AGOSTO DE 2002


INTERPLAST 2002 ENCERRA COM
BALANÇO POSITIVO DOS EXPOSITORES

Segunda edição da Feira Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico
gerou negócios de R$ 100 milhões e atraiu um público de 25 mil pessoas


No estande do JORNAL DE PLÁSTICOS, José Pires,
representante em SP e Engº Ângelo Roberto S. Chagas, Diretor

A Interplast 2002 - Feira e Congresso Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico, encerrou no dia 24/08, na Expoville, consolidada como o segundo mais importante evento da indústria do plástico nacional e o maior evento de negócios realizado em Joinville (SC).

Participaram, em 196 estandes mais de 250 empresas nacionais, do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, e internacionais da Áustria, Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, Itália, Espanha, Nova Zelândia, Coréia do Sul, China e Estados Unidos.

De acordo com Luiz Roberto Lepeltier, diretor da Messe Brasil Feiras & Promoções, foram levantados R$ 100 milhões em negócios que serão concretizados num período de até doze meses pós-feira, R$ 10 milhões a mais do que a expectativa inicial. Um público de 25 mil pessoas, dos quais 70% formado por profissionais, provenientes de todo o Brasil – AL, AM, BA, CE, ES, GO, MA, MG, MS, PE, PR, RJ, RS, SC, SP, entre outros - visitou a Expoville durante os cinco dias da feira. Do exterior, foi registrada a presença de visitantes da Alemanha, Argentina, Cabo Verde, Chile, Coréia do Sul, Equador, Espanha, Estados Unidos, Japão, Itália, Paraguai, Portugal, Taiwan e Uruguai, entre outros. “É por estas razões que o Simpesc, com muito orgulho, não só tem apoiado a Interplast e o Cintec Plásticos, que têm por finalidade a atualização e o desenvolvimento do setor, mas também tem se envolvido na estruturação destes eventos, sendo parceiro da Messe Brasil e da Sociesc”, declarou Nivaldo Nass, presidente do Simpesc e vice-presidente da Abiplast.

Os expositores manifestaram entusiasmo com a quantidade e o nível dos contatos mantidos durante o evento. E apesar do momento não ser favorável à investimentos, muitos expositores efetivaram negócios durante a feira, com a comercialização de equipamentos de R$ 8 mil a R$ 300 mil. O gerente comercial da Battenfeld, Inácio Moraes, não poupa elogios a organização da Interplast. “A capacidade da Messe Brasil em divulgar a feira é impressionante. Tivemos visitantes de todo o país e os contatos e negócios levantados na Interplast foram muito bons. Além disso, Santa Catarina e, em especial Joinville, tem uma participação muito forte neste setor. Só lamentamos que o espaço de exposição não seja maior”. A empresa com sede em Barueri (SP) comercializou as três injetoras para termoplásticos que trouxe para a Interplast, com preço médio de R$ 200 mil e diversos negócios foram engatilhados.

Outro que se mostrou impressionado com a qualidade dos contatos realizados foi Volnei Luis Amadori, representante comercial da Engemaq, de Caxias do Sul (RS). “A vinda de visitantes qualificados demonstra que houve um trabalho realmente forte de divulgação”, concluiu. Para comercializar as três máquinas para produção de moldes e ferramentas, com valores entre R$ 50 mil a R$ 100 mil, a empresa flexibilizou prazos com condições especiais para a feira.

A PlastMac Coml. de Peças, de Curitiba (PR), expôs máquinas injetoras e extrusoras das marcas Sandretto, Miotto, Xaloy, e Moretto. Segundo o representante Nelson Medaglia, foram comercializados oito máquinas com valor médio de R$ 120 mil, sendo seis para empresas paranaenses e duas para empresas catarinenses dos setores de embalagens, chapas, conexões e construção civil em geral.

A Wittmann, com sede na Áustria e filial em Campinas (SP), apresentou sistemas de alimentação para pó e secadoras de ar quente com preços médios de R$ 9 mil. “Vários projetos foram levantados na feira”, afirmou o diretor geral da empresa no Brasil, Alex Wiederwald. De acordo com Osvald Nagel, a Arburg, da Alemanha, fabricante de máquinas injetoras hidráulicas, aproveitou a feira para divulgar o primeiro Centro Tecnológico da Arburg na América Latina, que está sendo construído em São Paulo.

Marcelo Brand, representante da Maicopresse, empresa de máquinas injetoras paranaense, acredita que a Interplast é importante para o mercado pois abre caminhos para novos negócios. Edson Steuernagel, coordenador comercial da Herten, de Joinville, também concorda que a feira contribui para fortalecer a posição da empresa no mercado e a prospecção de novos clientes.

Romi
O maior fabricante nacional de máquinas injetoras esteve presente na Interplast 2002 expondo seu sucesso de vendas, a Primax 65 R ,Painel Controlmaster 8 , Euromap 366 ,189 g ( PS ) ,fechamento 65 Toneladas.

Na ocasião, o equipamento injetava potes alimentícios utilizando PP -CP 141 da OPP, com ciclo de 3,4 s.

A Romi também apresentou seu novo painel de controle Controlnaster 8 .

Na foto,da esquerda para a direita,os senhores Arilton Geraldo de Lima -Vendas Injetoras Para Santa Catarina, Antonio de Pádua Dottori - Chefe Setor Mkt Injetoras para Termoplásticos, José Pires, representante do JORNAL DE PLASTICOS, Domingos Massucato, da Engenharia do Setor Mkt Injetoras.

Dacarto Benvic
Joint venture entre a Solvay Benvic e a Dacarto Ind.de Plásticos S/A, esteve presente na Interplast 2002 expondo sua linha de compostos de PVC.

Atuando em praticamente todos os segmentos atingidos por este termoplástico, a empresa conta com uma equipe de profissionais especializados para atendimento no desenvolvimento de variados tipos de compostos de PVC para os seguintes setores: construção civil (janelas, forros, divisórias, etc...); eletroeletrônica ; médico-hospitalar; alimentício (frascos, bisnagas ); filmes e laminados; fios e cabos elétricos; injeção de peças técnicas; perfís em geral; brinquedos.

Na foto, da esquerda para direita:Edson Polistchuck, Gerente de Marketing; Maria Helena Caminato, Chefe de Administração de Vendas; Paulo Reche, Gestor de Clientes.

Isotron
A Isotron esteve presente na Iinterplast 2002 apresentando sua linha de Chaves De Fim De Curso , Microinterruptores e Interruptores A Pedal.

Fornecedora exponencial dos fabricantes de máquinas do setor plástico, como as injetoras, a Isotron destacou-se no evento com produtos de alta tecnologia.

Na foto, os Srs. Edgard Wilkens - Diretor e Armando Guam - Gerente de Vendas e Marketing.

Darplas
No estande da Darplas, transformadora de plásticos pelo processo de vacuum-forming, com sede em São Paulo, os visitantes puderam observar os recentes desenvolvimentos de peças em vacuum forming para as industrias de equipamentos médico odontológicos, eletroeletrônicos, mobiliário de escritório e refrigeração. Ainda na linha de refrigeração a Darplas demonstrou também peças em vacuum como laterais de gôndola para supermercados com isolamento térmico em espuma de poliuretano injetada.

A Darplas atua no mercado desde 1987.

Clariant - errata
Em nossa edição passada, julho/2002, na reportagem sobre a Interplast, onde há uma menção à Clariant, divisão Masterbatches. houve um erro de grafia, na segunda linha, referente aos proudutos fabricados pela divisão: não é “...agentes nucleares..”, e sim “agentes nucleantes”.

A Clariant oferece na sua linha de aditivos, agentes nucleantes formulados de acordo com as necessidades do cliente na forma de pó e granulos.

As resinas termoplásticas aditivadas com esses agentes nucleantes, segundo informaou a Clariant, apresentam as seguintes vantagens: redução de peso, economia de matérias-primas, isolamento térmico e acústico, eliminação de marcas de afundamento, deformação e empenamentos, aumento na rigidez da parede e textura superficial.

Rodada de negócios do Núcleo de Ferramentaria da Acij

Motivado pelos bons negócios realizados nos dois primeiros dias, o Núcleo de Usinagem e Ferramentaria da Acij (Associação Comercial e Industrial de Joinville) aumentou para três dias a 1ª Rodada de Negócios de Usinagem e Ferramentaria, com ênfase aos setores metal-mecânico, plástico e subcontratação industrial. As 13 empresas do núcleo fizeram contatos com cerca de 50 empresas de outras cidades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. “Encontramos na Interplast uma ótima oportunidade para começar a fazer rodadas de negócios com os clientes”, destaca o presidente do núcleo, Hamilton Aguiar.

Além do grande número de indústrias do segmento – são 104 ferramentarias, 80% delas focadas em moldes para plásticos – o pólo de Joinville é reconhecido como ícone de excelência no gênero no Brasil. “Muitas ferramentarias se originaram de grandes empresas como a Fundição Tupy, Tigre, Cipla e Multibrás, criando uma sinergia de alto nível técnico”, afirma Aguiar.

Cintec 2002 Plásticos promoveu atualização tecnológica

O Cintec 2002 Plásticos – Congresso Internacional de Novas Tecnologias na Área de Plásticos reuniu, no Auditório da Expoville, 402 participantes do Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Amazonas, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e da Itália e da Espanha. A programação contou com 30 palestras técnicas.

Os palestrantes convidados de universidades, instituições de pesquisa e empresas fornecedoras de tecnologia e equipamentos são autoridades nas grandes áreas de abrangência do evento: Tecnologia de Moldes e Desenvolvimento de Produtos, Matérias-Primas (Polímeros e Aditivos), Processamento e Imagem do Plástico. “O número de participantes e de tantos lugares foi surpreendente e confirmaram a maturidade do evento. Ficou comprovado que os temas do congresso atenderam não só as necessidades das empresas regionais mas também de todo o país e do exterior”, afirmou Edmilson Sabadini Pereira, da Sociesc.

Encontro histórico reuniu principais lideranças do setor

Santa Catarina foi o estado pioneiro na transformação de plásticos há 57 anos, quando houve o ingresso da primeira máquina de injeção de plásticos manual no seu território e mantém a vice liderança como pólo nacional do setor, com 13,1% da produção nacional, atrás apenas de São Paulo. Devido a importância do estado para o setor e aproveitando a realização da Interplast o Simpesc – Sindicato das Industrias do Material Plástico no Estado de Santa Catarina, promoveu reunião histórica na quarta-feira, dia 21, com as principais lideranças do setor de toda a cadeia de plástico – petroquímica, resinas e indústria de transformação - em nível nacional. “Foi um acontecimento de extrema importância para o futuro do setor”, afirmou Nivaldo Nass.

Além do presidente da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, Merheg Cachum, que esteve em Joinville durante toda a feira, participaram como palestrantes os presidentes da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química, Carlos Mariani Bittencourt, e do Siresp – Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas de São Paulo, Jean Daniel Peter.

Para Jean Peter, do Siresp, a inserção brasileira nos grandes blocos de mercado, Alca e União Européia, com certeza virá, e a indústria nacional precisa se adaptar ao padrão internacional de qualidade, custo e preço. “O subproduto mais importante do esforço de exportação é estarmos preparados para competir interna e externamente com os grandes players internacionais”. Tanto o presidente do Siresp, quanto da Abiquim, afirmaram que os níveis de produção, cerca de 76% da capacidade instalada no caso da indústria química e de 73%, no caso da resina, nunca estiveram tão baixos. “Em se gerando novas demandas, e identificando novos mercados, as empresas estão prontas para o aumento do consumo”, declarou Carlos Mariani Bittencourt.

No caso da indústria da transformação, que está trabalhando com 80% da capacidade, Merheg Cachum, da Abiplast, faz coro aos seus companheiros da primeira e segunda geração. “É preciso obter o compromisso do governo para criar mecanismos de estímulo à demanda. A intenção é chegar em 2008 com uma capacidade de transformação de 7,6 milhões de toneladas “. O Simpesc formalizou um documento chamado “Carta de Integração” que será entregue na próxima semana aos candidatos à presidência da República e a todos os sindicatos e empresas do setor. Entre os segmentos prioritários para o aumento da demanda da indústria de plásticos estão o desenvolvimento do saneamento básico, o Construbusiness, o Agrobusiness, embalagens e exportação.

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