Notas Sintéticas
A ÍNDIA PRETENDE AMPLIAR ACORDOS comerciais com o Mercosul, que poderão evoluir para uma área de livre comércio que inclua também a África do Sul. A corrente de comércio entre Brasil e Índia saltou de US$ 400 milhões, em 1997, para mais de US$ 2 bilhões, no ano passado, esperando-se atingir cerca de US$ 10 bilhões em cinco anos. A Índia necessita de cooperação na área do etanol, pois importa 70% da energia que consome.
A GE PLASTICS LANÇOU DUAS NOVAS RESINAS, a Valox iQ e a Xenoy iQ, produtos da linha ecomagination, que causam menos impacto ambiental por conservarem mais energia e reduzirem as emissões dos gases do Efeito Estufa (GCE). Elas foram desenvolvidas com polímeros à base de polibutadieno tereftalato (PBT), mais de 80% oriundos do lixo plástico do consumidor, e seu processo de fabricação não envolve reciclagem, mas, uma nova forma de regenerar e aprimorar o lixo sólido sintético. Esses ecoprodutos podem ser utilizados em aplicações automotivas exigentes, como conectores, elementos para iluminação e painéis externos.
A MOTECH, TRANSFORMADORA DE RESINAS TERMOPLÁSTICAS (SP), está desenvolvendo um novo filme plástico que deverá substituir o alumínio utilizado em embalagens plásticas de alimentos, como balas, bombons, etc., com o objetivo de baratear mais os produtos. Ela está utilizando o polietileno (PE) misturado a aditivos especiais que tanto permite a torção do plástico, como funciona como isolante térmico, tal qual o alumínio.
FOI REALIZADA EM RECIFE (PE), entre 14 e 17 deste mês, a I Semana Internacional de Embalagens, Artes Gráficas, Design e Indústria do Plástico (Embala Nordeste), contando com a participação de mais de 150 expositores, nacionais e estrangeiros, que atuam no segmento de embalagens, incluindo compradores e fornecedores de máquinas, equipamentos e matérias-primas.
A BASF, MAIOR FABRICANTE MUNDIAL de agroquímicos, planeja reforçar sua atuação na área de inseticidas para controle de pragas e vetores urbanos, para elevar as vendas no Brasil. Segundo informações, o segmento de produtos para pragas urbanas representa, no Brasil, 1% da receita da divisão da Basf, sendo que, em outros países, tal segmento chega a representar 15% da receita.
A DOW, FABRICANTE DE PRODUTOS QUÍMICOS AMERICANA, planeja alcançar, em 2006, um aumento de 8% em seu faturamento no Brasil. Além de obter maior volume de vendas de produtos conhecidos, a empresa deverá crescer com o desenvolvimento de novos produtos e aplicações (a companhia investe cerca de US$ 1 bilhão/ano em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos).
A VENEZUELA ESTÁ ESTUDANDO A POSSIBILIDADE de realizar uma parceria com a China para a construção de uma nova usina petroquímica. Tal unidade utilizaria, como matéria-prima, os resíduos petroquímicos produzidos pelo complexo de refinarias de Paraguana, localizado no estado de Falcón.
ATÉ O MÊS DE AGOSTO DE 2006, O BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - liberou cerca de R$ 900 milhões em financiamento para o setor petroquímico, especialmente direcionados para a Petroquímica União, Carbocloro, Suzano Petroquímica e Polietilenos União, sabendo-se que já está em estudo a liberação de mais R$ 700 milhões para outras empresas desse setor. Para o BNDES, três questões devem ser levadas em conta para a realização de investimentos: matéria-prima, consolidação do setor e competitividade com o mercado internacional.
A PETROQUISA E A CIA. INTEGRADA TÊXTIL DO NORDESTE (Citene) resolveram dar prosseguimento à instalação de uma fábrica de PTA, matéria-prima das garrafas de PET e de fios de poliéster, em Pernambuco, sem esperar por uma definição do grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G). Contando com um investimento de US$ 500 milhões, a fábrica deverá ser inaugurada até 2010, com capacidade de produção de 550 mil ton/ano dessa matéria-prima.
A PETROFLEX, MAIOR PRODUTORA DE BORRACHA SINTÉTICA da América latina, obteve seu melhor volume de vendas, no período de abril a junho desse ano, mesmo sem crescimento do mercado de pneus e similares. Tal fato é decorrência da disparada de preço da borracha natural, que subiu cerca de 25%, levando os consumidores a substituir o produto por elastômeros.
A BELGA SOLVAY INDUPA ANUNCIOU QUE VAI investir mais de US$ 150 milhões para expandir e modernizar sua unidade de produção de PVC e cloro-soda cáustica em Santo André (SP). Ao término da expansão, as suas fábricas brasileiras terão capacidade instalada para produzir 300 mil tons/ano de PVC, 25% a mais do que atualmente. A produção de soda cáustica deverá atingir 170 mil ton/ano, ou seja, 70% a mais do que produz hoje.