DEZEMBRO DE 2002



NOTAS SINTÉTICAS

• A POLIBRASIL DEVERÁ INVESTIR MAIS DE US$ 150 MILHÕES na construção de uma nova fábrica de polipropileno, pois, acredita que a demanda nacional está crescendo (até 2001 houve um aumento de produção de mais de 40% desse produto), e o mercado deverá absorver mais 200 mil tons/ano, pelo menos. O município de Mauá (SP) está sendo avaliado como primeira opção de localização dessa nova unidade, sabendo-se que mais de 50% do mercado consumidor encontram-se nessa região.

• A POLIBRASIL TAMBÉM DEVERÁ INVESTIR MAIS DE US$ 10 MILHÕES expandindo a capacidade de produção de polipropileno de sua unidade em Duque de Caxias (RJ) para 300 mil tons/ano.

• A EMPRESA ALEMÃ BAYER PRETENDE INVESTIR MAIS NO MERCADO BRASILEIRO em 2003, não através de compra de empresas nacionais, mas ampliando e inaugurando linhas de produção nas áreas de saúde, polímeros, química, entre outras.

• TAMBÉM COM PLANOS DE AMPLIAÇÃO DE PRODUÇÃO, A PQU (Petroquímica União) deverá aumentar sua capacidade de eteno em 200 mil tons./ano. O orçamento para esse investimento ainda não foi concluído, mas acredita-se que poderá chegar a mais de US$ 125 milhões.

• O INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES (Ipen) de São Paulo (SP) tem obtido bons resultados com sua adaptação da tecnologia de reticulação de polímeros, (que envolve a irradiação de PE ou PVC feita com feixes de elétrons), que proprocionará mais reistência térmica, elétrica e mecânica até a solventes orgânicos. A reticulação vem sendo aplicada em materiais plásticos usados em isolamentos de fios nas indústrias automobilísticas e de computação entre outras.

• A PETROFLEX, PRODUTORA DE BORRACHA SINTÉTICA, PRETENDE, a partir de 2003, abrir dois escritórios no exterior (um na Europa e outro na Ásia, provavelmente) a fim de facilitar a venda de seus produtos nessas localidade. Com isso, a Petroflex pretende ampliar a exportação de seus derivados de borracha sintética fornecidos à indústria de calçados e a automobilística, além de poderem ser usados como isolantes térmicos e acústicos.

• OS PREÇOS DA BORRACHA NATURAL NACIONAL CRESCERAM DE VALOR, desde que o governo deixou de pagar subsídios ao setor, o que animou os produtores do estado de São Paulo a plantarem mais seringueiras, apesar de seu ciclo de cultura ser um pouco demorado (uma seringueira pode levar até sete anos para produzir o látex).

• JÁ EM ITAOCARA, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, está sendo feito o cultivo do arbusto Guayule, originário de México, cuja seiva é extraída da raiz e dos galhos, ao contrário das serigueiras brasileiras. Segundo as pesquisas de novos tipos de utilização do látex que estão sendo realizadas, com essa plantação poderá haver a produção de um tipo especial de borracha antialérgica, que será utilizada pela indústria farmacêutica e cirúrgica, ampliando o mercado nacional.

• A DIXIE-TOGA, IMPORTANTE FABRICANTE DE EMBALAGENS , estabeleceu uma parceria com a finlandesa Huhtamaki para implantar a primeira fábrica nacional de laminados compostos de polietileno com alúminio utilizados para a confecção de tubos de creme dental. Essa nova unidade deverá localizar-se na região Nordeste.

• A MULTIBRÁS DA AMAZÔNIA, indústria do segmento de transformação de plásticos, está prevendo um crescimento de mais 10% para o ano de 2003. Ela possui atualmente mais de 50% de participação no mercado da Zona Franca de Manaus e foi a primeira indústria do Amazonas a obter o certificado Asa 8000 (Social Accountability 8000) voltado para a gestão social.

• A UNIPAC, DIVISÃO DO GRUPO JACTO, DO RAMO AGRÍCOLA, de transportes e meio ambiente, anunciou ter realizado uma parceria com a Induscar/Caio, do grupo Ruas, do ramo de transporte de passageiros, para o fornecimento de assentos de plásticos soprados para ônibus urbanos. A previsão é que se produza mais de 8 mil assentos, transformando mais de 35 mil tons/mês de resinas termoplásticas. O molde dos assentos foi desenvolvido pela Unipac e a Induscar/Caio participou com o investimento de cerca de R$ 100 mil.

• O SETOR DE EMBALAGENS ESTÁ OTIMISTA EM RELAÇÃO AO PRÓXIMO ANO. Ele estima que haja um aumento de vendas em torno de 10% devido ao reajuste dos preços e aos avanços tecnológicos que proporcionam maior valor unitário aos seus produtos.

• SEGUNDO PESQUISAS EFETUADAS PELA ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a produtividade da mão-de-obra da indústria de máquinas e equipamentos representa cerca de 35% da obtida em países como os Estados Unidos. Isso se torna um problema ainda mais grave quando se pensa na possibilidade da participação do Brasil na Alca, onde a concorrência dos produtos nacionais com os produtos oriundos de países mais desenvolvidos parece já estar fadada a ser perdida


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