AGOSTO DE 2001

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SIRESP
Triênio 2001/2004

Presidente
Jean Daniel Peter

1º Vice-Presidente
José Ricardo Roriz Coelho
2º Vice-Presidente
Alexandrino de Salles R. de Alencar
3º Vice-Presidente
Heinz Friedrich Mayer
4º Vice-Presidente
Gonzalo Barquero
1º Diretor Tesoureiro
Almir Daier Abdalla
2º Diretor Tesoureiro
Hélio Couto Viveiros
1º Diretor Secretário
Eduardo Berkovitz Ferreira
2º Diretor Secretário
Flávio Augusto Lucena Barbosa

DIRETORES
Henri Armand Slezynger
Jaime Paulo Antonio Sartori
Julio Cesar Rabelo
Luiz Arthur Ribeiro Briones
Raul Edgardo Bustamante
Sérgio Thiesen
Vitor Mallmann
Zoé Cecília de Araújo Moncorvo

CONSELHO FISCAL
Isidoro Quiroga
Milton José de França Barreto
Sérgio Martins Bezerra
Edson Roberto Simielli
Marcelo Callil Bianchi
Mario Dalla Costa

DELEGADOS REPRESENTANTES
JUNTO À FIESP
Jean Daniel Peter
Álvaro Fernandes da Cunha Fº
Heinz Friedrich Mayer
João Paulo Marques Canto Porto

DIRETORIA DO SIRESP
TOMOU POSSE

O Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas noEst. de São Paulo - SIRESP, marcou a posse de sua Diretoria, eleita para o triênio 2001/2004, através de um jantar realizado no dia 23/08, no Salão Promocional do prédio da Fiesp.

Ao concorrido evento, além da Diretoria eleita, estiveram presentes significativas ficuras dos setores petroquímico/plástico e máquinas & equipamentos, dentre elas Horácio Lafer Piva, Pres, da Fiesp e Luiz Carlos Delben Leite, Pres, da Abimaq.

Mais uma vez guindado a Presidência do SIRESP, Jean D. Peter, na ocasião, fez importante pronunciamento dando enfase a delicada situação que o setor atravessa.

A seguir transcrevemos, na íntegra, para conhecimento e reflexão do mercado o pensamento do Pres. Jean Peter:


“ Minhas senhoras e meus senhores, companheiros, e amigos, é com grande satisfação que esta recém empossada diretoria recebe seus companheiros e companheiras de indústria para este jantar de confraternização.

Agradeço em particular as palavras do nosso presidente e amigo Horácio Lafer Piva, que em muito nos honra com sua presença, hoje, aqui, entre nós. Agradeço também o apoio dos nossos 27 associados.

Embora não seja um momento para desgastá-los com longos pronunciamentos, entendo que este é o momento para prestar um rápido balanço das atividades do nosso sindicato e também projetar - um pouco - os desafios da indústria dos plásticos para o futuro próximo.

Três eram os objetivos principais do Siresp, além daqueles rotineiros da realidade sindical:
1 - Propor, aprovar e executar ações que visem o aumento da competitividade da indústria de resinas e da cadeia do plástico como um todo.
2 - Empreender ações visando a harmonização das relações e ações conjuntas entre os diversos elos da cadeia do plástico, desde o produto de olefina ao último estágio de transformação.
3 - Lutar pela reforma tributária ou, pelo menos, reduzir as assimetrias tributárias, que injustamente desfavorecem sistematicamente o setor de plásticos.

Pois bem, a não ser uma significativa melhoria nas relações entre os diversos elos da cadeia aqui cito com prazer os projetos, cunjuntos com a Abiplast, nas questões tributárias e na defesa da competitividade do setor. Com a ABIEF, na busca de uma solução aos problemas conjunturais, que em muito nos afligem no momento. Com a Afipol, no desenvolvimento de instrumentos para viabilizar exportações de transformados

Ainda nesse campo, estas e muitas outras iniciativas - como o workshop anual da indústria - mostraram progresso e realizações.

No que tange à questão tributária, estamos lutando. Temos um grupo de trabalho estudando propostas para, no mínimo, assegurar isonomia de tratamento tributário para as resinas sintéticas. Há sinais de progresso... nessa área.

Existe no entanto, mais uma grande ameaça no horizonte - na proposta de criação de um imposto que viria na forma de uma “Contribuição de Intenção no Domínio Econômico”, sobre os derivados de petróleo e combustíveis. Sem uma adequada definição poderíamos estar criando um custo adicional à matéria-prima básica da cadeia do plástico, a nafta.

E esta tem sido a área de maior preocupação e frustração da indústria desde a aplicação de uma sistemática transitória, porém atual, de precificacão da nafta petroquímica.

Nunca, nos meus 34 anos de vida profissional, a indústria do plástico-produtores de olefinas, resinas e transformadores-estiveram numa situação tão crítica. E eu até me aventuraria a dizer “dramática”, em termos de sua viabilidade financeira. A cadeia do plástico está numa “morsa”, espremida por duas forças de compressão.

De um lado tem o monopólio da Petrobrás, que insiste em comercializar a nafta produzida no País em “dolares”, relacionando o produto nacional ao preço mais elevado do mercado mundial, e ainda com uma “sobretaxa”.

Nossa indústria compra da Petrobrás, aproximadamente 12 milhões de toneladas/ano de nafta. Podemos afirmar, sem margem de erro, que somos um dos maiores compradores mundiais deste commodity. No entanto estamos pagando o mais elevado preço do mercado, para compradores dessa dimensão. Isso é inadmissível.

Por outro lado, nossos transformadores enfrentam compradores cada vez mais fortes e um enorme poder de barganha. Alguns desses já se tornaram oligopolizados, como por exemplo os supermercados e a indústria automotiva.

Assim, a cadeia do plástico tem, de um lado, preços em dólar - exarcebados inclusive pela atual desvalorização do real -, fixados pelo spot europeu e, do outro lado, produto vendido em real, sem aceitação de aumentos de preço. Esta situação está causando uma brutal compressão de “margem da indústria”. Esta levando, com raras exceções, a indústria a uma situção dificílima, enquanto a Petrobrás bate recorde de lucro! É óbvio que tem algo de errado nesso processo.

Assim, senhoras e senhores, a indústria de resinas termoplásticas encerra o primeiro semestre de 2001 com uma queda de 3,47% no consumo aparente, após 8 anos de crescimento sustentado.

Em função do custo das matérias-primas, o setor está exportando 8,04% a menos de resina, in natura, que no primeiro semestre de 2000. E a venda para exportação de transformados caiu 19,10%, sempre comparado com igual período do ano interior.

É um quadro nada brilhante quando comparado aos US$ 2 bilhões em exportações que foram atingidos no passado.

Há um comportamento conjuntural nesse desempenho, não podemos negar. Porém, o fato é que o produto FOB coreano e outros são hoje ofertados a preços inferiores ao eteno comprado pelos produtores de resinas das centrais. Algo precisa ser feito e o Siresp entende que:
1 - O preço da nafta precisa ser atrelado à realidade interna (preço em reais). Sem dúvida alguma, a relação com preços internacionais pode existir, porém não como é hoje (100% preço spot europa + fretes + variação cambial) para um produto produzido no Brasil. Só a Petrobrás consegue isso...
2 - Resolver a questão da isonomia tributária dos produtos transformados e outros aspectos tributários.
3 - E, por fim, devemos continuar a cimentar nosssas relações entre os diversos elos da cadeia.

Proponho que, em vista da crise em que nos encontramos nesse momento, instalemos de imediato um “Forum de Debates”, em que participem representantes das centrais Abiquim/Coplast, Siresp, Abiplast, Abief, Afipol e outros, se necessário, para encontrarmos soluções para os probelmas atualmente enfrentados pela cadeia do plástico.

Companheiros e amigos presentes, lamento não ter melhores notícias no momento. No entanto, estou seguro que unidos poderemos resolver todas estas dificuldades.

Já fizemos isso no passado. Rocordo-me do “drawback verde-amarelo”, que em 1982 salvou a indústria. Há soluções possíveis e há vontade dos empresários. Temos apoio das federações e até na área trabalhista. Temos, no entanto, que atacar o problema de frente e juntos.

Muito obrigado e bom jantar a todos”.

   

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