Brasilplast 2005 e Brasilpack 2006 são lançadas
com presença da Messe Düsseldorf
Eventos expõem novidades do plástico
e da embalagem, apresentadas nas feiras internacionais K
e Interpack, promovidas em parceria pela Alcantara Machado
Feiras de Negócios e pela empresa européia Messe Düsseldorf
Em encontro
com a imprensa, a Alcantara Machado Feiras de Negócios, a empresa
alemã Messe Düsseldorf e as associações Abiplast e Abimaq apresentaram
o plano de divulgação, promoção e realização das feiras Brasilplast
2005 e Brasilpack 2006. O evento contou com a presença de Manfred
Kotschedoff diretor da Messe Düsseldorf, uma das maiores promotoras
de feiras e eventos da Europa e parceira da Alcantara Machado
Feiras de Negócios, esta, representada pelo diretor Evaristo
Nascimento. Participaram ainda Merheg Cachum, presidente da
Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico; e
Guido Pelizzari e Maristela Simões Miranda, respectivamente,
presidente e vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas
e Equipamentos para a Indústria do Plástico da Abimaq – Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.
O diretor
da Messe Düsseldorf ressaltou a importância da parceria firmada
com a Alcantara Machado para a realização de três feiras brasileiras:
Brasilplast - Feira Internacional da Indústria do Plástico;
Brasilpack – Feira Internacional da Embalagem; e Fiepag - Feira
Internacional de Papel e Indústria Gráfica. Os eventos apresentam
em primeira mão os lançamentos das feiras realizadas pela Messe
Düsseldorf na Europa, a saber a K, a Interpack e a Drupa.
A próxima
edição da Brasilplast, realizada a cada dois anos, acontece
de 4 a 8 de abril de 2005, no Pavilhão de Exposições do Anhembi,
em São Paulo, com o lançamento da K 2004, que acontece em outubro
e é o maior evento internacional do setor. “A indústria brasileira
estará representada na K 2004 por 12 empresas, que apresentarão
máquinas, equipamentos e matérias-primas, e 3 mil visitantes,
informou Evaristo Nascimento, entusiasmado com a organização
de um “meeting point” para os brasileiros presentes na feira.
“Por outro lado, disse ele, a Brasilplast é a feira brasileira
com maior presença de empresas alemãs”.
O presidente
da Abiplast, Merheg Cachum, ressaltou que os oito dias de realização
da K são uma grande oportunidade para a indústria brasileira
mostrar sua capacidade. “Um número gigante de contratos é fechado
nessa feira”, disse ele. Ao apresentar os números do setor no
Brasil, Cachum ressaltou o grande potencial do mercado consumidor
brasileiro e mostrou-se confiante no programa Export Plastic,
lançado pelo governo em dezembro passado. Resultado de acordo
firmado entre o Instituto Nacional de Plástico (INP) e a Agência
de Promoção de Exportação (APEX), com apoio da Associação Brasileira
da Indústria Química (Abiquim) e da Abiplast, o programa injetará
R$ 5,2 milhões em recursos que beneficiarão os pequenos e médios
produtores. Cerca de 57% das quase 8 mil empresas do setor têm
até 50 empregados.
O segmento
de máquinas e artigos para plástico teve desempenho altamente
positivo no primeiro semestre de 2004. “O faturamento foi 55,5%
superior ao do mesmo período do ano passado”, ressaltou Maristela
Simões Miranda, da Abimaq. Além disso, as exportações aumentaram
63,9% no período, passando de US$ 16,85 milhões para US$ 27,63
milhões. A queda de 13,1% nas importações, que passaram de US$
70,08 milhões no primeiro semestre de 2003 para US$ 60,9 milhões
em igual período deste ano, colaboraram para reduzir o déficit
da balança comercial do setor.
Guido Pelizzari
salientou o nível técnico dos equipamentos brasileiros, cuja
qualidade e tecnologia oferecem a melhor relação custo-benefício.
Mas o setor sofre da falta de acesso ao crédito, lembrou. “O
parque brasileiro de máquinas é obsoleto”, disse o empresário.
“Mais de 70% das 48 mil máquinas instaladas no País têm de 15
a 30 anos, com níveis de consumo energético espantoso”. Em comparação
realizada entre máquinas injetoras de plástico com tecnologia
de 15 anos atrás e de hoje, verificou-se que, com a modernização,
o consumo de energia cai em 70%. “Promover o desenvolvimento
tecnológico e incentivar exportações sem acesso a crédito não
adianta”, concluiu.
Feiras
A Brasilplast
2005 ocupará os 76 mil metros quadrados disponíveis do Anhembi,
e deve contar com 1.500 expositores, de 35 países. Várias ações
estão sendo desenvolvidas no sentido de trazer o maior número
possível de compradores e visitantes com planos como desconto
em hotéis, companhias de aviação etc.
“Não devemos
nada a nenhuma indústria do mundo”, disse o presidente Lula,
ao lado do governador Geraldo Alckmin e da prefeita Marta Suplicy,
por ocasião da abertura da Brasilplast 2003. Dela participaram
cerca de 1.200 expositores e 49 mil visitantes, dos quais 1.592
estrangeiros, de 48 países. Durante a feira foram realizadas
vendas de máquinas correspondentes a três meses de faturamento
do setor, segundo a Abimaq.
Números do setor
Conforme
dados da Abiplast, o Brasil era o 8º consumidor mundial de plástico
em 2002, com uma parcela de 4,2 milhões de toneladas do consumo
mundial, estimado em 120 milhões de toneladas. Em 2003, a Indústria
de Transformação do Plástico faturou US$ 9.346 milhões. As exportações
de artefatos plásticos saltaram de US$ 495 milhões, em 2002,
para US$ 638 milhões, em 2003, enquanto as importações caíram
de US$ 871 milhões, em 2002, para US$ 827 milhões, em 2003,
reduzindo significativamente o déficit da balança comercial.
Em 2003 o
setor contava com 7.898 empresas e 224.941 empregados, e teve
um faturamento de US$ 9.346 milhões. O consumo aparente de artefatos
transformados plásticos foi de 3.847 mil toneladas. Os principais
segmentos do mercado de plástico brasileiro são os de embalagens,
com uma fatia de 40%; construção civil, com 14%; e descartáveis,
com uma participação de 12%.
Reciclagem
Segundo pesquisa
do programa Plastivida, da Abiquim, o índice médio de reciclagem
mecânica do plástico no País é, hoje de, 17,5%. Trata-se de
um nível relativamente alto, quando se considera que apenas
285 dos 5.590 municípios brasileiros contam com coleta seletiva
do lixo. O número é também alto, se considerarmos que o índice
médio de reciclagem de embalagens plásticas pós-consumo na União
Européia, onde existe uma legislação ambiental bastante rígida,
é de 22%.
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