi registrada a presença de visitantes de 12 países, entre eles Alemanha, Áustria, Espanha, Portugal, Estados Unidos, México e de toda a América do Sul. A Interplast contou com empresas expositoras de cada segmento da cadeia produtiva de plásticos. Nos oito mil metros quadrados na Expoville estiveram presentes desde os fabricantes de máquinas, equipamentos, matérias-primas, transformadores, ferramentaria (matrizes e moldes) até serviços. A segunda edição da feira já tem data marcada para sua realização: de 20 a 24 de agosto de 2002.

Santa Catarina foi o estado pioneiro na transformação de plásticos há 55 anos, quando houve o ingresso da primeira máquina de injeção de plásticos manual no seu território. Na abertura da Interplast’2000 foi apresentada uma pesquisa encomendada pelo Simpesc - Sindicato da Indústria do Material Plástico no Estado de Santa Catarina -, que avalia o atual desempenho e comportamento competitivo da indústria de material plástico catarinense. As 200 indústrias transformadoras de material plástico do estado empregam 19 mil pessoas e atingiram um faturamento de R$ 1,7 bilhão em 1999. Com este desempenho, ainda segundo o Simpesc, Santa Catarina é o segundo pólo nacional do setor, atrás apenas de São Paulo.
No dia 23/08, representantes de sindicatos patronais de todo o país estiveram em Joinville na reunião da Abiplast - Associação Brasileira da Indústria de Plásticos -, para discutir as metas de crescimento traçadas para o setor. Os próximos oito anos serão dedicados a um plano audacioso que promete revolucionar o setor. O diretor da HDB/Engel, Herbert Buschle, participou do Cintec como palestrante e ficou impressionado com a quantidade e qualidade do público da feira e do congresso. “Recebemos visitas de clientes do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e até da Argentina. Continuaremos apoiando esta feira por sua qualidade e abrangência”, disse Buschle.

Expositores aproveitaram a Interplast para anunciar investimentos
A CRW Plásticos, de Guarulhos, participou da Interplast para divulgar a inauguração da planta de Joinville, que deve iniciar a produção em setembro. Com uma área construída de 1500 metros quadrados a produção será dedicada a demanda exclusiva da Embraco, para quem a CRW presta serviços de ferramentaria e fornece componentes e subconjuntos. Mas o projeto permite a ampliação para 5 mil metros quadrados, atendendo toda a região de Joinville e Curitiba. A unidade de Joinville está criando 60 postos de trabalho, com investimentos de US$ 2 milhões. “A previsão é de um faturamento de R$ 10 milhões no primeiro ano”, afirmou Derian Campos, responsável pela planta Joinville.

A Wortex, com sede em Campinas, anunciou na Interplast a joint-venture com a multinacional Munchy para produzir no Brasil uma gama maior de equipamentos. Os diretores da nova empresa Munchy- Wortex, Paolo de Filipis e Bob Hawkins acreditam que o futuro da joint-venture é promissor, uma vez que o mercado brasileiro é abrangente e a proposta de trabalho é voltada para o compromisso com a qualidade do atendimento e dos produtos.

A Brasimet, de São Paulo, aproveitou a realização da Interplast para divulgar investimentos de R$ 400 mil na unidade de Joinville para atender a demanda. De acordo com o diretor da Divisão de Serviços Industriais, Ronald Dietrich Rothe, estes investimentos devem alavancar o faturamento em 30% na filial de Joinville, em relação a 1999.

A Oryzon, com sede em Joinville, que fabrica uma linha completa de extrusoras de plásticos, fechou a venda de um equipamento para uma empresa de Minas Gerais. “Isso dá uma idéia da abrangência da feira. Os contatos durante o evento foram acima das expectativas”, disse Hilário Wolfgramm. A Oryzon está se associando à empresa alemã Ermafa, para ampliar o seu know how tecnológico.

Fabricantes apresentaram equipamentos de última geração
As empresas que participaram da Interplast’2000 apresentaram o que há de mais moderno em máquinas e equipamentos para a indústria de transformação. A HDB apresentou na feira as injetoras da marca Engel, reconhecida mundialmente pela qualidade e tecnologia avançada. O equipamento compacto permite a utilização de moldes maiores, proporcionando menor custo de investimento e de operação. Dotada de uma bomba hidráulica variável com controle eletrônico, permite alta precisão evitando refugo. A economia de energia entre 40 e 50% também é outra vantagem do equipamento.
A Battenfeld apresentou o Airmould - Modularsystem, que utiliza o processo de Injeção Assistida por Gás. Com esse sistema o tempo do ciclo da máquina e a quantidade de matéria prima utilizada pode alcançar uma redução de até 50%, já que as peças podem ter cavidades que são preenchidas com gás. Descoberta na década de 70, só há alguns anos esta tecnologia foi novamente reutilizada e com sucesso. Em 15 anos, a Battenfeld comercializou 1800 equipamentos com esse sistema, metade disso nos últimos três anos, o que dá uma idéia da aceitação do mercado.
De acordo com o supervisor de vendas e assessor técnico da Battenfeld no Brasil, Marcos Cardenal, as peças produzidas com este sistema, por terem um interior oco, também apresentam maior maleabilidade e durabilidade. As aplicações vão de móveis a gabinetes de televisores e peças de automóveis. Marcos Cardenal também apresentou o sistema no Cintec Plásticos, que esteve sendo realizado junto à feira. “Em função da palestra, obtivemos até agora quatro contatos interessados na compra do equipamentos que é uma novidade no Brasil”.
A Realpress, empresa com sede na Itália, montou sua primeira filial no Brasil em Curitiba em março deste ano. A Interplast é a primeira feira do país em que a empresa expôs as máquinas injetoras das linhas HT e MP. A linha de injetoras HT com acumulador destina-se ao mercado de ciclo rápido e não tem similar entre os fabricantes nacionais. Uma preocupação bastante difundida na Itália, a economia de energia é o grande diferencial deste equipamento, chegando a uma redução de até 30% do consumo. “Isto é possível pela tecnologia de acumulador de nitrogênio, que movimenta toda a máquina, com ganho de energia”, afirmou o técnico de desenvolvimento Mauricy Queiroz Caetano.

Reciclagem de plásticos é nicho de mercado com garantia de crescimento
Diversas empresas participantes apresentaram máquinas, equipamentos e processos especificamente para reciclagem de plásticos. Em países da Europa e dos EUA, a reciclagem de materiais plásticos já domina uma grande fatia do setor. No Brasil, este nicho de mercado está iniciando.

A empresa de Joinville, Recicle Ville, instalada numa área de 1400 metros quadrados e com capacidade de extrusão de plásticos da ordem de 220 toneladas ao mês, vai ampliar sua capacidade para 310 toneladas/mês até novembro, com uma nova linha de produção para atender o crescente mercado de reciclagem. “Com o aumento do preço da matéria-prima virgem, é cada vez maior a procura pela reciclagem do refugo que, dependendo da aplicação, pode ser totalmente reutilizado”, afirmou o diretor Nelson Pradella. Somente para atender os negócios fechados na Interplast, a Recicle Ville terá que aumentar a produção em mais 30%.

A Tria do Brasil - Recycling and Processing Solutions -, expôs moinhos para reciclagem de material plástico no estande da Luigi Miotto.
Reciclagem também foi o tema das três últimas palestras do Cintec Plásticos. A doutora Elen Beatriz Pacheco, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou a palestra Gestão Ambiental na Reciclagem de Plásticos; a diretora do Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentado da Fiesp, Ana Flores, falou sobre Reciclagem e Viabilidade Econômica; Sílvia Rolim, assessora técnica da Plastivida/Abiquim, apresentou o resultado da Pesquisa dos Recicladores de São Paulo e Rio Grande do Sul. As palestras encerraram com um debate sobre o tema Reciclagem/Meio Ambiente.
A Interplast foi realizada pela Associação Comercial e Industrial de Joinville - Acij, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos - Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Plásticos - Abiplast, Escola Técnica Tupy, Instituto Superior de Tecnologia, Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina - Simpesc e Bolsa de Negócios Subcontratação de Santa Catarina. O evento contou também com o apoio do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - Fiesc, Sebrae/SC, Governo de Joinville, Promotur e Expoville.

JORNAL DE PLÁSTICOS divulgou a FEBRAPLAST NET
Durante a realização da Interplast 2000, tivemos a oportunidade de realizar ampla divugação de nosso mais recente evento na internet: FEBRAPLAST NET.

Naquela oportunidade estivemos visitando grande parte dos expositores da Feira de Santa Catarina que nos receberam sempre de maneira atenciosa e, em sua maioria, apoiaram de maneira, por vezes entusiasta nosso projeto.

Dentre as personalidades destacamos:
AB PLAST - Ajislaine de A. Coelho; ALPES - Alessandra R. Vicentin Zambaldi; ASTROTEC LTDA - Dalmir Jeske; AUTEC - Sidnei V. Baía; BAUSANO DO BRASIL - José Mendonça da Silva;BLUFER - Sergio Pintarelli; CESTARI - Amauri Dellallibera; COM. E EPRESENTAÇÕES NMP LTDA- Nelson Prochnow; CRW PLÁSTICOS - Maurício Mantovani; ENGEFIBRA - Irajá Ramires de Souza; FCS DYMAX - André Huang; GLOPRESS - Marc Jansen; HAAKE - Dr. Hans-Michael Petri; IMP. E EXP. DE MEDIDORES POLIMATE LTDA - Engº Marcelo Alub; IND. MECÂNICA NTC LTDA - Nelson Aloysio Neumann; ISOTRON - Armando H. Ganna; LIGOPLASTIC - Hugo H. Janzen; LUIGI MIOTTO - Luciano Miotto; MACROPLAST - Marcelo R. de Sousa; MAGMAR - Engº Magno Reis Junior; MASTIP - Marcos Moraes; MATIZAPLAST - Alcione João Saut; METALÚRGICA RICARDO LTDA - Ana Flores; MOLIPOREX - Antonio Pinheiro; MOTAN - Carlos Faustino; MÜLLPLAST - João Francisco Müller; MUNCHY - Bob Hawkins; NEOTÉCNICA - Carlos Alberto Guth; ORYZON - Engº Carlos R. Ribeiro; PLASTENG IND. E COM. LTDA - Gilberto Rozemberg; PLASTIMASTER - Florial Tenório Junior; POLIMARKETING - Luiz Henrique Hartmann; POLIMOLD - Maurício Brunelli; REALPRES - Sauro Pepa; REFRISAT - João Vicente; REIFENHAUSER - Miguel Gross; RESINPÓ - Paulo de Valentim; SANSUY S/A - Takeshi Honda; SCREENER - Tadashi Fukino; SERMO DO BRASIL - Natalia Silva; STAN PLAST - Lucio Souza; STAR SEIKI BRASIL - José Roberto de Moraes; TECHNOSERVICE - Johann Hollerschmid; TOOL MACHINE - Rolf Fischer; WITTMANN DO BRASIL LTDA - Alejandro Wiederhold; WUTZL - Cezar Ludolfo Kalckmann.

WITTMANN promoveu almoço durante a INTERPLAST 2000
No dia 23/08, durante a realização da Feira, a Wittmann, empresa especializada em robótica e automação que, recentemente, inaugurou uma fábrica em Campinas-SP, promoveu um almoço com a imprensa no Parthenon Prinz Suite Hotel, no centro de Joinville.

O JORNAL DE PLÁSTICOS fez-se representar, na ocasião, através do Engo. Ângelo Roberto Sardinha Chagas, Diretor Técnico e José Simantob Netto, Consultor Associado.

Durante o agradável encontro, que teve como “mestre de cerimônias”o Diretor Geral da Wittmann no Brasil, Alejandro Wiederhold, foi feita uma explanação das atividades da empresa e dos equipamentos que estiveram sendo exibidos durante a Interplast.

A WITTMANN global
A Wittmann é detentora de 60% do mercado automotivo europeu, aproximadamente 28 % do total do mercado norte americano e, por enquanto, uma pequena parcela dos mercados asiático e sul americano, de robôs.

Com estas participações de mercado e um faturamento de US$ 100 milhões em 1999, a Wittmann é hoje, com certeza, um dos dois maiores fabricantes mundiais de robôs e equipamentos auxiliares para a indústria do plástico.

A WITTMANN no BRASIL e na América do Sul
O foco da recém constituída Wittmann do Brasil é, num primeiro momento, o mercado brasileiro e logo em seguida também o mercado sul americano, onde a partir de agora devem ser alcançados expressivos ganhos de participação. As boas expectativas prendem-se ao fato de a unidade brasileira, apesar de iniciar importando equipamento para revenda, já no fim de 2000 estar nacionalizando a produção dos primeiros equipamentos.

Com um investimento inicial de US$ 2 milhões e uma previsão de faturamento de US$ 15 milhões anuais dentro de três anos. O mercado brasileiro deverá ser responsável por 70% do faturamento na América do Sul.
Além de uma forte estrutura técnica, comercial, de treinamento, assessoria em processos de transformação de termoplásticos e peças de reposição, a Wittmann do Brasil também deverá oferecer financiamento aos clientes brasileiros.

Com a nacionalização dos equipamentos e o financiamento, a Wittmann pretende dar oportunidade inclusive aos clientes médios e pequenos para automatizarem suas produções, um dos fatores indispensáveis para obter os ganhos de produtividade necessários para fazer frente à concorrência globalizada.
Até o fim de 2000 a Wittmann do Brasil deverá estar montada a estrutura para atender ao mercado sul americano, em moldes parecidos com o Brasil, dando forte ênfase ao suporte técnico de processo e manutenção.

Linha de produtos WITTMANN
Próprios:
1.1 – Reguladores de Fluxo (Rotâmetros);
1.2 – Controladores de temperatura;
1.3 – Robôs e Sistemas de Manipulação;
1.4 – Alimentadores e Sistemas de Alimentação;
1.5 – Secadores e Desumidificadores;
1.6 – Moinhos.
Terceiros:
2.1– Unidades de Água Gelada e Sistemas de Refrigeração (Mecalor);
2.2 - Dosadores Gravimétricos (Maguire).

Como a proposta da Wittmann é oferecer ao seu cliente o mais completo leque de produtos voltados à automação dos processos de transformação de termoplásticos, sempre que o equipamento não faça parte da linha de produtos próprios, haverá uma parceria com empresas de renome na especialidade.

O parceiro MECALOR
Fundada em 1960, a Mecalor é uma empresa de tecnologia que se dedica ao projeto, fabricação e instalação de Sistemas de Água Gelada e de Estufas ou Equipamentos Especiais para a realização de ensaios climáticos na indústria.

Ao final de 1997, após grandes investimentos em treinamentos e equipamentos, conquistou a ISO 9001 concedida pela renomada ABS Quality Evaluations, Inc, sagrando-se a única empresa do ramo a ter esta cobiçada certificação.

A Mecalor é líder de mercado nos dois setores em que atua: Unidades e Sistemas de Água Gelada (incluindo chillers) e Equipamentos Especiais. Cerca de 60% das vendas são decorrentes da linha de Unidades Móveis de Água Gelada e de Chillers utilizados para resfriar os mais diversos processos industriais.

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