Agosto de 2004


Indústria de embalagens plásticas flexíveis aumentou preços

       Como reflexo direto de um novo aumento de 15% no preço das resinas termoplásticas, a indústria de embalagens plásticas flexíveis anunciou um repasse direto para os seus clientes a partir da segunda-feira, dia 16 de agosto. Segundo o Vice-presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), Rogério Mani, o setor chegou a um estágio que não tem mais como absorver qualquer aumento, como vinha fazendo até então.

        O porta-voz da indústria diz ainda que as petroquímicas sinalizam outros aumentos já em setembro, justificados pela alta dos preços internacionais do petróleo. “Outro fator que tem levado à alta é a demanda aquecida por produtos                    Aliás, a ABIEF sugeriu que seus associados, cerca de 190 empresas do setor, não repasse apenas este novo aumento de 15% mas também o residual dos aumentos anteriores. “Não podemos fazer negociações a médio e longo prazo com preços fixos. E embora as embalagens não representem muito no preço final na maioria dos produtos, veremos um reflexo deste repasse de aumentos no ponto-de-venda.”

        Rogério Mani prevê ainda o fechamento de algumas empresas uma vez que os aumentos implicam em um aumento de capital de giro, “um problema sério nos dias de hoje”. E completa: “O momento é delicado. Tivemos um primeiro semestre com demanda acanhada. O quadro no segundo semestre é bem diferente; o setor está com a demanda aquecida, assim como as petroquímicas, o que acaba facilitando os aumentos.”

        O porta-voz do setor alerta ainda para outro perigo. “Poderemos ter problemas de abastecimento do mercado interno, caso as petroquímicas optem por aproveitar a maré de preços altos no mercado internacional e exportar mais do que o excedente.”

        A única saída vista pela ABIEF é a união de toda a cadeia, com um esforço especial por parte do governo em fazer as petroquímicas assumirem uma postura mais compatível com o desenvolvimento da indústria nacional. “Esta pressão deve ser feita principalmente na Petrobras que deveria participar mais ativamente deste processo”, finaliza Rogério Mani.

 

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