DEZEMBRO DE 2001


2 EM 1: UM CONCEITO A SER DESENVOLVIDO NO BRASIL

Na onda da inventividade, a empresa belga Two Bags in One, em parceria com a alemã Schmidt, promete colocar no mercado, já em fevereiro de 2002, uma máquina para produzir sacolas plásticas de PEAD (polietileno de alta densidade) que, após o uso, podem ser transformadas em sacos de lixo. Trata-se da “2 bags in 1”cujo protótipo foi apresentando em primeira mão na K 2001.

Segundo o fabricante, a máquina terá capacidade para produzir entre 80 a 100 sacolas/hora, ou seja, cerca de 25 milhões de unidades/ano (estima-se que cada consumidor utilize entre 1 a 2 sacos de lixo por semana). “A idéia é licenciar no máximo duas empresas em cada país com esta tecnologia para que não haja uma concorrência tão grande e elas possam valer-se da exclusividade”, analisa Dirk De Witte, gerente geral da empresa que prefere ainda não divulgar o preço do novo equipamento.

Ele diz que uma recente pesquisa realizada com consumidores das cadeias de supermercados mais importantes da Bélgica mostrou que 24% deles já usam as sacolas como sacos de lixo e que a idéia de ter uma sacola que se transforme em saco de lixo é vista como prática por 34% dos entrevistados e ecologicamente correta por outros 27%. Em resumo, 93% deles consideram a idéia boa.

Mas e como fica a questão preço, pois inicialmente as sacolas 2 em 1 seriam vendidas nos caixas do supermercado? 45% dos pesquisados dizem que a compra dependeria do valor pago hoje pelos sacos normais de lixo; já 38% concordam em pagar até US$ 2,3 por cada sacola (hoje cerca de 12% desses consumidores pagam entre US$ 2 a US$ 2,5 por cada sacola/ outros 5% pagam entre US$ 2,7 a US$ 5).

O tamanho da sacola é outro item indefinido. 41% dos entrevistados dizem não saber o tamanho ideal; apenas 33% preferem os sacos de 50 litros e 15% os de 100 litros. O fato é que, independente do tamanho, a idéia é excelente e poderia ser perfeitamente explorada por um convertedor brasileiro que esteja disposto a investir em um produto realmente inovador e com um valor agregado considerável. Claro que, no Brasil, como não existe o hábito de se comprar sacolas nos supermercados, o novo produto poderia ser introduzido dentro do conceito de promoção ou brinde das próprias redes de supermercados ou algum de seus grandes fornecedores. (“ABIEF - Flex”)

www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio