AGOSTO DE 2003


EDITORIAL

Uma Ponte Inusitada...

EM MEIO A SINAIS positivos de recuperação da economia, inclusive para o setor plástico,gostaríamos de relatar um episódio ocorrido em março do corrente ano durante a Brasilplast (ainda em tempos de plenas indefinições econômicas ), e que demonstra, de maneira inequívoca, a repercussão daquilo que é veiculado pelo JORNAL DE PLÁSTICOS (mídia impressa / mídia eletrônica - Internet).

DURANTE OS MESES de janeiro e fevereiro, dentre os equipamentos que uma determinada empresa colocara à venda e anunciara no JP, constavam algumas sopradoras Pavan Zanetti, do início dos anos 80.

APÓS UMA SÉRIE de interessados terem se manifestado, eis que recebemos, em nosso estande na Feira, a visita de um casal de bolivianos, sendo, ele, o Diretor Proprietário de uma indústria de transformação, em La Paz e, ela, sua representante no Brasil.

O CASAL “CHECOU” informações sobre os equipamentos e sua procedência e, na semana seguinte, partiram para o lugar onde se encontravam as citadas sopradoras e “fecharam,” imediatamente, o negócio.

A ESSA ALTURA DA HISTÓRIA, nossos prezados leitores devem estar se questionando e concluindo que a indústria boliviana deve estar, hoje, produzindo com equipamentos adquiridos de algum transformador de São Paulo (ou, no máximo, do interior) que estava vendendo alguma linha de produção que já não tinha mais interesse. Certo?

ERRADO! AS TAIS MÁQUINAS não estavam no estado “locomotiva” de nossa economia e nem ao menos estavam na Região Sudeste, como seria de se prever.

NA VERDADE A VIAGEM de nosso empresário boliviano foi para um pouco mais “acima” no mapa do Brasil: ou seja, para a Bahia, mas não em Salvador, o que já seria inusitado.

FIM DO SUSPENSE: as máquinas eram de um tranformador em Itabuna, isso mesmo, interior da Bahia!

“RESUMO DA ÓPERA”: para orgulho nosso, do JORNAL DE PLÁSTICOS, o empresário plástico boliviano tomou conhecimento dos equipamentos através do site do JP, contactou sua representante  no Brasil e esta lhe informou que teríamos um estande na Brasilplast; como dissemos acima, colheram  mais informações e acabaram por realizar, provavelmente, uma das mais inusitadas “pontes” de  negócio, em se tratando de máquinas e equipamentos usados para plásticos: a “ponte” La Paz - Itabuna!

E ENTÃO: não é para sentir orgulho de proporcionar negócios, como esse, há quase 1/2 século?


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