Agosto de 2004


Fabricantes de sacolas plásticas vêem novas
oportunidades no mercado dos EUA

                Com a discussão da adoção de uma política anti-dumping pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos contra as sacolas plásticas importadas da China, Tailândia e Malásia, abre-se uma nova possibilidade de negócios para os fabricantes brasileiros. A opinião é compartilhada por boa parte dos associados da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), que reúne cerca de 190 empresas.

        Segundo o Vice-presidente da entidade, o empresário Rogério Mani, esta seria uma grande oportunidade para aumentar as exportações brasileiras de produtos plásticos transformados. “Para isso, precisamos contar com a cooperação de toda a cadeia, especialmente das petroquímicas, no sentido de não aumentarem o preço da matéria-prima (resina termoplástica) que inviabiliza a competitividade da indústria nacional.”

        Mani completa dizendo que as sacolas plásticas são apenas um dos itens que a indústria nacional tem condições de exportar. “Para se ter uma idéia do potencial do mercado norte-americano, em 2003, os EUA importaram o equivalente a US$ 183,8 milhões em sacolas plásticas da China e mais US$ 6,9 milhões da Malásia e US$ 43,3 milhões da Tailândia.” Em 2002, foram cerca de 100 bilhões de sacolas importadas, sendo 30% provenientes da China.

        De acordo com o governo dos Estados Unidos, as margens de dumping praticadas por estes três países asiáticos giram entre 77% e 123%, portanto, as tarifas a serem impostas deverão ser superiores a 123%. “De nossa parte, resta continuar alavancando as exportações através de programas de incentivo como o Export Plastic, do INP e da APEX, e o VIPE, da própria ABIEF”, pondera o Vice-presidente.

 

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