Agosto de 2004

 


EDITORIAL

Os Problemas de se Voltar a Crescer

        O BRASIL, REALMENTE, é um País sui generis: até há bem pouco tempo,  a dúvida era  se iríamos ou não crescer este ano.

        POIS BEM: não só cresceremos, mas também a expansão do PIB, que era estimada,  pelo próprio Governo,  em torno de 3 a 3,5%, já é projetada, pela maior parte do setor empresarial, para algo em torno de 4,5%.

        EM VISTA DISSO, o debate passou a ser como se escoar a produção elevada, já que as dificuldades de logística ( problemas de transporte, estradas ruins, etc..) são quase crônicas no Brasil.

        O GOVERNO, POR SUA VEZ, ACABA de sinalizar que sua preocupação principal para 2005 será justamente com esses setores de infraestrutura,  pretendendo  “correr atrás” para tentar facilitar o escoamento da economia em expansão.

        NO QUE DIZ RESPEITO aos plásticos, a situação tem mais complicadores: segundo alguns fabricantes de matérias primas, o crescimento acelerado da economia poderá fazer com que, em breve, se não forem realizados investimentos no setor petroquímico, passemos a ter que importar resinas.

        COM RELAÇÃO a isto, nós, do JORNAL DE PLÁSTICOS, que acompanhamos o desenvolvimento do parque petroquímico/plástico nacional há mais de 48 anos, gostaríamos de apresentar uma sugestão.

        DE FATO já existem várias propostas, a médio e longo prazo, em curso, para o aumento da capacidade produtiva  do setor petroquímico, tanto via nafta (petróleo), quanto através do gás natural.

        O QUE IMAGINAMOS, no entanto, é que talvez seja a hora de se reativar e atualizar a tecnologia que propicia a obtenção de eteno através do álcool, transformando-se (já que temos abundância de cana-de-açúcar) em via alternativa complementar e estratégica para fabricação de vários polímeros.

        VOLTAREMOS AO ASSUNTO em nossas próximas edições.


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