AGOSTO DE 2002


EDITORIAL

CONSOLIDAÇÃO DA BRASKEM

PARA UMA PUBLICAÇÃO que há 46 anos ininterruptos, editada mensalmente e sob a mesma direção, vem contando a história do setor petroquímico/plástico nacional, o registro de fatos relevantes é por demais importante, pois, confunde-se com a própria história e trajetória de nosso veículo.

PARA SE TER UMA IDÉIA, quando o JORNAL DE PLÁSTICOS foi lançado, em julho de 1956, a “indústria petroquímica” era constituida de dois produtores de poliestireno, a fabricação de máquinas para plásticos, no Brasil, também praticamente inexisitia, e o número de indústrias de transformação plástica, em todo território nacional, não passava de 300 empresas!

POSTERIORMENTE, com a disseminação e o aumento da demanda pelos plásticos, (trabalho aliás, em que o JORNAL DE PLÁSTICOS teve expressivo papel), já em meados da década de 60, surgiram, em São Paulo, a Petroquímica União e o Pólo Petroquímico Paulista (empresas de 2a. geração), embrião para o surgimento do modelo tripartite (estado + empresa nacional + empresa estrangeira), que desembocaria , já na década de 70, na Copene /Pólo Petroquíimico da Bahia e Copesul / Pólo Petroquímico do Sul, ou seja: Central de Matérias Primas + Empresas de 2a. geração.

NO COMEÇO DOS ANOS 90 foi iniciado o processo de privatização do setor petroquímico que, em verdade, só agora, em 16/08, concretizou-se totalmente com o início oficial das atividades da Braskem.

NESSE DIA, a assembléia de acionistas da Copene aprovou a operação que fez desaparecer além da própria Copene, OPP, Trikem, Proppet e Nitrocarbono, congregadas, agora, em uma única empresa - Braskem - controlada pelos grupos Odebrecht e Mariani.

FINALMENTE, SEGUNDO INFORMAM, em seu site, “a Braskem trabalha comprometida com o crescimento de toda a cadeia petroquímica, em conjunto com seus clientes - os transformadores de produtos plásticos (a terceira geração petroquímica) - no desenvolvimento de produtos e na busca de novos mercados e oportunidades de negócios. Gerida de acordo com os princípios da boa governança corporativa, a empresa mantém política de prestação de contas, transparência para com o mercado de capitais e eqüidade no tratamento aos acionistas.”


www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio