Fabricantes de sacolas plásticas vêem novas oportunidades
no mercado dos EUA
Com
a discussão da adoção de uma política anti-dumping pelo Departamento
de Comércio dos Estados Unidos contra as sacolas plásticas importadas
da China, Tailândia e Malásia, abre-se uma nova possibilidade
de negócios para os fabricantes brasileiros. A opinião é compartilhada
por boa parte dos associados da ABIEF (Associação Brasileira
da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), que reúne cerca
de 190 empresas.
Segundo o
Vice-presidente da entidade, o empresário Rogério Mani, esta
seria uma grande oportunidade para aumentar as exportações brasileiras
de produtos plásticos transformados. “Para isso, precisamos
contar com a cooperação de toda a cadeia, especialmente das
petroquímicas, no sentido de não aumentarem o preço da matéria-prima
(resina termoplástica) que inviabiliza a competitividade da
indústria nacional.”
Mani completa
dizendo que as sacolas plásticas são apenas um dos itens que
a indústria nacional tem condições de exportar. “Para se ter
uma idéia do potencial do mercado norte-americano, em 2003,
os EUA importaram o equivalente a US$ 183,8 milhões em sacolas
plásticas da China e mais US$ 6,9 milhões da Malásia e US$ 43,3
milhões da Tailândia.” Em 2002, foram cerca de 100 bilhões de
sacolas importadas, sendo 30% provenientes da China.
De acordo
com o governo dos Estados Unidos, as margens de dumping praticadas
por estes três países asiáticos giram entre 77% e 123%, portanto,
as tarifas a serem impostas deverão ser superiores a 123%. “De
nossa parte, resta continuar alavancando as exportações através
de programas de incentivo como o Export Plastic, do INP e da
APEX, e o VIPE, da própria ABIEF”, pondera o Vice-presidente.
|