Agosto de 2004


Romi: Economia de Energia em Máquinas Injetoras

Antonio Dottori
Setor de Engenharia de Marketing
Injetoras para Termoplásticos 

 

        Prezado cliente, usuário de injetoras:

        É de fundamental importância a participação de todos nas ações necessárias para enfrentarmos, com sucesso, os desafios surgidos com a crise de energia que atinge o Brasil neste momento. Precisamos converter, o máximo possível, as ameaças deste problema em oportunidades e preparar as nossas empresas para o futuro. O enfoque portanto não é somente de curto prazo, mas também, e principalmente para um longo período.

        Neste momento delicado por que passamos, é importante o máximo empenho para administrar esta questão da forma a mais racional possível, evitando ações precipitadas, seja subestimando ou superestimando o problema. O quadro requer cautela de todos nós, além de muita determinação.

        Como se sabe, o setor de transformação do plástico, considerado como a 3ª geração da cadeia petroquímica, constitui um dos maiores setores consumidores de energia elétrica do País, fazendo com que a difusão rápida da utilização dos equipamentos de tecnologia de ponta tenha uma

importância ainda mais relevante no contexto da atual crise energética.

        Com o objetivo de ilustrar a dimensão da economia de energia elétrica proporcionada pela introdução, no parque fabril do setor do plástico, de equipamentos mais modernos, seguem considerações e exemplos de máquinas injetoras para termoplásticos, com base em dados obtidos em pesquisas e experimentos entre diversos tipos e modelos de máquinas de fabricação nacional e importadas.

Motor elétrico com fator de potência (15%): Permite a utilização de motores com potência instalada bem próximo da utilizada, daí diminui a perda por POTÊNCIA REATIVA. A Potência Reativa é uma potência que se perde, não gera trabalho, é tão maior quanto for a diferença entre o nominal e o utilizado.

Quanto maior for a diferença entre a nominal e a utilização real, menor é o rendimento do motor, daí, maior o consumo. Solução são motores de alto rendimento que trabalham mais próximos das necessidades. Economias entre 5 e 6 % em relação a motores convencionais.

Motores elétricos de ALTO RENDIMENTO NOVA GERAÇÃO: A economia de energia pode chegar até 10%. São motores nacionais, já no mercado e utilizado pelos fabricantes de injetoras.

Menor massa em movimento dos componentes de injeção: Menor massa em movimento, menor a energia gasta para avanço da rosca durante a injeção, menor inércia, menor consumo (até 3%), maior precisão.

Bomba hidráulica de vazão infinitamente variável, controle eletrônico e balança de pressão: economia, dependendo do ciclo entre 30 e 50% na energia da bomba em relação a bomba fixa sem balança de pressão.

Otimização de bombas hidráulicas em função da necessidade de vazão total do movimento através de software específico: gerenciamento da disponibilidade total do sistema dado a necessidade naquele momento, utilização de uma, ou mais bombas, propiciando uma economia de até 3%.

Plastificação com MOTOR ELÉTRICO: O motor da plastificação não esta sendo usado o tempo todo, sua demanda de potência é controlada por um DIRVER (inversor de freqüência), que controla a velocidade do motor em função da potência requerida no momento da plastificação. A força do motor é aplicada diretamente não havendo perdas por transmissão. Economia de energia em torno de 20% em relação a mesma máquina SEM PLASTIFICAÇÃO ELÉTRICA.

Porque algumas das novas séries de máquinas produzidas no Brasil, com os mesmos recursos tecnológicos utilizados pelos mais importantes fabricantes mundiais, consomem significativamente menos energia que as máquinas velhas e ou de menor conteúdo tecnológico.

A adequação e simbiose perfeita entre a hidráulica, eletrônica, software inteligente e partes mecânicas que compõem esta nova série de máquinas, permitem que estes equipamentos economizem energia e maneira racional em todos os seus movimentos.

Recursos como bomba de vazão variável com controle “load sense”, controle total dos movimentos em anel fechado (“closed loop”) e exclusivos microprocessadores de última geração e de alta capacidade de operação, contribuem para a excelente eficiência no consumo de energia.

 A = bomba de vazão fixa, pressão e vazão controlada com válvulas proporcionais sem reguladora de pressão. (O consumo aumenta ainda mais em máquinas com bomba de vazão fixa, válvulas direcionais e reguladoras de fluxo manuais, utilizadas em equipamentos com mais de 15 anos ou ainda em máquinas de baixo conteúdo tecnológico).
B = Bomba de vazão fixa, pressão e vazão controlada com válvulas proporcionais, regulagem de pressão e vazão otimizada através de compensador de carga.
C = como tipo B + acionamento elétrico da rosca.
 D = Bomba de vazão variável com controle “load-sense” e microprocessador multitarefa de última geração com alta capacidade de operação e software inteligente.
 E = Bomba de vazão variável com servocontrole e microprocessador multitarefa de última geração com alta capacidade de operação e software inteligente.
F = como tipo E + acionamento elétrico da rosca.
G = máquina teoricamente sem desperdício energético.
(**) Máquinas atualmente produzidas no Brasil.

REDUÇÃO DE CONSUMO DE ENERGIA EM MÁQUINAS INJETORAS COM SUBSTITUIÇÃO DA BOMBA HIDRÁULICA, PASSANDO DE VAZÃO FIXA PARA VAZÃO VARIÁVEL DE ÚLTIMA GERAÇÃO.

 

 GRÁFICO DE CONSUMO DA BOMBA HIDRÁULICA DE VAZÃO FIXA 

 

GRÁFICO DE CONSUMO DA BOMBA HIDRÁULICA
DE VAZÃO VARIÁVEL

 

COMPARATIVO ENTRE OS GRÁFICOS DE CONSUMO:
BOMBA DE VAZÃO FIXA (VERMELHO) X
BOMBA DE VAZÃO VARIÁVEL (AMARELO).

 Continua na Próxima Edição


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