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NOTAS SINTÉTICAS
O SETOR PETROQUÍMICO DE TERCEIRA GERAÇÃO
NÃO CRESCEU os esperados 8% no ano de 2001, devido às turbulências no mercado. Somente a resina
de PET é que obteve um crescimento substancial, na faixa de 18%.
A CRISE DA ARGENTINA AMEAÇA AINDA MAIS O SETOR PETROQUÍMICO do Brasil. Com a queda vertiginosa
no consumo interno na Argentina, a sobra de produção industrial deverá ser exportada para
nosso país, aumentando a competitividade entre os preços de nossos produtos nacionais e os dos argentinos,
ainda mais com a desvalorização do peso.
JÁ A PETROFLEX, GRANDE PRODUTORA DE BORRACHA SINTÉTICA, não se sente ameaçada com
a possibilidade de concorrência da Perez Companc argentina, pois considera que, mesmo após os argentinos
saírem desse primeiro momento de crise econômica, eles precisarão de alguns anos para poderem
se modernizar, a fim de que seus produtos possam fazer frente aos de outros países, entre eles os do Brasil.
A RHODIA-STER, EMPRESA DO GRUPO FRANCÊS RHODIA, que encontra-se no segmento das fibras sintéticas
de poliéster e no da resina de PET, será colocada à venda. A Rhodia francesa não quer
mais atuar nessas áreas, apesar da Rhodia-ster estar se saindo muito bem nelas, o que significa que as ações
da empresa estão se valorizando cada vez mais.
A PETROBRÁS, EM PARCERIA COM EMPRESAS PRIVADAS, descobriu na Bacia de Camamu (BA), na região de
Valença, a presença de gás natural que poderá ser comercializado. O volume de gás
encontrado na região deve corresponder a 10% do volume total de toda a reserva privada do território
nacional.
A COMPANHIA BRASILEIRA DE PETRÓLEO IPIRANGA (CBPI) acertou em cheio em apostar, já há 10
anos, no gás natural veicular (GNV): sua receita dobrou entre 2000 e 2001 e agora, para 2002, a empresa
irá investir R$ 60 milhões para construção, principalmente, de mais de 50 postos de
venda de gás veicular.
A BASF ESTÁ INVESTINDO EM EXPANSÃO, MODERNIZAÇÃO e em melhorias do meio ambiente.
Para tanto, a empresa já destinou mais de US$ 30 milhões, sendo que R$ 11 milhões deverão
ser destinados à redução de resíduos e emissões gasosas. Cabe lembrar que quanto
mais se investe em proteção ambiental, mais se está investindo na vida como um todo.
O GRUPO BETTANIN, LÍDER DO SETOR DE UTENSÍLIOS PLÁSTICOS DOMÉSTICOS no Brasil, já
investiu cerca de R$ 20 milhões em uma nova fábrica, localizada em seu complexo industrial em Esteio
(RS), para atuar em um outro segmento: o de móveis em resinas para interiores. Em suas linhas de produção
encontrar-se-ão sistemas de combinação de madeira e resina para móveis como racks,
mesas e estantes que suportarão até 50 kg, além de sistemas de prateleiras e gaveteiros, entre
outros.
EM 2002, A SINTERAMA ITALIANA, ASSOCIADA À UNIFI (USA), irão construir em Minas Gerais, a Sinterama
Brasil, a fim de produzir fios de poliéster. Para tanto, haverá um investimento em torno de 10 milhões
de dólares e a fábrica deverá começar suas atividades no segundo semestre desse ano,
com capacidade de produção em torno de 3,5 mil ton/ano.
O ANO DE 2001 FECHOU TRAZENDO UM CRESCIMENTO DE 2% PARA as cinco grandes distribuidoras de combustível:
Ipiranga, Shell, Esso, BR Distribuidora e Texaco, apesar de reclamarem da concorrência das pequenas distribuidoras,
que, no segundo semestre do ano, utilizaram medidas de isenção fiscal no sentido de incrementarem
suas vendas.
A BAYER, INDÚSTRIA QUÍMICA DE GRANDE IMPORTÂNCIA, resolveu criar entidades separadas para
4 de suas companhias, com o sentido de facilitar a criação de novas parcerias. Entre esses segmentos
destacam-se os de polímeros e de químicos, que deverão, após a aprovação
dos acionistas, serem agrupados em entidades diferentes.
MAIS UMA NOVIDADE EM RELAÇÃO À QUESTÃO DA IMPORTAÇÃO DA NAFTA: as centrais
petroquímicas deverão importar, a partir de janeiro/2002, mais de 2,5 milhões de toneladas
de nafta, segundo um acordo feito entre elas e a Petrobrás, sendo que esta última se comprometeu
a rever o valor cobrado pela resina que vende às centrais, produzida a partir do petróleo nacional.
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