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SIRESP TEM NOVO PRESIDENTE
O executivo Jean Daniel Peter renunciou, dia 20/12, ao
cargo de presidente do Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo
(Siresp). A partir de 2003 Peter estará à frente da Globe Química, empresa do setor de química
fina, deixando, dessa forma, depois de 35 anos de atuação, o setor petroquímico.
Em seu lugar assume, em janeiro, José Ricardo Roriz, diretor comercial da Polibrasil, até então
primeiro vice-presidente do Siresp.
Ao evento, ao qual foi convidada a imprensa, também foi comnunicada a nova composição da diretoria
do Siresp até 2004:
Presidente - José Ricardo Roriz Coelho
1º Vice-presdiente - Alexandrino de Alencar
2º Vice-presidente - Heinz Friedrich Mayer
3º Vice-presidente - Gonzalo Barqueiro
A seguir publicaremos, na íntegra, os pronunciamentos
de Jean Peter e de José Ricardo Roriz Coelho, além do currículo do novo Pres. do Siresp, brilhante
personalidade do setor petroquímico, que sempre apoiou e acreditou nas iniciativas do JORNAL DE PLÁSTICOS,
como foi o caso do patrocínio do Curso Básico Intensivo de Plásticos - CBIP, iniciado quando
de sua gestão ä frente da Diretoria Comercial da Politeno:
JEAN PETER
Boa tarde a todos, obrigado pela presença mais uma vez. O objetivo desta reunião é para anunciar
a vocês que a partir de 31/12/2002 deixarei presidência do Sindicato da Indústria de Resinas
Sintéticas no Estado de São Paulo (Siresp).
Em meu lugar, assumirá José Ricardo Roriz profissional com grande conhecimento e experiência
no do setor e que até então era o nosso 1 vice presidente do sindicato e bastante atuante no setor
como diretor também de outras instituições ligadas a nossa industria.
Este ano, especialmente, nos últimos quatro meses, o setor apresentou um bom desempenho.
Segundo dados preliminares do setor, as vendas para o mercado interno cresceram 9% este ano em relação
a 2001.
Destacam-se, nesse sentido, o setor de embalagem, da indústria automobilística e o setor têxtil,
que foi favorecido, sobretudo no segundo semestre, pelo aumento do dólar, que beneficiou nossas exportações
de manufaturados e diminuiu nossas importações.
Este ano, também, avançamos rumo ao aumento da competitividade de toda a cadeia produtiva. Com o
programa de exportação de manufaturados, uma ação que reúne esforço dos
três elos da cadeia, partimos para o desafio de zerar o défict de US$ 1 bilhão na balança
comercial do setor, e produzir um superávit da ordem de US$ 800 milhões, gerando resultado líquido
de 1,8 bilhão para balança comercial do País, num prazo de cerca de cinco anos.
Trata-se de um desafio ambicioso, mas o setor está preparado para alcançar essa meta.
A competitividade da indústria de transformação brasileira tem melhorado significativamente
e a qualidade dos produtos plásticos nacionais está à altura dos níveis exigidos pelos
mercados internacionais.
Os investimentos realizados nos últimos cinco anos são superiores a US$ 2 bilhões, sendo que
a segunda geração da petroquímica investiu em tecnologia e ampliação da capacidade
produtiva com novas fábricas; enquanto a terceira geração investiu em novas máquinas
e na melhoria da qualidade de seus produtos.
O setor conta, ainda, com apoio do Instituto Nacional do Plástico (INP), que trabalha para a normalização
e certificação da qualidade dos produtos brasileiros.
Gostaria de agradecer aos jornalistas aqui presentes e dizer que a tarefa que vocês exercem é de grande
importante para o fortalecimento da nossa indústria nacional.
Estarei à disposição de todos vocês.
Muito obrigado!”
JOSÉ RICARDO RORIZ COELHO
“Prezados jornalistas,
Ao assumir
a presidência do Siresp terei um grande trabalho pela frente, neste momento importante em que estamos passando
no nosso País.
O maior desafio, sem duvida, será intensificar as nossas ações para o aumento da competitividade
do setor, basicamente em três frentes.
1) Acesso a matérias-primas com preços competitivos.
2) Desonerar a carga tributária sobre setor produtivo de modo a adequá-las aos parâmetros do
mercado internacional, além de buscar a isonomia tributária com outras matérias primas.
3) Incentivar a exportação de produtos manufaturados, através de um trabalho conjunto de toda
a cadeia de plásticos.
Vamos aprimorar os canais de comunicação com o Governo, a fim de subsidiar os órgãos
responsáveis com estudos sobre o setor, para que este conheça nossas oportunidades e possa apoiar
as nossas iniciativas de tornar a nossa cadeia produtiva mais competitiva e de classe mundial.
Expectativas para 2003
Para 2003, esperamos um ano de recuperação e retomada do crescimento. Muitos setores industriais
estão otimistas com os nomes escolhidos pelo governo na área produtiva, e isso já é
um grande começo.
Além disso, acreditamos no crescimento de setores como o de embalagens para alimentos, que em nossas estimativas
poderá crescer significativamente em função dos projetos sociais do novo governo.
Nesse caso resinas como o Polietileno e Polipropileno serão fortemente favorecidas no seu consumo.
Os sinais do novo governo para o setor de construção civil também indicam que 2003 será
muito positivo para nossos produtores de PVC.
A médio prazo com a queda de juros, segmentos como o eletro eletrônico com forte presença de
Poliestireno e o automobilístico com o Polipropileno, elevarão o consumo substancialmente destas
resinas.
O programa de exportação de manufaturados já está bem encaminhado, em função
dos avanços obtidos em 2002, e para o ano que vem, estimamos já um crescimento de 20% nas exportações,
em relação a este ano.
Em paralelo, o programa de normalização e qualidade do INP continuará incentivando nossos
transformadores a investir em qualidade para aumentar a competitividade de nossos produtos manufaturados, tanto
no mercado local, como no mercado externo.
Ao mesmo tempo, percebo que o governo que assume em 2003 vai ter um canal de comunicação mais próximo
da indústria, e estaremos prontos para atender esta excelente iniciativa.
Gostaria de agradecer a presença de todos e me colocar à disposição.
Muito obrigado.”
Currículo de José Ricardo Roriz
Engenheiro pós-graduado em Administração Financeira e Marketing, atualmente cursando MBA Empresarial,
possui vários cursos de especialização no Brasil e no exterior. Atua há 19 anos na
indústria petroquímica, principalmente em termoplásticos, álcoois, anidridos, plastificantes,
acrilatos e compostos. Neste período exerceu funções gerenciais nas áreas de produção,
vendas, marketing, assistência técnica, desenvolvimento de produtos, exportação, importação,
tecnologia de processos, suprimentos, custos, project, finance, logística, distribuição e
transformação de resinas poliolefínicas.
Desde março de 1999 ocupa o cargo de diretor comercial da Polibrasil resinas S/A e diretor geral da Policom
S/A, produtoras de polipropileno, compostos e blendas poliméricas, sendo o responsável pelas áreas
envolvidas com mercado, desenvolvimento de produtos, logística, negociações com matérias-primas
e planejamento estratégico na Polibrasil e por toda a operação da Policom.
Acumula outras atividades ligadas à indústria petroquímica tais como: diretor do INP (Instituto
Nacional do Plástico), vice-presidente do Siresp (Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas
no Estado de São Paulo), diretor da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química),
atuando nas comissões: plástico, qualidade, comércio exterior e Plastivida; diretor do conselho
consultivo da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), diretor da APLA (Associação
Petroquímica Latino-Americana), além de outras associações de interesse da indústria
de resinas.
Participa ativamente de eventos ligados ao setor como: congressos, feiras, seminários, debates, etc, representando
a empresa e o setor de termoplásticos. Nascido em Goiânia (GO), há 44 anos, e residente em
São Paulo há 22 anos, é casado, tem dois filhos.
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