Agosto de 2004


Brasilplast 2005 e Brasilpack 2006 são
lançadas com presença da Messe Düsseldorf

Eventos expõem novidades do plástico e da embalagem, apresentadas
nas feiras internacionais K e Interpack, promovidas em parceria pela
Alcantara Machado Feiras de Negócios e pela empresa européia Messe Düsseldorf

        Em encontro com a imprensa, a Alcantara Machado Feiras de Negócios, a empresa alemã Messe Düsseldorf e as associações Abiplast e Abimaq apresentaram o plano de divulgação, promoção e realização das feiras Brasilplast 2005 e Brasilpack 2006. O evento contou com a presença de Manfred Kotschedoff diretor da Messe Düsseldorf, uma das maiores promotoras de feiras e eventos da Europa e parceira da Alcantara Machado Feiras de Negócios, esta, representada pelo diretor Evaristo Nascimento. Participaram ainda Merheg Cachum, presidente da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico; e Guido Pelizzari e Maristela Simões Miranda, respectivamente,  presidente e vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para a Indústria do Plástico da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

        O diretor da Messe Düsseldorf ressaltou a importância da parceria firmada com a Alcantara Machado para a realização de três feiras brasileiras: Brasilplast - Feira Internacional da Indústria do Plástico; Brasilpack – Feira Internacional da Embalagem; e Fiepag - Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica. Os eventos apresentam em primeira mão os lançamentos das feiras realizadas pela Messe Düsseldorf na Europa, a saber a K, a Interpack e a Drupa.

        A próxima edição da Brasilplast, realizada a cada dois anos, acontece de 4 a 8 de abril de 2005, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, com o lançamento da K 2004, que acontece em outubro e é o maior evento internacional do setor. “A indústria brasileira estará representada na K 2004 por 12 empresas, que apresentarão máquinas, equipamentos e matérias-primas, e 3 mil visitantes, informou Evaristo Nascimento, entusiasmado com a organização de um “meeting point” para os brasileiros presentes na feira. “Por outro lado, disse ele, a Brasilplast é a feira brasileira com maior presença de empresas alemãs”.

        O presidente da Abiplast, Merheg Cachum, ressaltou que os oito dias de realização da K são uma grande oportunidade para a indústria brasileira mostrar sua capacidade. “Um número gigante de contratos é fechado nessa feira”, disse ele. Ao apresentar os números do setor no Brasil, Cachum ressaltou o grande potencial do mercado consumidor brasileiro e mostrou-se confiante no programa Export Plastic, lançado pelo governo em dezembro passado. Resultado de acordo firmado entre o Instituto Nacional de Plástico (INP) e a Agência de Promoção de Exportação (APEX), com apoio da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e da Abiplast, o programa injetará R$ 5,2 milhões em recursos que beneficiarão os pequenos e médios produtores. Cerca de 57% das quase 8 mil empresas do setor têm até 50 empregados.

        O segmento de máquinas e artigos para plástico teve desempenho altamente positivo no primeiro semestre de 2004. “O faturamento foi 55,5% superior ao do mesmo período do ano passado”, ressaltou Maristela Simões Miranda, da Abimaq. Além disso, as exportações aumentaram 63,9% no período, passando de US$ 16,85 milhões para US$ 27,63 milhões. A queda de 13,1% nas importações, que passaram de US$ 70,08 milhões no primeiro semestre de 2003 para US$ 60,9 milhões em igual período deste ano, colaboraram para reduzir o déficit da balança comercial do setor.

        Guido Pelizzari salientou o nível técnico dos equipamentos brasileiros, cuja qualidade e tecnologia oferecem a melhor relação custo-benefício. Mas o setor sofre da falta de acesso ao crédito, lembrou. “O parque brasileiro de máquinas é obsoleto”, disse o empresário. “Mais de 70% das 48 mil máquinas instaladas no País têm de 15 a 30 anos, com níveis de consumo energético espantoso”. Em comparação realizada entre máquinas injetoras de plástico com tecnologia de 15 anos atrás e de hoje, verificou-se que, com a modernização, o consumo de energia cai em 70%. “Promover o desenvolvimento tecnológico e incentivar exportações sem acesso a crédito não adianta”, concluiu.

Feiras

        A Brasilplast 2005 ocupará os 76 mil metros quadrados disponíveis do Anhembi, e deve contar com 1.500 expositores, de 35 países. Várias ações estão sendo desenvolvidas no sentido de trazer o maior número possível de compradores e visitantes com planos como desconto em hotéis, companhias de aviação etc.

        “Não devemos nada a nenhuma indústria do mundo”, disse o presidente Lula, ao lado do governador Geraldo Alckmin e da prefeita Marta Suplicy, por ocasião da abertura da Brasilplast 2003. Dela participaram cerca de 1.200 expositores e 49 mil visitantes, dos quais 1.592 estrangeiros, de 48 países. Durante a feira foram realizadas vendas de máquinas correspondentes a três meses de faturamento do setor, segundo a Abimaq.

Números do setor

        Conforme dados da Abiplast, o Brasil era o 8º consumidor mundial de plástico em 2002, com uma parcela de 4,2 milhões de toneladas do consumo mundial, estimado em 120 milhões de toneladas. Em 2003, a Indústria de Transformação do Plástico faturou US$ 9.346 milhões. As exportações de artefatos plásticos saltaram de US$ 495 milhões, em 2002, para US$ 638 milhões, em 2003, enquanto as importações caíram de US$ 871 milhões, em 2002, para US$ 827 milhões, em 2003, reduzindo significativamente o déficit da balança comercial.

        Em 2003 o setor contava com 7.898 empresas e 224.941 empregados, e teve um faturamento de US$ 9.346 milhões. O consumo aparente de artefatos transformados plásticos foi de 3.847 mil toneladas. Os principais segmentos do mercado de plástico brasileiro são os de embalagens, com uma fatia de 40%; construção civil, com 14%; e descartáveis, com uma participação de 12%.

Reciclagem

        Segundo pesquisa do programa Plastivida, da Abiquim, o índice médio de reciclagem mecânica do plástico no País é, hoje de, 17,5%. Trata-se de um nível relativamente alto, quando se considera que apenas 285 dos 5.590 municípios brasileiros contam com coleta seletiva do lixo. O número é também alto, se considerarmos que o índice médio de reciclagem de embalagens plásticas pós-consumo na União Européia, onde existe uma legislação ambiental bastante rígida, é de 22%.

 

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