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  EBITDA da Braskem cresce 24% e alcança R$ 566 milhões no 2º trimestre de 2009

A recuperação de demanda por resinas de plástico no mercado brasileiro foi de 18% na comparação entre os dois trimestres do ano
 
O mercado petroquímico brasileiro apresentou claros sinais de evolução no segundo trimestre em relação ao primeiro, com desempenho positivo na produção, nas vendas e margens, refletindo a recuperação da demanda em segmentos que começaram a retomada no período. Com o aumento do volume de vendas no mercado doméstico, a recuperação dos preços internacionais de petroquímicos básicos e o crescimento das exportações, a Braskem alcançou um EBITDA de R$ 566 milhões no trimestre, o que representou um aumento de 24% em relação ao trimestre anterior. Traduzido em dólar, moeda de referência do setor petroquímico, o EBITDA progrediu 38%, situando-se em US$ 273 milhões. A margem sobre receita líquida, que atingiu 15,3%, foi 1,3 ponto percentual superior a do primeiro trimestre
 
A recuperação de demanda por resinas termoplásticas no mercado brasileiro foi de 18% na comparação entre os dois trimestres do ano. Variação ainda mais significativa ocorreu com as vendas domésticas de resinas da Braskem, que tiveram crescimento de 27% no segundo trimestre, com destaque para o avanço de 55% no PVC, seguido pelo polipropileno, com 29%. As vendas de petroquímicos básicos no mercado interno registraram aumento de 47% em razão de maior demanda dos clientes e melhores preços. Esse desempenho possibilitou à Braskem manter suas taxas de utilização de capacidade acima de 90% durante o período, no qual foram alcançados 2 recordes de produção, refletindo os efeitos dos investimentos realizados em confiabilidade operacional e modernização tecnológica.
 
Segundo Bernardo Gradin, presidente da Braskem, “a Companhia operou a plena capacidade durante o segundo trimestre de 2009 em resposta à demanda nacional crescente e à recuperação paulatina do mercado internacional. A robustez do consumo brasileiro, impulsionado nos segmentos de duráveis, alimentos e construção civil, aponta para um terceiro trimestre com crescimento positivo. Os petroquímicos básicos, principalmente aromáticos, apresentaram recuperação de margem por restrição de oferta na Ásia. O crescimento anunciado pela China e outros emergentes alimenta a expectativa de recuperação dos preços de resinas e petroquímicos, presumindo que novas ofertas de petroquímicos do Oriente Médio e da própria China serão compensadas por hibernação e fechamento de fábricas na Europa e EUA. Ainda assim o ciclo de baixa deverá perdurar até meados de 2011
 
No mercado externo, as vendas de resinas bateram o segundo recorde consecutivo, com volume de 271 mil toneladas no 2T09, acompanhado de um movimento de recuperação de preços e volumes em petroquímicos básicos como benzeno e butadieno. Destaque para as vendas na América do Norte, com crescimento de 8 p.p. sobre o trimestre anterior, retornando aos patamares históricos. A combinação desses fatores levou a um crescimento de 57% na receita com exportações em relação ao primeiro trimestre, totalizando US$ 542 milhões, o que representou 31% da receita líquida.
 
A receita líquida da Braskem alcançou US$ 1,8 bilhão no 2T09, 26% maior que a receita registrada no primeiro trimestre. Em reais, a receita líquida foi de R$ 3,7 bilhões, com crescimento de 13%.
 
A Braskem registrou no 2T09 um lucro líquido de R$ 1,15 bilhão, o que representou um aumento de R$ 1,14 bilhão em relação ao lucro de R$ 10 milhões no 1T09. Além do melhor desempenho operacional no trimestre, a desvalorização de 16% do dólar perante o real afetou positivamente o resultado financeiro líquido.
 
A companhia encerrou o 2T09 com saldo de caixa e aplicações superior a R$ 3,2 bilhões, com um aumento de 8% sobre o montante registrado em 31 de março último, proporcionando maior flexibilidade estratégica e capacidade de continuar a contribuir para o financiamento da cadeia. A variação cambial contribuiu para a redução da dívida líquida em 20% no período, totalizando R$ 7,3 bilhões, com prazo médio de 10,1 anos. Diminuiu também a relação dívida líquida/EBITDA, que traduz o nível de alavancagem financeira, que passou de 3,97 para 3,16 vezes.
 
Em linha com seu compromisso com a disciplina de capital e com a realização de investimentos com retorno acima do seu custo de capital, a Braskem destinou R$ 163 milhões aos seus programas de crescimento, modernização e atualização tecnológica no segundo trimestre, totalizando R$ 286 milhões em investimentos feitos durante o primeiro semestre. Cabe destacar a implantação do projeto de PE Verde em Triunfo – RS, que prossegue conforme o cronograma definido, com previsão de começar a operar em outubro de 2010.
 
Como última etapa do Acordo de Investimentos entre Braskem e seus acionistas Odebrecht e Petrobras, a Petroquímica Triunfo foi incorporada à Braskem no mês de maio, concluindo mais uma etapa do processo de fortalecimento e aumento de competitividade do setor petroquímico brasileiro por meio de consolidações societárias. A integração das equipes está em fase avançada e a dos ativos físicos, praticamente concluída, com adição de 160 mil t/ano de polietilenos à capacidade produtiva da companhia. A Braskem já tem projetos para expandir a capacidade dessa planta em 12 mil t/ano até o final de 2010.
 
“A Braskem permanece com o compromisso de priorizar a satisfação de seus Clientes, a produtividade da cadeia de valor petroquímica, a higidez financeira de seu balanço e a rentabilidade crescente e sustentável. A partir do fortalecimento da liderança na America Latina, a Braskem busca oportunidades de crescimento que ampliem oportunidades de rentabilidade crescente em mercados atraentes”, completa Gradin.
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